
Perdida mais uma vez a medalha de ouro no torneio olímpico de futebol, nas circunstâncias que todos viram pela televisão, chegou a hora de olhar para o futuro de Neymar. Depois de ter falhado na Copa América no ano passado, ele foi para a Inglaterra com seus dezessete companheiros de equipe em meio a algumas dúvidas inquietantes.
Voltaria a exibir o talento e a capacidade de desequilibrar partidas que mostrou no Santos em 2010 e 2011, ou continuaria irregular como em boa parte desta temporada? Teria dominado seu gênio impulsivo e os faniquitos de garoto mimado, resistindo às pressões em uma competição na qual para o Brasil interessava apenas o título, ou voltaria a perder a cabeça em momentos decisivos e daria razão a Maradona, que certa ocasião o chamou de “menino mal educado”? Insistiria em simular faltas ou iria para o caminho mais difícil, e eficaz, de prosseguir na jogada em direção ao gol? Com um rendimento mensal estimado em 3 milhões de reais, graças sobretudo a seus dez patrocinadores principais, teria perdido um pouco da motivação para buscar árduos desafios? E, finalmente, deixaria de lado as jogadas de efeito, o individualismo – o que levou Pelé a afirmar que ele andou jogando “mais para a torcida e para a televisão do que para o time” –, e passaria a se preocupar com sua participação coletiva?(Veja)
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