Lendo um texto de um amigo jornalista em que ele agradece sua mãe por tudo o que é e, ao mesmo tempo, se desculpa sobre a quantidade de vezes que ela já foi lembrada por seus inimigos e, nessas ocasiões, ofendida em sua honra, comecei a pensar em quem são as verdadeiras prostitutas de nossa sociedade.
Lembro-me de que, quando jovem, em todas as cidades existiam as chamadas “zonas de meretrício”, verdadeiros bairros onde residiam as prostitutas locais e para onde se dirigiam aqueles que buscavam seus serviços.
Os tempos mudaram e com a chamada liberalização sexual a estrutura social passou a ser mais permissiva com a sexualidade dos jovens, que já não necessitam buscar esse tipo de serviço, poispassaram a se relacionar com as próprias namoradas.
Esses bairros conhecidos como “zonas” deixaram de existir e as prostitutas foram residir nos pontos mais diversos das cidades e passaram a anunciar seus serviços nos jornais ou a fazer “ponto” em determinadas ruas ou locais conhecidos por toda a comunidade.
Com a internet, surgiram verdadeiras estruturas especializadas no oferecimento desses “préstimos”, sejam femininos, masculinos ou homossexuais, com fotos e dados como medidas, peso, altura, preferências e especialidades.
João Bosco Leal
*Jornalista, escritor e produtor rural
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