DIFERENTES ESTILOS

Genoino quer voltar para SP

Genoino quer voltar para SP

É grande o contraste entre o padrão de vida de José Dirceu e de José Genoino, durante a prisão domiciliar em Brasília.

Segundo relatos de quem já o visitou, Dirceu mora em uma mansão no Lago Sul, com piscina e sala de cem metros quadrados decorada com obras de arte. Muitos deputados já foram visitá-lo. Sua namorada, Simone Patrícia Tristão Pereira, tem cozinhado para o casal, e Dirceu aproveita para curtir a infância da filha caçula, Maria Antônia.

Genoino tem outro estilo de vida. Mora numa casa bem menor, no condomínio Quintas do Sol. Poucos têm ido visitá-lo. De acordo com quem esteve com ele, Genoino sonha em voltar para São Paulo. (Veja)

Por Lauro Jardim

72 RODOVIAS

Caminhoneiros: a greve continua

Caminhoneiros: a greve continua

O movimento dos caminhoneiros continua e uma grande (e preocupada) empresa acaba de fazer um levantamento das estradas bloqueadas pelo Brasil. Ainda não há preocupações quanto ao desabastecimento de regiões, mas a circulação de mercadorias está cada vez mais comprometida. Neste momento, 28 rodovias federais e 44 estaduais estão bloqueadas no país. (Veja)

Por Lauro Jardim

Benefício visava estimular o mercado de trabalho do país

Benefício visava estimular o mercado de trabalho do país (Marcelo Almeida/EXAME/VEJA)

Em meio ao aperto fiscal, o governo busca não apenas formas de cortar gastos públicos, como também de elevar a arrecadação.

O governo publicou nesta sexta-feira a Medida Provisória 669 que eleva as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre receita bruta, reduzindo a desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011. A partir de junho deste ano, as empresas que tinham alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta terão de contribuir com 2,5%, enquanto as que tinham alíquota de 2%, terão de arcar com 4,5%, de acordo com a MP publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A mudança vai atingir 56 setores produtivos, alguns contemplados com o benefício desde 2011 e outros desde o ano passado, quando o governo decidiu tornar permanente a medida. O objetivo era reduzir os gastos com a mão de obra, estimular o mercado de trabalho e, consequentemente, a economia.

A alíquota maior, de 4,5%, é voltada para o setor de serviços, que inclui, por exemplo, empresas de call center, de tecnologia de informação, empresas jornalísticas, além do setor de construção civil e de transporte rodoviário e metroviário de passageiros.

Já o recolhimento de 2,5% abrange empresas do comércio varejista e de vários segmentos da indústria, como têxtil, aves e suínos, móveis, brinquedos, medicamentos, fabricação de aviões, navios e ônibus, material elétrico, equipamentos médicos e odontológicos, pneus e câmaras de ar, tintas e vernizes, borracha, vidros, entre outros.

Em 2011, o governo passou a desonerar a folha de pagamento de alguns setores substituindo o imposto de 20% sobre o salário por uma alíquota cobrada do faturamento das empresas, que variava de 1% a 2%, dependendo da companhia. Agora, este imposto sobre o faturamento aumentou.

Em janeiro, a arrecadação de tributos e contribuições federais somou 125,282 bilhões de reais, queda real de 5,44% ante igual mês do ano passado, conforme divulgado nesta semana pela Receita Federal.

A decisão faz parte do esforço do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para alcançar a meta de superávit primário em 2015. O governo anunciou nesta terça-feira que vai cortar gastos públicos.

Uma edição extra do Diário Oficial da União, com o decreto 8.412, definiu limites para os gastos não-obrigatórios do governo, também chamados de discricionários, nos quais estão inseridos investimentos e transferências para programas sociais. O decreto vale para o primeiro quadrimestre do ano.

Segundo o texto, o valor máximo que poderá ser desembolsado até abril é de 75,15 bilhões de reais. Deste total, 59,98 bilhões de reais serão direcionados para despesas de custeio e 15,17 bilhões de reais para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).(Veja/Com Estadão Conteúdo)

 

 

GOVERNO SUSPENDE PROGRAMA MINHA CASA MELHOR

Dilma entrega unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em Feira de Santana, na Bahia

Dilma entrega unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em Feira de Santana, na Bahia(Mateus Pereira/GOVBA/Fotos Públicas)

Diante da queda da arrecadação e da necessidade de ajuste fiscal, o governo federal decidiu suspender o programa Minha Casa Melhor, linha de crédito especial para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida adquirirem móveis, eletrodomésticos e eletrônicos a taxas de juros subsidiadas.

Para operar o programa, a Caixa Econômica Federal recebeu do governo uma capitalização de 8 bilhões de reais em junho de 2013. Do valor total, 3 bilhões de reais foram direcionados para os financiamentos do programa – o restante foi usado em outra operação.

Até dezembro, 18 meses após o lançamento do programa, 640.000 famílias tinham recebido os cartões do Minha Casa Melhor. Foram oferecidos 3,2 bilhões de reais em crédito, dos quais 2,4 bilhões de reais foram realmente contratados.

“Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida”, informou, em nota, a Caixa. “Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente”. O Tesouro Nacional foi procurado pela reportagem, mas disse que somente o banco se pronunciaria sobre o assunto.

Pelo canal oficial de comunicação que mantém com os beneficiários do programa, a atendente da Caixa afirmou que o Minha Casa Melhor está suspenso desde o dia 20 deste mês. “A Caixa está reavaliando o programa antes de realizar novas contratações no Brasil inteiro”, afirmou a atendente, que não quis se identificar.

No lançamento do programa, o governo divulgou que a expectativa era de que 3,7 milhões de famílias fossem beneficiadas, em um total de 18,7 bilhões de reais. O Minha Casa Melhor oferece crédito a juros mais baixos que os praticados no mercado para as famílias atendidas pelo programa Minha Casa Minha Vida comprarem 14 tipos de eletrodomésticos e móveis. Os juros são de 5% ao ano contra 16,5% que são cobrados pelo mercado para financiar esses produtos.

A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que representa 1,2 milhão de lojistas, estima que o programa injetou1,4 bilhão de reais no setor no ano passado. De acordo com o governo, desde o lançamento do programa, os donos dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida compraram TV digital, computador, geladeira, fogão e móveis, entre outros produtos, em 28 mil lojas espalhadas pelo País.

Ao entregar os imóveis do conjunto em Feira de Santana (BA), a presidente Dilma Rousseff assegurou a continuidade do programa de habitação popular. Segundo ela, a terceira fase será lançada em março, com a meta de contratar mais 3 milhões de moradias.

(Com Estadão Conteúdo)

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizou o novo gasto no Legislativo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizou o novo gasto no Legislativo (Pedro Ladeira/Folhapress)

Ao autorizar o uso de verbas públicas para a compra de passagens aéreas de cônjuges de parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), expôs negativamente o Congresso Nacional, segundo analistas políticos. Na avaliação de especialistas em Ética e Política, a conduta de parlamentares que aumentam gastos públicos, em meio a um corte de gastos federais, podem ser avaliada como antiética e antirrepublicana, além de ser questionada no Supremo Tribunal Federal.

Para o professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano, há uma “ilegalidade” na concessão do benefício às mulheres dos deputados – e aos maridos das deputadas. “Os benefícios à família não estão previstos na Constituição. Portanto, é bastante possível que alguém entre com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra essa medida”, disse Romano. “Quem recebe voto é o indivíduo e não sua esposa, papai ou cachorrinho. Isso é inaceitável, além de antiético e antirrepublicano. Como justificar essas prerrogativas familiares em um país com uma crise econômica como a nossa? Os deputados deveriam mostrar solidariedade ao governo e economizar, em vez de fazer esse exibicionismo de privilégios. Trata-se de mais um péssimo exemplo de nosso Legislativo, que desconhece que, na República, todos são iguais.”

Para o diretor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antonio Moroni, os benefícios concedidos pelo presidente da Câmara evidenciam mais uma das contradições do Congresso Nacional. “Quem aprova isso são os mesmos deputados que têm defendido cortes ou reduções nos benefícios destinados às camadas mais baixas da população, como seguro-desemprego e as pensões. Não dá para considerar isso ético de maneira nenhuma. Se eles quiserem, podem comprar passagens para as esposas ou maridos com o dinheiro do próprio salário, que é bastante alto”, disse Moroni.

Especialista em comportamento eleitoral, o professor Leonardo Barreto, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), explica que a medida de Cunha é um exemplo das mordomias que fazem do Legislativo brasileiro um dos mais caros do mundo. Segundo o cientista político, cada senador custa aos cofres públicos mais de 33 milhões de reais, e cada deputado, 10,2 milhões de reais. ”Para fazer esse cálculo, basta dividir o orçamento pelo número de parlamentares. Daí o fato de o Congresso Nacional estar entre as instituições que detêm os piores níveis de confiança da população”, diz Barreto. “Qualitativamente, isso também é um problema, porque a percepção de custo depende do beneficio que se tem. E, no nosso caso, a população não vê isso no Congresso. Infelizmente, a tendência é que essa situação piore, prejudicando ainda mais a reputação da Casa, que já estava lá no chão.”

Segundo os cálculos de Barreto, na Alemanha cada parlamentar custa aos cofres públicos 3,4 milhões de reais; na França, 2,8 milhões de reais; no Canadá, 2,3 milhões de reais; no Reino Unido, 2,2 milhões de reais; no México, 1,89 milhão de reais; e na Argentina, 1,29 milhão de reais. Portugal e Espanha estão entre os mais baixos, com um gasto médio de 952.000 reais e 850.000 reais por parlamentar, respectivamente. (Veja/Com Agência Brasil)

 

 

Horário de verão: com uma hora adiantada no relógio, sono pode ser prejudicado

Risco: participantes que mudaram os hábito de sono, passando a dormir muitas horas, apresentaram quatro vezes mais probabilidade de sofrer um AVC

Um estudo apontou que pessoas que dormem mais de oito horas por noite têm 46% mais probabilidade de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que pessoas que dormem entre seis e oito horas. A pesquisa foi publicada na quarta-feira, na edição online do periódico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores acompanharam os hábitos de sono de 9 692 pessoas, por nove anos. No início do estudo, nenhuma delas tinha sofrido um AVC e, no decorrer da pesquisa, 346 pessoas tiveram um derrame.

Além disso, aqueles que mudaram seus hábitos de sono no decorrer da pesquisa, passando de menos de seis horas dormidas por noite para mais de oito horas, mostraram quatro vezes mais propensão de sofrer um derrame, em comparação com quem manteve o mesmo padrão ao longo do estudo.

Para uma das autoras do estudo, Yue Leng, pesquisadora da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, mais pesquisas são necessárias para entender a associação entre horas dormidas e AVC. “Ainda não sabemos se a longa quantidade de sono é causa, consequência ou marcador precoce de problemas de saúde”, disse.

Confira na íntegra

Reunião de instalação, Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, Petrobras, elege, deputados, Hugo Motta (PMDB-PB) presidência, Luiz Sérgio (PT-RJ) relatoria

Os deputados Hugo Motta (à esq.) e Luiz Sérgio (dir.) durante reunião de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras (Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados formalizou nesta quinta-feira a criação da nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as irregularidades na Petrobras. A instalação do colegiado ocorre em momento de alta tensão com a divulgação dos nomes dos políticos envolvidos no esquema de corrupção que sangrou os cofres da estatal. A Procuradoria Geral da República (PGR) deve encaminhar a lista ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias. A CPI terá duração de 120 dias, podendo ser prorrogada por mais dois meses.

Em uma sessão protocolar, o colegiado confirmou que o comando da CPI ficará nas mãos do PT e PMDB – partidos com parlamentares citados na Operação Lava Jato. O jovem Hugo Motta (PMDB-PB), de 25 anos, foi eleito presidente com 22 votos favoráveis, quatro contra e um em branco. Ex-articulador político do governo e ministro da Pesca, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) assumiu a relatoria por indicação de Motta, seguindo acordo costurado entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o líder petista Sibá Machado (AC). O deputado Ivan Valente (Psol-SP) apresentou uma candidatura avulsa, mas recebeu apenas quatro votos.

Antes da eleição, a bancada do Psol pediu o afastamento de membros que receberam doações de empresas investigadas durante a campanha eleitoral, entre elas a OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Toyo Setal, como foi o caso do próprio presidente do colegiado. No entanto, a proposta foi recusada sob o argumento de que as doações foram declaradas, conforme a legislação determina.

Na próxima semana, será apresentado o plano de trabalho da CPI e deve ocorrer a convocação de personagens citados no propinoduto. A oposição pressiona pela convocação do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão

Essa é a terceira CPI criada desde o início das denúncias de corrupção na Petrobras. No ano passado, foi criada uma comissão no Senado e outra mista, com a presença de deputados e senadores. Mas, controladas pelo governo, as duas terminaram sem o indiciamento de políticos. “O resultado foi frustrante e não se alcançou nada de natureza prática, o que certamente não vai acontecer nesta CPI que está sendo instalada, até porque as circunstâncias são diferentes”, disse o deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA). “Creio que se instalou um clima de independência e a gente vai ter um quadro diferente. Nós não estaremos subordinados ao interesse do Executivo, que infelizmente desde o primeiro momento trabalhou para impedir a apuração daquilo que ficou consagrado como o petrolão”, disse o deputado Mendonça Filho (DEM-PE). (Veja)

O procurador Delton Martinazzo Dallagnol durante entrevista coletiva no hotel Mabu, no centro em Curitiba para falar sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato

O procurador Delton Martinazzo Dallagnol durante entrevista coletiva no hotel Mabu, no centro em Curitiba para falar sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato -

O engenheiro Shinko Nakandakari, que assinou acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça no escândalo do petrolão, disse em depoimento ao Ministério Público Federal que pagou propina ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ao seu ex-braço direito Pedro Barusco e ao ex-gerente-geral de refinaria Abreu e Lima Glauco Legatti em troca de contratos com a estatal.

Em todos os casos, disse que o pagamento de dinheiro sujo foi autorizado e definido previamente pelos executivos Dario Galvão (presidente da Galvão Engenharia), Erton Medeiros (diretor da empreiteira) e Luís Augusto Distrutti (antecessor de Erton na empresa). A Galvão Engenharia é uma das empresas integrantes do Clube do Bilhão, grupo de construtoras que fraudava contratos com a Petrobras e distribuía vantagens ilícitas a agentes públicos e parlamentares. Erton está preso preventivamente em Curitiba desde o ano passado.

Os valores de propina, discriminados por obra e valor, eram registrados em uma tabela intitulada “controle de medição” e administrada pelo próprio Shinko, que atuava como carregador de malas de dinheiro no petrolão. Na lista das propinas, Barusco era identificado como “Amigão”, enquanto Duque tinha o codinome de “Nobre”.

De acordo com o depoimento do delator, entre setembro de 2008 e agosto de 2010, por exemplo, 3 milhões de reais em propina recolhidos da Galvão Engenharia foram entregues a Renato Duque (2,1 milhões de reais) e 900.000 reais ao próprio Shinko. De dezembro de 2010 a dezembro de 2013, 4,41 milhões de reais em dinheiro sujo, também da Galvão, foram repassados a Barusco. De julho de 2011 a março de 2012, 1 milhão de reais foi repassado a Duque em restaurantes de luxo, como o Fasano, no Rio de Janeiro.

Leia na íntegra

PF apreende veículos de luxo e R$ 90 mil na residência de Eike Batista

Eike Batista: juiz responsável pelo caso é afastado (Felipe Dana/AP)

A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, decidiu pelo afastamento imediato do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, das ações criminais em curso contra o empresário Eike Batista. Na terça-feira, conforme adiantou a coluna Radar On-line, do site de VEJA, o juiz foi flagrado dirigindo um Porsche Cayenne que havia sido apreendido na casa de Eike. Na garagem do edifício do juiz, além da Cayenne, estava também uma Range Rover, e na casa de um dos vizinhos havia um piano de cauda apreendido na mansão do ex-bilionário. O despacho da Corregedoria foi publicado no fim da tarde desta quinta.

A Cayenne havia sido apreendida juntamente com pelo menos outros seis carros do empresário, depois que o juiz determinou o bloqueio de 3 bilhões de reais em bens do empresário. Também foram apreendidos uma Lamborghini, um Smart Fortwo e três picapes Toyota Hilux que iriam a leilão nesta quinta. Contudo, depois do episódio envolvendo o juiz, o certame foi suspenso.

Souza, que determinou a apreensão dos bens de Eike Batista, foi visto na terça-feira pela manhã dirigindo o automóvel, um Porsche Cayenne turbo placa DBB 0002, no centro do Rio, próximo à sede do Tribunal Regional Federal.

O juiz se justificou afirmando que levou Porsche Cayenne para a garagem do seu prédio, na Barra da Tijuca, zona Oeste da cidade, por falta de vagas no pátio da Justiça Federal e por causa da lotação do depósito da Polícia Federal. O juiz será alvo de uma sindicância. O processo foi instaurado pela Corregedoria Regional da Justiça Federal da 2ª Região, por determinação do corregedor regional em exercício, desembargador federal José Antonio Lisbôa Neiva. O procedimento vai investigar a conduta do juiz. (Veja)

Governo publica decreto que limita gastos de Ministérios até abril

Governo publica decreto que limita gastos de Ministérios até abril (Ueslei Marcelino/Reuters)

Uma edição extra do Diário Oficial da União foi publicada nesta quinta-feira com o decreto 8.412, que define limites para os gastos não-obrigatórios do governo, também chamados de discricionários, nos quais estão inseridos investimentos e transferências para programas sociais. O decreto vale para o primeiro quadrimestre do ano. Segundo o texto, o valor máximo que poderá ser desembolsado até abril é de 75,15 bilhões de reais. Deste total, 59,98 bilhões de reais serão direcionados para despesas de custeio e 15,17 bilhões de reais para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O decreto sinaliza o comprometimento de todo o governo federal com a realização do ajuste fiscal necessário para 2015, no mesmo dia em que o resultado primário do governo foi divulgado: a economia feita para o pagamento dos juros da dívida em janeiro ficou em 10 bilhões de reais, o menor valor para o mês desde 2009. Em nota à imprensa, o Ministério da Fazenda informa que o ministro Joaquim Levy terá autorização, preventivamente, para ampliar ou remanejar os valores, por ato próprio ou delegação. A medida, de acordo com a nota, visa a permitir o tratamento de situações excepcionais e que requeiram atendimento imediato.

Ainda segundo a nota, o Ministério afirmou que a medida tem o objetivo de ajudar a recuperar a credibilidade das contas públicas. E acrescentou: “a proposta de decreto ao tempo em que preserva a execução de atividades prioritárias dos diversos órgãos, dos fundos e das entidades do Poder Executivo também sinaliza o efetivo comprometimento de todo o governo federal com a realização do ajuste fiscal necessário”.

O Ministério da Educação recebeu autorização para gastar até 10,7 bilhões no primeiro quadrimestre do ano. Já o Ministério da Saúde poderá desembolsar até 28,4 bilhões de reais. A pasta de Desenvolvimento Social, responsável pelos repasses ao Bolsa Família, poderá desembolsar até 9,8 bilhões de reais no período.

Segundo o Ministério da Fazenda, o decreto preserva a execução de atividades prioritárias dos diversos órgãos, dos fundos e das entidades do Poder Executivo. O valor total fixado para despesas discricionárias na proposta orçamentária de 2015 é de 291 bilhões Já a perspectiva de cumprimento da meta fiscal para o ano é de 66,3 bilhões de reais, ou 1,2% do PIB. (Veja)

Desembargador derruba decisão de juiz sobre suspensão WhatsApp no Brasil

O desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), derrubou nesta quinta-feira (26) a decisão do juiz Luiz Moura Correia, que suspendia o uso do aplicativo WhatsApp em todo o Brasil.

O juiz, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, no Piauí, havia feito o pedido após afirmar que o WhatsApp desrespeitou decisões judiciais de pedidos de identificação de usuários que violam crimes no país.

O juiz disse em entrevista nesta quinta-feira (26) ao G1 Piauí que o WhatsApp agiu de forma arrogante ao pedido de colaboração com a Justiça brasileira para justificar o pedido de suspensão do aplicativo em todo o país.

Ao pedido para colaborar com investigações iniciadas em 2013, a empresa teria informado que só poderia revelar informações caso a Justiça brasileira utilizasse o acordo de cooperação jurídica internacional. “Isso foi feito através do Ministério da justiça e mesmo assim nada foi repassado à polícia”, contou o juiz ao G1 Piauí.

O juiz pede que a suspensão seja direcionada “aos domínios whatsapp.net e whatsapp.com, bem como todos os seus subdomínios e todos os outros domínios que contenham whatsapp.net e whatsapp.com em seus nomes e ainda todos números de IP (Internet Protocol) vinculados aos domínios já acima citados”.

O pedido para retirar o aplicativo do ar é do dia 11 de fevereiro. As operadoras de telefonia móvel receberam mandado judicial para retirar o serviço. Para o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), a decisão é desproporcional e pode causar um enorme prejuízo a milhões de brasileiros que usam os serviços, “essenciais em muitos casos para o dia a dia das pessoas, inclusive no trabalho”.

A entidade diz ainda que após ter pedido de informações de um número reduzido de pessoas negadas pela proprietária do Whatsapp, decidiu-se suspender o serviço em todo o país. “E para isso, exigir a aplicação dessa medida das prestadoras de telecomunicações, que não têm nenhuma relação com o serviço”, informou o sindicato.

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do estado, a ordem foi expedida por causa de descumprimento de decisões judiciais anteriores por parte do provedor de aplicação de internet Whatsapp. Os processos judiciais que originaram a medida tiveram início em 2013. O caso partiu de investigação da Polícia Civil, foi levado ao Ministério Público do estado e à Justiça.

A delegada Kátia Esteves, responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil, designada para chefiar as investigações, disse, em entrevista à imprensa, que é possível que o aplicativo seja retirado do ar. Durante a entrevista, a delegada não confirmou se a decisão judicial está relacionada à exposição da imagem de crianças e adolescentes na rede social. De acordo com Kátia, como o processo corre em segredo de Justiça, ela não pode dar nenhuma informação adicional sobre o inquérito. (Correio da Bahia)

(Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)

Centenas de pessoas acompanharam, na manhã desta quinta-feira (26), a audiência promovida pela seccional Bahia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) que discutiu a ação da PM na Vila Moisés, no Cabula, que resultou na morte de 12 pessoas e em mais três feridos, inclusive um policial militar.

Familiares das vítimas, representantes de movimentos sociais e policiais à paisana compareceram ao evento, realizado no auditório da sede da OAB, nos Barris. Nenhum representante da Secretaria de Segurança Pública e do comando da Polícia Militar compareceu ao evento, que durou cerca de quatro horas e foi marcado por muito barulho e discussão.

Além do presidente da OAB da Bahia, Luiz Viana Queiroz, do vice-presidente Fabrício Oliveira, do vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Eduardo Rodrigues, e do secretário da comissão, Jerônimo Mesquita, estiveram presentes na audiência o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Alexandre Ciconello, o coordenador da campanha “Reaja ou será morto (a)”, Hamilton Borges e o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Geraldo Reis.

Único representante do governo, o secretário acabou sendo vaiado e xingado durante a audiência. “Quero dizer que o que está ocorrendo aqui é a eclosão das desigualdades sociais e até mesmo um apartheid.  Tanto o movimento social quanto a policia precisam se enxergar e enxergar o outro lado”, afirmou Reis.

A troca de tiros aconteceu na madrugada do último dia 6 de fevereiro, por volta das 4h, na localidade do Campinho, entre um grupo com cerca de 30 homens e uma guarnição da Polícia de Rondas Especiais (Rondesp Central). Segundo a Polícia Militar, a guarnição recebeu a informação de que um grupo planejava arrombar uma agência bancária na Estrada das Barreiras. Um veículo abandonado foi encontrado durante uma ronda na área e, ao investigar a denúncia, os militares teriam sido recebidos a tiros. (Correio da Bahia)

(Foto reprodução/Gogle)

Questionada sobre a onda de protestos contra o aumento do diesel em pelo menos 13 estados brasileiros, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse, ontem, durante a entrega de 920 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, em Feira de Santana, que “o governo não tem a menor possibilidade de baixar os preços do diesel”. A manifestação entrou no seu sétimo dia consecutivo ontem com as principais estradas do País bloqueadas.

Conforme a presidente Dilma, o governo federal passou os anos de 2013 e 2014 sob  as críticas de que a Petrobras deveria elevar o preço da gasolina e do diesel, uma vez que o barril do petróleo alcançou US$ 120 no mercado internacional. No entanto, acrescentou a presidente, o aumento não ocorreu por consideração ao povo brasileiro. “É interessante essa historia de combustível. Recebemos diversas críticas nos últimos dois anos, a oposição afirmando que deveríamos aumentar para acompanhar o mercado internacional, e não elevamos. Passamos todo o período de US$100 a US$120 o barril, sem mexer significativamente nos preços dos combustíveis”, declarou.

Ainda de acordo com a petista, não houve aumento do combustível. O que está ocorrendo são oscilações. “Agora também não mexemos. O que fizemos foi recompor. Não aumentamos nem abaixamos porque agora a política sempre é melhor em relação a combustíveis quando é estável. O que não é possível é submeter o país aos altos e baixos da política do petróleo. Não estamos pretendendo mexer nos preços agora. Eles têm oscilações. Agora, o que fizemos foi recompor a Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico]”. A chefe do Executivo ressaltou ainda que o governo não irá se basear “nos custos internacionais do petróleo para ajustar os preços dos combustíveis no Brasil. Se o barril de petróleo subir, nos próximos meses, não vamos mexer nos preços”, garantiu.

Êxito – Ela voltou a frisar que o programa Minha Casa Minha Vida é um dos tantos do governo federal iniciados na gestão do ex-presidente Lula que obtiveram êxito. “Nosso compromisso é um só: emprego, salário e  renda para as pessoas. É um programa exitoso, assim como o Bolsa Família e o Mais Médicos”, pontuou. (Tribuna da Bahia)

‘QUANDO O CRIME COMPENSA’


(Foto reprodução/Google)

Publicado no Estadão

Na semana passada, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, e mais oito procuradores federais propuseram à Justiça Federal do Paraná 5 ações de improbidade administrativa contra 6 grupos econômicos e 28 executivos por danos à Petrobrás, no âmbito do chamado petrolão. Argumentam os procuradores que “empresas corrompem porque os benefícios são maiores do que os custos”. Envolvem-se em esquemas de corrupção, portanto, com base em uma “decisão racional”. Em outras palavras: o crime compensa. (Veja/Blog do Augusto Nunes)

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 Dilma: cadê a Marina?

Protestos à vista

Há muita dúvida nos partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff sobre a conveniência de ir às passeatas de 15 de março pelo impeachment.

Alguns lembram que Aécio Neves foi muito cobrado por convocar manifestantes a ir às ruas, no ano passado, e depois se ausentar dos protestos. Outros, no entanto, acham que ir às ruas pode ser imprevisível – afinal, nenhum político quer ser xingado ou agredido por um radical. (Veja)

Por Lauro Jardim

 

CHARGE DO DIA

nova

(Veja)

Realização: Cereja Produções

Sucesso do Porta dos Fundos, Rafael Infante apresenta seu stand-up “InfantaRIA”, dias 28 de fevereiro e 1º de março às 20h, no Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro. Não percam!

+Info: (74) 9198.2750 / (74) 8838.1528

Realização: Cereja Produções

Sindicatos e associações que representam caminhoneiros aceitaram na noite desta quarta-feira (25) os termos do acordo proposto pelo governo para colocar fim aos protestos da categoria, que nos últimos dias promoveu bloqueios em rodovias por todo o país, gerando, inclusive, desabastecimento de produtos em algumas regiões.

Entretanto, o acordo não contou com o apoio de Ivar Luiz Schmidt, que se diz representante do Comando Nacional do Transporte, movimento que, segundo ele, é responsável por cerca de 100 pontos de bloqueio nas estradas.

Schmidt, que chegou a ser impedido de participar das negociações durante todo o dia na sede do Ministério dos Transportes, em Brasília, afirmou, no início da madrugada desta quinta (26), por telefone, que “continua tudo bloqueado.” De acordo com ele, os pontos de bloqueio, que até o momento restringiam apenas a passagem de caminhões transportando produtos não-perecíveis, podem passar a barrar inclusive carro de passeio. “[A manutenção dos bloqueios] É pro governo saber quem é a liderança que devem procurar”, disse Schmidt.

Para chegar a um acordo com a categoria, o governo se comprometeu a sancionar sem vetos a Lei dos Caminhoneiros, não reajustar o preço do diesel nos próximos seis meses e facilitar o financiamento de caminhões.

Antes da reunião em Brasília, o governo conseguiu na Justiça a liberação das rodovias federais em 11 estados. Porém, até as 20h desta quarta, os caminhoneiros mantinham bloqueios em seis deles.

Leia na íntegra/ASSISTA VÍDEO

Lula animou a plateia ao lembrar que ele pode ser o candidato à sucessão de Dilma

Em jantar com senadores do PT, nesta quarta-feira, 25, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a estratégia de comunicação do governo Dilma sobre o ajuste fiscal. Ao ouvir um rosário de queixas sobre as mudanças anunciadas na economia, Lula disse que o governo falha ao não explicar por que haverá alterações em benefícios previdenciários e trabalhistas e onde se quer chegar com o “sacrifício”.

“Esse ajuste precisa ter um objetivo. Ele não está sendo feito porque achamos que é bom, mas, sim, para apontar um horizonte. Falta dizer, então, por que essas medidas estão sendo tomadas. É para aumentar o emprego? Para adotar novas políticas sociais? Nós todos temos falhado um pouco ao não explicar que não se trata de um fim em si mesmo nem de uma coisa isolada”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), após o jantar com Lula, realizado na casa do colega Jorge Viana (AC).

Durante três horas e meia, os petistas fizeram várias reclamações sobre o estilo centralizador da presidente Dilma Rousseff e a articulação política do Palácio do Planalto. Dos 12 senadores da bancada, só faltaram Marta Suplicy (SP), de malas prontas para deixar o PT, e Ângela Portela (RR), que está doente.

Quando a conversa chegou ao ajuste fiscal, os senadores disseram que a equipe econômica não conseguirá aprovar as restrições a benefícios como seguro desemprego, abono salarial e pensão por morte se não recuar e amenizar a proposta. Muitos deles afirmaram, ainda, que não estão dispostos a perder apoio nas bases sociais em nome de um ajuste ortodoxo nas contas públicas, que sempre combateram.

Lula concordou com as críticas, mas animou a plateia ao lembrar que ele pode ser o candidato à sucessão de Dilma, em 2018. Ao traçar um cenário sobre as consequências políticas da fragilidade econômica, ele disse que é necessário combater a inflação “sem trégua”, o mais rapidamente possível, para evitar que tudo desande.

Confira na íntegra

DESEMPREGO SOBE E É O MAIOR DESDE 2013

Hora 1_seguro desemprego (Foto: reprodução TV Globo)

Desemprego aumentou em janeiro (Foto: Reprodução/TV Globo)

A taxa de desemprego iniciou 2015 em alta, alcançando o maior índice desde setembro de 2013, quando bateu 5,4%.

O indicador ficou em 5,3% em janeiro, depois de atingir 4,3% no mês anterior e 4,8% no primeiro mês de 2014.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Na passagem para janeiro, dois fatores podem estar atuando [no aumento do desemprego]: processo de início de dispensa de temporários que foram contratados anteriormente ou o processo de aumento da procura por pessoas que haviam interrompido a procura no fim do ano. Cada ano pode ter uma configuração”, disse Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A especialista explicou que em dezembro a pesquisa registra taxas mais baixas por causa da pouca procura por trabalho nas duas últimas semanas do ano. “Quando você vira o ano, você inicia um processo de pressão no mercado de trabalho.”

A população desocupada cresceu 22,5%, para 1,3 milhão de pessoas. Em relação a janeiro do ano passado, o aumento foi menor, de 10,7%. Já a população ocupada somou 23 milhões, registrando uma queda de 0,9% diante de dezembro, mas ficou estável na comparação com o primeiro mês de 2014.

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) ficou em 52,8%.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 2,1% em relação a dezembro, para 11,6 milhões e 1,9% diante de janeiro de 2014.

O desemprego aumentou na maioria das regiões analisadas pela pesquisa. No Recife, a taxa subiu de 5,5% para 6,7%; em Salvador, de 8,1% para 9,6%; em Belo Horizonte, de 2,9% para 4,1%; em São Paulo, de 4,4% para 5,7%. Nos outros locais, o índice não variou de dezembro de 2014 para janeiro de 2015.

“O caso de São Paulo, em termos das populações, você observa processo de dispensa da atividade econômica, umas mais outras menos, e por outro lado, tem crescimento da procura por trabalhado. Então, isso fez aumentar a taxa na região. De maneira mais significativa, teve na educação, saúde e administração pública, que houve dispensa de 90 mil pessoas. (…) Esse movimento repercutiu sim para o dado do total das seis regiões”, afirmou.

Ao contrário dos outros indicadores, o dos salários mostrou alta nas duas comparações. Ao chegar a R$ 2.168,80 em janeiro de 2015, o rendimento real médio dos trabalhadores ficou 0,4% acima do valor de dezembro e 1,7% na comparação com janeiro do ano anterior.

Os salários ficaram menores em Porto Alegre (2,1%) e no Rio de Janeiro (1,5%), mas cresceram em Salvador (2,9%), no Recife (1,5%), em Belo Horizonte (1,4%) e em São Paulo (1,0%).

Na comparação com janeiro de 2014, foram registradas altas em Salvador (14%), no Rio de Janeiro (1,9%), em São Paulo (1,5%) e no Recife (1,3%). Em Belo Horizonte, a queda foi de 2,2% e em Porto Alegre, não houve alteração.

O salário que mais aumentou, 2,2%, foi o dos profissionais de educação, saúde e administração. Ficaram mais baixos os rendimentos nas áreas de construção (-1,2%) e outros serviços (-2,4%). Na comparação anual, os salários do comércio caíram 1,1%. (G1)

A PRISÃO DE VENTRE DOS EMPREITEIROS

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Fiquem bonitinhos aí, ok?

Relembro duas notinhas minhas de segunda-feira:

1) Empreiteiros querem cela Padrão Dirceu, com chuveiro quente, micro-ondas e TV. O juiz Sérgio Moro sugeriu presídio estadual, com bafo quente [na nuca], banho de urina e PCC.

2) Kennedy Alencar, quer dizer, Ricardo Noblat, desculpe, Mônica Bergamo vitimizara os empreiteiros, que estariam em condições “terríveis” na cadeia. Os advogados dos presos têm 48 horas para responder a Moro. Bergamo tem 48 horas para dizer que nunca viu latrina mais bonita e funcional que a da prisão da PF: dá descarga e tudo.

Resultado:

Os advogados de seis executivos presos em Curitiba nem precisaram de 48 horas para decidir: afirmaram na terça-feira (24) que os clientes não pretendem ser transferidos para presídios. As condições oferecidas pela carceragem da Polícia Federal são “dignas diante do holocausto que se vivencia no sistema carcerário brasileiro”, escreveu a defesa da OAS.

Como é para o bem de todos, os empreiteiros ficam: a latrina da PF é mais bonita.

Só de pensar em deixá-la, eles já tiveram uma prisão preventiva de ventre. (Veja/Blog do Felipe Moura Brasil)

LULA ENTRA EM CAMPO PARA AJUDAR DILMA COM PMDB

Ex-presidente Lula participará de jantar para definição de estratégia do PT

Ex-presidente Lula participará de jantar para definição de estratégia do PT

Aliados do ex-presidente temem que desgaste do governo contamine planos para 2018.

O PT decidiu recorrer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar reverter a crise vivenciada na base de sustentação do governo. A estratégia faz parte de um conjunto de ações definidas pela principal corrente petista, a Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual fazem parte Lula e nomes como o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), o ex-ministro Gilberto Carvalho.

Com a entrada de Lula no jogo, os petistas decidiram concentrar esforços na recomposição com o PMDB no Congresso. A relação com o partido ficou desgastada com a disputa pela presidência da Câmara, vencida pelo peemedebista Eduardo Cunha. A nova estratégia prevê também organizar uma reação mais enérgica do governo federal às críticas da oposição.

O pontapé da ação de Lula ocorrerá nesta quarta-feira (25), à noite, em Brasília em um jantar com os senadores petistas e alguns nomes de peso do partido, na casa do senador Jorge Viana (PT-AC). O ex-presidente dará o tom da reaproximação com peemedebistas do Senado, aproveitando para resgatar seu sua boa relação com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Neste processo, Lula é visto como uma espécie de “fiador” por petistas próximos do ex-presidente. O coordenador da CNB Paulo Ferreira (PT-RS) diz que este movimento é fundamental para a sustentação do governo. “São perfeitamente compreensíveis e necessárias as tentativas de viabilizar uma base para o governo sustentável. É uma decisão do PT buscar este entendimento com o PMDB e Lula é o fiador disso. Ele tem ajudado muito e vai ajudar muito mais”, diz Ferreira.

Confira na íntegra

MORRE PRISCO VIANA

Prisco Viana foi sete vezes deputado pela Bahia

Morreu na madrugada desta quinta-feira, 26, em Brasília, o jornalista e ex-deputado federal Luiz Humberto Prisco Viana, que estava com 82 anos.

Nascido na cidade baiana de Caetité, Prisco Viana foi sete vezes deputado federal pelo estado, duas vezes ministro e candidato ao governo da Bahia em 2002.

Na área de comunicação, foi diretor da Imprensa Oficial de Ilhéus e redator da Assembleia Legislativa da Bahia, sendo nomeado Secretário de Comunicação durante o governo Luís Viana Filho em 1967, cargo que deixou para ingressar na política.

Os colegas de profissão lembram do jornalista como um homem honesto e de bom caráter, que exerceu a política de uma forma transparente e ética. (A Tarde)

Luisa, no espaço do restaurante decorado com fotos de Vinicius de Moraes e coma máquina de escrever que foi dele (Foto: Reprodução/Facebook)

O lugar onde viveu Vinicius de Moraes, em Itapuã, agora abriga um restaurante. O Casa Di Vina, batizado com o apelido do poeta, cantor e compositor, está aberto desde o mês passado, em soft opening, no térreo do casarão de dois andares onde o artista viveu com a baiana Gessy Gesse, uma de suas nove mulheres. Gessy, aliás, cedeu fotos e objetos – como a máquina de escrever do Poetinha – para a decoração do espaço, idealizado por Renata Proserpio, em parceria com a filha, a atriz Luisa Proserpio. A inauguração oficial será no dia 19 de março.

Além de fotos e objetos, o restaurante tem um painel com poemas de Vinicius. “Lá também estão cópias de cartas, como a de Carlos Drummond de Andrade para ele,  desenhos e gravuras de Calazans…”, conta Luisa Proserpio. “Recriamos o espaço como se fosse o escritório musical dele. Tem uma poltrona supergostosa, onde o cliente pode pegar o violão e tocar”. O Poetinha viveu em Itapuã entre 1974 e 1980. Antes de ganhar um restaurante, aberto ao público, o casarão já funcionava como anexo do Mar Brasil Hotel, que pertence a Renata, e continuará recebendo hóspedes. Para a inauguração oficial do Casa di Vina, Luisa prepara um sarau, com leitura de poesias e shows das Ganhadeiras de Itapuã e do grupo de choro Brasileiríssimo. (Correio da Bahia/Telma Alvarenga /com Priscila Borges e Giuliana Mancini) 

BLOQUEIOS CONTINUAM EM RODOVIAS

BR-060, que liga Brasília a Goiânia

Fila de caminhões na BR-060, que liga Brasília a Goiânia (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Apesar do acordo firmado entre governo e caminhoneiros nessa quarta-feira (25), a categoria mantém diversos pontos de rodovias federais parcialmente ou totalmente bloqueados na manhã de hoje (26). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul, há 27 trechos interditados pelos manifestantes nas BRs-101, 116, 158, 285, 386, 392, 468, 470 e 272.

Em Santa Catarina, ainda há 11 pontos de bloqueios com interdição parcial das pistas. Os caminhoneiros ocupam trechos das BRs-116, 282, 470, 158 e 163. Já Em Mato Grosso do Sul, manifestantes bloqueiam o quilômetro 256 da BR-163, em Dourados.

Pela proposta apresentada ontem, o governo promete sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro, além da criação, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, de uma tabela referencial de frete. Nesse item, os representantes dos caminhoneiros pediram que o governo atue na mediação com os empresários.

As manifestações dos caminhoneiros, que tiveram reflexo em mais de dez estados, já provocam desabastecimento de combustível e alimentos em algumas cidades. (Correio da Bahia)

Resultado de imagem para 6º BPM EM SENHOR DO BONFIM

6º BPM detém homem que ameaçava companheira com um facão

Policiais da 2ª Companhia do 6º Batalhão de Polícia Militar conduziram José João Lino à delegacia de Polícia Civil por ameaçar a companheira com um facão, no Distrito de Igara, Município de Senhor do Bonfim, nesta quarta feira (25), às 15 horas. 

6º BPM realiza condução à delegacia por posse de entorpecente

Policiais da ROCAM do 6º Batalhão de Polícia Militar conduziram à delegacia de Polícia Civil cinco pessoas e apreenderam um adolescente de 17 anos, quando realizavam uso de drogas, na Rua Jonas Costa, Bairro Olaria, em Senhor do Bonfim, às 17h30 de quarta feira (25).

Com Lucas dos Santos Andrade, 21 anos, Luciano Andrade dos Santos, 23, Gilberto Camilo de Souza Filho, 23, Cícero Porfilho dos Santos, 25, Admilson Manoel Nascimento, de 40 anos e com o adolescente havia quatro trouxas de crack.

 

(Foto reprodução/Google)

Por Levi Vasconcelos

O poder apodrece na medida em que envelhece nas mãos de um mesmo grupo, como é o caso do PT agora. Quando Lula venceu, em 2002, a ideia preconizada pelos arautos do partido era ficar 20 anos dando as cartas. Não é lá tanto tempo assim, mas, num regime democrático como o nosso, pouquíssimos logram chegar lá.

ACM imperou 30 anos na Bahia, com uma interrupção (a de Waldir Pires-Nilo Coelho de 1987 a 1990). Ainda assim, no cenário nacional, é uma das raras exceções.
O PT teve os oito anos de Lula, os primeiros quatro de Dilma e, se tudo correr como previsto, ela chega aos 16.

Foi a Feira ontem justamente tentar retomar a caminhada (a dos 20 anos). Se reelegeu no ano passado, mas o momento econômico não é bom. Aumentou os preços dos combustíveis, energia e, de quebra, tem o petrolão a azucrinar-lhe o juízo, sem falar na desarticulação política no Congresso.

Nesta quarta, 25, em Feira, ao explicar os reajustes que fez, engasgou. Pediu água e voltou:

- Poxa. Me engasguei comigo mesmo.

Para os místicos, é emblemático. (A Tarde)


Suzane Von Richthofen

Suzane Von Richthofen (Divulgação)

Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em crime ocorrido em 2002, faz questão de dizer que amadureceu e que os 12 anos atrás das grades a transformaram em uma mulher consciente da inconsequência do ato bárbaro que chocou o país. Em entrevista com mais de uma hora de duração a Gugu Liberato, na estreia do programa do apresentador na Record, após dois anos longe da televisão, Suzane disse sofrer com a falta da família e que planeja estudar Administração de Empresas quando sair da cadeia. Seu plano é investir no ramo de costura, ofício que ela pratica diariamente atrás das grades. O emprego de costurar uniformes de presidiários e agentes penitenciários lhe rende um salário de 600 reais.

Bem articulada e segura de si, Suzane lembrou do dia em que seu namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Cristian, mataram a golpes de barra de ferro Marisia e Manfred von Richthofen, enquanto os dois dormiam na casa da família no bairro Campo Belo, região nobre na Zona Sul de São Paulo. Ela contou que planejou o assassinato junto com o namorado por cerca de três meses e hoje se arrepende. “Naquele dia eu estraguei a minha vida e da minha família inteira sem caminho de volta, eu queria ter feito diferente.”

Assim como declarou durante julgamento, Suzane lembrou que estava sob efeito de drogas, mas assumiu ter sido inconsequente por não ter ouvido os alertas da mãe sobre a má influência do namorado. “Se pudesse vê-la eu pediria perdão e diria que estava certa quando dizia que o Daniel me levaria para o buraco. Eu achava que sabia de tudo, mas não sabia de nada.”

No começo da entrevista, Gugu perguntou sobre a relação de Suzane com o irmão Andres, que ela não vê desde 2006. No ano passado, Suzane abriu mão da herança dos pais, avaliada em 10 milhões de reais, por acreditar que esse dinheiro nunca lhe pertenceu. “Eu sei que eu causei muito mal a ele, eu queria que ele pudesse me perdoar”, disse.

Nesta quinta-feira, está prevista a exibição da última parte da entrevista em que a mulher de Suzane, Sandra Regina Ruiz Gomes, condenada por sequestro seguido de morte de um rapaz de 14 anos, aparece e as duas falam sobre a relação de pouco mais de dois anos que foi oficializada em cerimônia dentro do presídio em setembro do ano passado. (Veja)

 Arquivo VEJA: 

Verdades e mentiras de Suzane von Richthofen

Piano de Eike Batista está na casa de um dos vizinhos do juiz Flávio Roberto de Souza (Foto: Reprodução/Instagram de Flavia Sampaio)

Piano de Eike Batista está na casa de um dos vizinhos do juiz Flávio Roberto de Souza (Foto: Reprodução/Instagram de Flavia Sampaio)

A mulher do empresário Eike Batista, Flávia Sampaio, postou fotos em sua conta do Instagram mostrando que não são apenas os carros apreendidos pela Justiça que estão na posse do juiz Flávio Roberto de Souza: o piano de Eike está na casa de um dos vizinhos do juiz.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o piano inicialmente ficaria com o próprio Eike Batista. No entanto, o juiz posteriormente mudou de ideia. Ele disse que encontrou um fiel depositário “de confiança”. Agora, o piano está em uma das casas do condomínio onde mora o juiz.

A mulher de Eike ironizou o juiz e a Justiça em seu post nas redes sociais. “Será pelo mesmo zelo que quiseram tanto tirar um piano de casa (foram três vezes na casa para montar a engenharia de retirada) e levar para… o mesmo endereço onde estão os carros??!”, escreveu.

Após as denúncias de que o juiz Flávio Roberto de Souza estava usufruindo dos bens apreendidos pela Justiça, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que pedirá o afastamento dele do cargo. “Queremos o afastamento do cargo enquanto o caso é investigado, afinal, ele tem direito a defesa, mas pedimos uma punição. E é inviável que ele continue à frente do caso do empresário”, disse o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, ao portal G1.

O caso

No começo de fevereiro, a polícia fez uma operação de busca e apreensão na casa de Eike Batista e de sua ex-mulher Luma de Oliveira. A PF apreendeu carros, um iate e R$ 80 mil em espécie. Segundo a polícia, a apreensão de bens era necessária para garantir o pagamento de dívidas do empresário.

Nesta segunda-feira (24), o juiz Flávio Roberto de Souza, responsável pelo caso e que determinou a apreensão dos bens, foi flagrado pelo jornal Extra dirigindo o Porsche de Eike. Ao ser questionado, o juiz disse que a situação era “normal”. Ele falou que não nomeou um fiel depositário dos bens porque “não havia ninguém da minha confiança”, e disse que comunicou ao Detran que estava com os carros do empresário. (Época)

(Foto reprodução/Google)

A esgrimista paulista Élora Pattaro, 29 anos, publicou um depoimento na internet anunciando que desistiu de participar dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 pela falta de apoio à seleção. Ela diz que teria vergonha de competir pelo país “sabendo dessas coisas”.

“Apesar de eu não ser uma atleta que iria com certeza ganhar medalha, eu não quero representar o meu país dessa forma, eu tenho vergonha de competir pelo Brasil, sabendo dessas coisas. Tenho vergonha dessas pessoas que são coniventes e concordam com o que está acontecendo”, diz ela no vídeo, que dura um pouco mais de cinco minutos.

“Eu estou, pelo menos eu estava na equipe que se prepara para 2016. Eu saí da equipe, porque cheguei em um ponto em que estou completamente sem ajuda, sem patrocínio. Acho que, em grande parte, porque me reuni a um grupo de esgrimistas que pedia transparência, porque não entendemos como a verba estava sendo investida e eles não quiseram nos dizer”, diz ainda a atleta. “Eu estou na esgrima desde criança, eu vi muita gente deixando se corromper. Pessoas próximas, técnicos, pessoas com quem convivi desde sempre, chega até ao cúmulo de corromper o próprio atleta. Ele [atleta] tem que abaixar a cabeça, tem que ficar nessa situação humilhante e precisa ficar quieto, ir contra seus colegas, e fazer coisas que não são dignas com o atleta ou com os Jogos Olímpicos”, afirmou.

A atleta diz que os Jogos Olímpicos viraram mais uma maneira de “explorar”. “Olimpíada virou mais uma maneira de ganhar dinheiro, de superfaturar, de explorar, de enganar a gente mesmo, é horrível que estejam usando o esporte e os atletas. É horrível fazer parte disso”, lamentou.

Élora representou o Brasil em algumas competições importantes de esgrima. Em 2004, ela esteve nos Jogos de Atenas, disputando no sabre – foi eliminada na primeira rodada. Também disputou o Pan de Santo Domingo, em 2003, e o de Guadalajara, em 2011.

Leia na íntegra/ASSISTA VÍDEO

20 BILHÕES DE REAIS

Dilma na TV: promessas vãs

Dilma na TV: promessas vãs

Com o novo aporte de 2,6 bilhões de reais que, em março, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) dará às distribuidoras de energia, o total de empréstimos já concedidos superará os 20 bilhões de reais – mais precisamente, serão 20.378.887.694,91 reais, somando-se os empréstimos de abril, e agosto de 2014 e este agora de março.

O pior é que este aporte que sai no mês que vem servirá para cobrir rombos de novembro e dezembro. Outros estão sendo formados. A conta dessa brincadeira será paga pelos consumidores… Haja aumento da conta de energia. (Veja)

Por Lauro Jardim

Irregularidade foi reconhecida logo após o saque

No último dia 20, o aposentado Carlos Volney de Souza Sampaio, de 66 anos, recebeu uma nota falsa em um saque no caixa eletrônico do Banco do Brasil. O fato ocorreu em um equipamento na Agência Avenida Garibaldi, localizada na via homônima.

Cliente do banco desde 1968 – quando ingressou na instituição por concurso público e se aposentou como superintendente regional -, Carlos Volney identificou a irregularidade, após contagem da quantia de R$ 1,5 mil retirada do terminal nº 5718 71596654.

“Falei com um funcionário de prenome Geraldo, que confirmou a falsidade e me encaminhou até o caixa para a troca”, contou o cliente. Apesar do reconhecimento, os caixas alegaram que o procedimento dependia de autorização do gerente do setor, que estava ausente.

“Eu tinha um compromisso e sugeri que eles recolhessem a cédula e me fornecessem recibo para que voltasse outro dia”, contou o aposentado, que teve a proposta rejeitada, pois a ação também dependia do gerente, que, quando chegou à unidade, teria dito que não poderia resolver a questão.

Em contato com um funcionário de prenome Lucas, o aposentado disse ter ouvido que a agência não tinha responsabilidade pelo ocorrido. “Ao contrário do servidor Geraldo,  Lucas foi intransigente, arrogante e, após utilizar o telefone, informou que o gerente-geral mandou dizer que não podia fazer nada”.

Após uma hora e meia na agência, o aposentado saiu com a nota falsa. “Eles não poderiam deixar que uma nota falsa fosse levada. É crime. Hoje, fui procurado pelo banco para saber como queria ser ressarcido. Também recebi ligação do superintendente regional Wanger Antônio de Alencar Rocha. Mas vou esperar a orientação do Banco Central”, contou o aposentado, que registrou queixa no site do Banco Central do Brasil com o protocolo:  2015072589.

Em nota, o Banco do Brasil informou “que a situação relatada não é comum e irá apurar os fatos”.

O aposentado ainda alertou os usuários sobre o ocorrido. “Os funcionários reconheceram, mas não tiveram vontade de corrigir o erro. Chegaram ao absurdo de sugerir que ele retornasse em duas horas”, disse o economista Ari Leal, 45 anos, que testemunhou o caso.

O aposentado alega que, em nome da carreira que construiu na instituição, abriu mão de acionar o Banco do Brasil na Justiça. “Conheço e respeito as pessoas que me ligaram, mas espero que o assunto seja apurado e que uma solução exemplar seja dada para que o episódio não se repita”, contou. (A Tarde)

O mieloma múltiplo se desenvolve na medulo óssea e afeta as células do plasma, líquido que compõe o sangue

Mieloma múltiplo: doença afeta 5 pessoas em cada 100 000

A FDA, agência americana responsável pelo controle de remédios e alimentos, aprovou na segunda-feira um novo medicamento contra câncer de medula óssea. A droga, denominada Farydak, é fabricada pela farmacêutica suíça Novartis.

O medicamento representa uma nova classe de drogas e funciona inibindo o avanço do câncer ao bloquear as enzimas que causam a superprodução das células. Estudos da fabricante mostraram que os pacientes tratados com Farydak viveram quase cinco meses a mais sem que seu câncer se espalhasse, quando comparados àqueles tomaram uma combinação de outros medicamentos já aprovados.

Apenas pacientes que já tentaram tratamento com pelo menos outras duas drogas, incluindo o quimioterápico bortezomib, poderão ser tratados com Farydak. Entre os efeitos colaterais do medicamento estão diarreia e problemas cardíacos. A Novartis afirma o medicamento está em análise por autoridades reguladoras de outros países, além dos Estados Unidos.

O câncer de medula óssea, também chamado de mieloma múltiplo, afeta as células da medula óssea produtoras de anticorpos. As células podem se espalhar para outras partes do corpo, enfraquecer o sistema imune, causar anemia e danificar principalmente o osso e o rim. Segundo a Novartis, a patologia afeta até 5 pessoas em cada 100 000 no mundo.

Leia na íntegra/Tire dúvidas

VACCARI DEPÕE

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Vaccari: audiência em São Paulo

O notório tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, terá que comparecer hoje a uma audiência no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Vai depor como testemunha no caso Bancoop. (Veja)

Por Lauro Jardim

Deputado Hugo Motta (PMDB-PB), indicado para presidir CPI da Petrobras

Deputado Hugo Motta (PMDB-PB), indicado para presidir CPI da Petrobras (Câmara dos Deputados/Divulgação)

Em um ambiente desfavorável ao governo, a Câmara instala nesta quinta-feira a Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. O PT vai ocupar a relatoria da CPI, que tem uma composição relativamente equilibrada entre governistas e oposicionistas. Mas o clima entre os deputados é tenso.

A CPI será instalada em meio a uma base aliada desarticulada e na iminência dos pedidos da Procuradoria-Geral da República de investigação ou mesmo denúncias contra os parlamentares.

Dos 27 integrantes da CPI, doze apoiaram Dilma Rousseff (PT) nas eleições presidenciais de 2014 e nove apoiaram o senador Aécio Neves (PSDB). Estiveram com Dilma: João Carlos Bacelar (PR-BA), Leônidas Cristino (PROS-CE), Paulo Magalhães (PSD-BA), Silas Câmara (PSD-AM), Valmir Prascidelli (PT-SP), Luiz Sérgio (PT-RJ), Afonso Florence (PT-BA), Lázaro Botelho (PP-TO), Cacá Leão (PP-BA), Hugo Motta (PMDB-PB), Celso Pansera (PMDB-RJ) e Félix Mendonça Júnior (PDT-BA ).

Aécio foi apoiado por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Paulo Pereira da Silva (SD-SP), André Moura (PSC-SE), Bruno Covas (PSDB-SP), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Júlio Delgado (PSB-MG), Otavio Leite (PSDB-RJ), Rodrigo Martins (PSB-PI), Eliziane Gama (PPS-MA) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Dois se colocaram como independentes: Ivan Valente (PSOL-SP) e Altineu Côrtes (PR-RJ). Os deputados Edio Lopes (PMDB-RR) e Kaio Maniçoba (PHS-PE) não foram localizados. Ainda falta uma vaga a ser indicada pelo bloco do PMDB.

Mesmo quem apoiou Dilma promete postura “independente” na CPI. “Apoiei Dilma porque sou do Amazonas e o meu Estado foi contemplado com uma movimentação de governo que prorrogou o polo industrial de Manaus por 50 anos e a gente não rema contra a maré. Mas isso não quer dizer que sou governista”, diz o deputado Silas Câmara (PSD-AM), um dos integrantes da CPI.

“O ambiente político de disputa é natural da democracia, do parlamento e da CPI. Há um ambiente para além da mera demarcação de posição política, (mas) há também aspectos a serem investigados no âmbito da CPI”, avalia o deputado Afonso Florense (PT-BA), que também integra a comissão.

Para agravar ainda mais a situação, o Palácio do Planalto vive sua maior crise com o PMDB, segunda maior bancada da Câmara e ocupante da presidência da CPI, com o deputado Hugo Motta (PMDB-PB). Ao contrário do ano passado, quando foi instalada uma comissão mista e o governo tinha apoio peemedebista no Senado, esta CPI acontecerá apenas na Câmara, ambiente onde a base está esfacelada.

No início da semana, no entanto, o PT fez acenos ao PMDB em busca de uma reaproximação e recebeu em troca a relatoria da comissão, que será ocupada pelo ex-ministro de Relações Institucionais do primeiro governo Dilma Rousseff, Luiz Sérgio (PT-RJ).(Veja/Com Estadão Conteúdo)

 

Novo depoimento – Depois de ficar em silêncio em primeiro oitiva de ação penal, o doleiro Alberto Youssef quer falar

Novo depoimento – Depois de ficar em silêncio em primeiro oitiva de ação penal, o doleiro Alberto Youssef quer falar (JOEDSON ALVES/Estadão Conteúdo)

O doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores do escândalo do petrolão, apresentou à Justiça pedido para que possa prestar novo depoimento às autoridades e esclarecer as acusações de que ele utilizou sua organização criminosa para retirar do país 444,6 milhões de dólares em operações simuladas de comércio exterior por laboratórios de fachada.

Esse é um dos processos em que o doleiro é réu. A ação estava paralisada à espera da homologação da delação premiada firmada por Youssef. Agora, o pedido de novo depoimento será analisado pelo juiz Sérgio Moro, que também precisará decidir se acolhe o pedido da Procuradoria da República no Paraná para que a pena do doleiro, neste caso específico, seja reduzida pela metade.

“Alberto Youssef reitera o seu compromisso de colaborar com a Justiça, esclarecendo a verdade dos fatos para que esse órgão julgador possa sentenciar os eventos supostamente delitivos constantes na incoativa da maneira mais justa e correta”, disse a defesa do doleiro ao apresentar o pedido para novo depoimento.

Quando foi convocado para prestar depoimento originalmente, Alberto Youssef preferiu permanecer calado.

A renovada intenção do doleiro está longe de ser um desejo genuíno de colaborar com a Justiça. Os advogados do doleiro querem aproveitar os depoimentos para falar de crimes praticados pelo doleiro Leonardo Meirelles, um dos réus da mesma ação penal. Youssef quer complicar a situação de Meirelles desde que foi acusado pelo ex-comparsa de ter escondido dinheiro e bens do acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal. Se comprovado que Youssef omitiu patrimônio, ele perde os benefícios do pacto feito com a Justiça.

De acordo com a acusação nesta ação penal, paralelamente ao esquema de lavagem de dinheiro para as maiores empreiteiras do país e da Petrobras, Youssef e outras seis pessoas retiraram ilegalmente do Brasil 444,6 milhões de dólares por meio de 3.649 operações fraudulentas. A atuação do grupo envolvia a movimentação financeira por meio de importações fictícias e celebração de contratos de câmbio por empresas de fachada, como os laboratórios Labogen, e remessas a bancos na China, Coreia, Canadá, Taiwan, Índia, Uruguai, Estados Unidos, Itália, Hong Kong, Ucrânia, Bélgica, Liechtenstein e Costa Rica. O destino do dinheiro eram offshores controladas pelos acusados.​ (Veja)

Protestos bloqueiam trânsito para caminhões em rodovias do oeste catarinense

Protestos bloqueiam trânsito para caminhões em rodovias do oeste catarinense – Márcio Cunha/Mafalda Press/Folhapress

O caminhoneiro Ivar Schmidt é o principal porta-voz do Comando Nacional do Transporte, uma entidade sem personalidade jurídica que tem causado dor de cabeça tanto ao governo quanto aos sindicatos que deveriam representar a categoria. Líder do movimento que paralisa estradas em todo o país, ele conversou com a reportagem do site VEJA na noite desta quarta-feira. Minutos antes, Ivar havia deixado uma reunião infrutífera com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, que tomou a frente das negociações sobre o tema.

A audiência só ocorreu por insistência de Ivar. Durante o dia, Rossetto priorizara o diálogo com os sindicatos de caminhoneiros – embora a paralisação tenha sido articulada sem a participação de entidades de classe. O diálogo entre os representantes regionais do movimento se dá por meio das redes sociais e principalmente pelo aplicativo de celular Whatsapp, que permite a troca instantânea de mensagens. Foi por meio do programa que, na noite desta quarta-feira, Ivar orientou os colegas a manterem o bloqueio. Confira a entrevista:

Como foi a reunião com o ministro Miguel Rossetto? 
Desde ontem o pessoal do governo tenta me desqualificar como representante do movimento. Hoje a gente participou da reunião, o governo expôs alguns absurdos e no meio dessa reunião tentaram me desqualificar novamente. Eu me retirei da reunião, porque a gente não concorda com aquilo que foi exposto. Aí me levaram para outra sala, falamos com o Robinson Almeida, do gabinete do ministro, e ele expôs as mesmas ideias.

Ele disse que não reconhecia a sua liderança? 
Isso.

O que o senhor achou da proposta do governo?
Isso é um absurdo. Nós estamos com lucro zero, aí o governo nos propõe de ficar tendo lucro zero mais seis meses. Eu acho que eles não regulam certo da cabeça. Devem estar com problema. Infelizmente não teve acordo, nós não aceitamos a proposta.

Quantos são os pontos de bloqueio hoje?
São 128 pontos de bloqueio, em nove estados.

O senhor tem influência sobre quantos desses pontos? 
Cerca de cem. Eu acho que hoje deve ter aumentado, porque a gente criou um grupo de Whatsapp para todos os líderes e eles foram adicionando outros colegas.

Esse episódio mostra que os sindicatos perderam o poder de representatividade?
Com certeza. O nosso movimento abomina sindicato, associação, federação, confederação. E esses segmentos tentaram nos representar nas últimas décadas e nunca resolveram nosso problemas. Então, a gente está aqui. Vou ficar em Brasília até resolver isso.

Há alguma reunião marcada para esta quinta-feira? 
O secretário do ministro ficou de nos telefonar para marcar uma reunião.

Qual foi o recado que o senhor passou aos colegas pelo Whatsapp depois do encontro com o ministro? 
O recado é claríssimo: o movimento continua. (Veja)

Leia mais: 

Governo propõe a caminhoneiros segurar preço do diesel por seis meses

SENADOR DO PSOL PEDE CPI

Sede mundial do HSBC, em Londres (Foto: Sophie Laslett/The Sunday Times)

Sede mundial do HSBC, em Londres: o vazamento de informações sobre brasileiros com conta no banco em Genebra não repercutiu suficientemente na imprensa brasileira, diz o senador doPSOL

Uma CPI no Senado Federal, uma investigação da Receita Federal e da Polícia Federal e um esforço de jornalistas e da mídia para quebrar o silêncio em torno da lista de 8.667 brasileiros com contas no banco HSBC.

Este é o conjunto de medidas propostas pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) hoje, da tribuna do Senado, para desvendar o ‘SwissLeak’, nome do escândalo que envolve mais de US$ 200 bilhões de depósitos em 100 mil contas bancárias vazadas do HSBC em Genebra e que sugerem evasão fiscal e lavagem de dinheiro em nível planetário.

“A denúncia contra o HSBC mostrou o Brasil no topo da cadeia criminosa”, lembrou Randolfe, citando o quarto lugar brasileiro entre os países com maior número de clientes listados no vazamento do HSBC e lembrando a nona posição do Brasil (US$ 7 bilhões) entre os dez países com maior volume de dinheiro depositado.

“Em moeda nacional, isso representa uma quantia equivalente a R$ 20 bilhões, exatamente o que o governo Dilma pretende arrecadar com o pacote de maldades que resume o ajuste fiscal desenhado pelo ortodoxo ministro da Fazenda, Joaquim Levy”, disse Randolfe.

O ‘SwissLeaks’, que ganhou manchetes e espaços generosos nos grandes jornais e revistas do mundo, não teve aqui o mesmo tratamento: “Estranhamente, no Brasil, o caso do HSBC mereceu um estridente silêncio da grande imprensa”, lamentou o senador, lembrando que a pauta do ‘SwissLeaks’ vaza na imprensa brasileira pelo esforço de blogs e blogueiros desvinculados da grande mídia. (Veja/)

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Hugo Motta e Luiz Sérgio: o primeiro teve 60% da campanha bancada por investigadas; o segundo, 40% (Fotos: Agência Câmara)

Indicados por suas bancadas para comandar as investigações da CPI da Petrobras na Câmara, os deputados Hugo Motta (PMDB-PB) e Luiz Sérgio (PT-RJ) receberam doações de empresas investigadas na Operação Lava Jato, que apura esquema de cartel e pagamento de propina a funcionários e políticos em troca de contratos com a estatal.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, 60% dos recursos declarados por Hugo Motta em sua campanha à reeleição saíram dos cofres de duas investigadas: a Andrade Gutierrez, que contribuiu com R$ 451 mil, e a Odebrecht, que doou R$ 742 mil. O peemedebista foi indicado pelo PMDB para presidir a CPI. A reunião de instalação da comissão está marcada para esta quinta-feira (26).

Indicado pelo PT para relatar as apurações da CPI, Luiz Sérgio teve 39,6% de sua receita de campanha bancados por empresas investigadas. O petista recebeu R$ 962,5 mil da Queiroz Galvão, da OAS, da Toyo Setal e da UTC, informam os repórteres Aguirre Talento e Márcio Falcão. Executivos da OAS e da UTC já respondem a ações penais por participação no esquema.

Em resposta à Folha, a assessoria de Hugo Motta alegou que o deputado não tem ligação com as empresas financiadoras e que os recursos foram repassados à sua campanha pelo diretório estadual do PMDB. Já Luiz Sérgio disse que não vai se manifestar sobre assuntos da CPI da Petrobras enquanto não tiver seu nome confirmado na relatoria. (Congresso em Foco)

MULHER DE SUZANE RICHTHOFEN PODE DEIXAR CADEIA

Sandrão, de gravata, em festa na penitenciária de Tremembé

romance entre Suzane Richthofen e Sandra Regina Ruiz Gomes, a Sandrão, pode estar perto do fim. A mulher da condenada por assassinar os pais, em crime ocorrido em outubro de 2002,  conquistou o direito de cumprir a pena em regime semiaberto e deve deixar em breve a Penitenciária Feminina de Tremembé I, onde divide a “cela das casadas” com Suzane e outros sete casais desde setembro do ano passado – quando a relação foi formalizada em uma cerimônia na prisão. O namoro tem pouco mais de dois anos.

A decisão foi concedida por juiz da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté no último dia 12 e ainda não foi formalizado perante a direção do presídio. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) deverá indicar o centro de ressocialização onde Sandrão cumprirá o restante da pena. Um dos critérios para a concessão do benefício é o bom comportamento do preso.

Condenada a 24 anos pelo sequestro seguido de morte de um garoto de 14 anos, Sandrão já havia progredido para o semiaberto, mas voltou ao presídio no interior de São Paulo em fevereiro de 2011, após agredir um agente penitenciário no Centro de Ressocialização Feminino de São José dos Campos. Pouco depois, começou namoro com Elize Matsunaga, condenada por assassinar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga. Suzane teria sido o pivô do fim da relação, que acabou naturalmente, sem brigas.

Assim como Suzane, que também conquistou o benefício mas desistiu do semiaberto, Sandrão tem poder de decisão e pedir para permanecer no presídio de Tremembé. O romance, inclusive, foi apontado como o motivo para Suzane ter aberto mão da progressão do regime, determinada pela juíza Sueli Zeirak de Oliveira Armani, da Vara das Execuções de Taubaté, em agosto do ano passado. Na ocasião, o Ministério Público se posicionou contrário à transferência de Suzane.

Uma unidade destinada a receber presas em semiaberto está sendo construída em Tremembé e Suzane aguardaria sua inauguração para pedir novamente a mudança de regime. (Veja)

Brasileiras ignoram os cuidados com a saúde do coração

Ataque cardíaco: dor no peito, náusea, falta de ar e sudorese estão entre os sintomas

Mulheres jovens tendem a ignorar os primeiros sintomas de um ataque cardíaco, como dor no peito, náusea, falta de ar e sudorese, e demoram a procurar ajuda médica. A revelação é de um estudo da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicado na terça-feira no periódico Circulation.

Participaram da pesquisa 30 mulheres de 30 a 55 anos hospitalizadas por infarto. Os pesquisadores perguntaram como elas se comportaram ao sentir os primeiros sintomas e quando decidiram procurar auxílio médico.

A conclusão foi de que as mulheres não sabiam sobre seus riscos de sofrer um ataque cardíaco e não tomavam medidas preventivas contra doenças do coração. Também foi observado que nem todas as pacientes foram orientadas a fazer um hemograma completo quando chegaram ao hospital.

De acordo com Judith Lichtman, coautora do estudo, as jovens com múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares e histórico familiar do problema não devem se achar muito novas para sofrer um ataque cardíaco. “As participantes da nossa pesquisa disseram que, quando sentiram os sintomas, pensaram que era qualquer coisa, menos um ataque do coração”, diz.

“O estudo sugere que são precisos mais esforços para educar as mulheres sobre os primeiros sintomas de um ataque cardíaco. Isso pode mudar o modo que tanto as pacientes quanto os hospitais enxergam os sinais do problema”, diz Leslie Curry, coautora do estudo.

Leia na íntegra/Tire dúvidas

Fernando Baiano e Cerveró (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo e Geraldo Magela/Agência Senado)

Fernando Baiano e Cerveró foram alvos de nova denúncia do MPF 

A Justiça Federal do Paraná recebeu nesta terça-feira (25) nova denúncia contra o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, por lavagem de dinheiro. Também passa a ser réu no processo criminal o advogado uruguaio Oscar Algorta. Eles foram presos pela Operação Lava Jato por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na estatal do petróleo. Cerveró já respondia a processo por corrupção e lavagem.

A decisão é do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância. Os réus poderão apresentar defesa.

O Ministério Público Federal do Paraná também havia acusado o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, por formação de quadrilha, mas o juiz entendeu que, se entender necessário, cabe à Procuradoria apresentar uma nova denúncia separada sobre esse crime, que será novamente apreciada.

Segundo o MPF, Nestor Cerveró adquiriu um apartamento de luxo no Rio de Janeiro com dinheiro que teria recebido como propina na Petrobras. O valor foi enviado ao exterior por meio de empresas offshores localizadas no Uruguai e na Suíça.

Os procuradores afirmam na denúncia que, apesar de estar registrada em nome de terceiros, a offshore era de propriedade de Cerveró. Já o advogado uruguaio Oscar Algorta é acusado de ter lavado parte do dinheiro desviado comprando o apartamento em nome da offshore uruguaia Jolmey, com o objetivo de tentar ocultar que o ex-diretor da área internacional era o verdadeiro dono do imóvel.

Confira na íntegra

José Genoino (GloboNews)  (Foto: Reprodução GloboNews)

José Genoino, após realizar exame médicos em 2014, em Brasília(Foto: Reprodução GloboNews)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta quarta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que defende a extinção da pena do ex-deputado José Genoino, do PT, com base no decreto de indulto de Natal assinado pela presidente Dilma Rousseff no final do ano passado.

O texto que concede o indulto prevê perdão aos condenados que cumprem pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltem até oito anos para o cumprimento da pena total. Outra condição é ter cumprido ao menos um quarto da pena, se não reincidente, e ter apresentado bom comportamento na prisão.

Para a PGR, a situação de Genoino se enquadra nas regras previstas no decreto de Dilma, portanto, o indulto deve ser concedido.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, o ex-deputado foi preso em novembro de 2013 e passou a cumprir pena no regime fechado. Com problemas cardíacos, ele chegou a obter autorização para se tratar em casa em prisão domiciliar no início de 2014, mas em maio teve de voltar à prisão. Em agosto, progrediu para o regime aberto, para ficar preso em casa.

No dia 25 de dezembro de 2014, dia em que foi publicado o decreto, Genoino já havia cumprido 1 ano, 2 meses e 14 dias da pena, já levando em conta 34 dias que havia descontado por cursos de direito e informática que realizou na Penitenciária da Papuda, além de trabalho como auxiliar de biblioteca do presídio.

Conforme o procurador-geral, além de ter cumprido um quarto da pena, Genoino não é réu reincidente e apresentou bom comportamento na cadeia. “Da análise da documentação trazida aos autos pela defesa, verifica-se que não houve, durante o período de cumprimento da pena, notícia de falta disciplinar grave pelo apenado, impondo-se o reconhecimento do requisito subjetivo estabelecido por aquele ato normativo [decreto presidencial]”, afirmou Janot, no parecer. (G1)

Danilo Ferreira Andrade é o novo procurador-geral do Ministério Público Especial

Danilo Ferreira Andrade é o novo procurador-geral do Ministério Público Especial

O procurador Danilo Ferreira Andrade é o novo procurador-geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia para o biênio 2015-2016.

O decreto com a nomeação, assinado pelo governador Rui Costa, foi publicado no Diário Oficial do Estado, edição desta quarta-feira (25/2).

O novo procurador-chefe do Ministério Público de Contas nasceu em Santo Antonio de Jesus, tem 31 anos, casado, é graduado em Direto, com láurea acadêmica, pela UFBA (2007); pós-graduado (lato sensu) em Direito Processual Civil pela UFBA (2009); aprovado em 2º lugar no concurso público para o cargo de Defensor Público do Estado de Alagoas (2010); aprovado em 2º lugar no concurso público para o cargo de procurador do Ministério Público Especial junto ao TCE-BA, no qual tomou posse em 10 de fevereiro de 2011, e autor de artigos jurídicos publicados em revistas especializadas.

Exerceu advocacia privada antes de ingressar no Ministério Público de Contas, tendo atuado nas áreas de Direito Civil e Direito Administrativo.

Também é membro do atual Conselho Consultivo da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon). (Tribuna da Bahia)

PF prende dupla com 50 kg de cocaína em estacionamento
de supermercado em Salvador (Foto: Divulgação/PF)

Dois homens foram presos pela Polícia Federal nesta terça-feira (24) com 50 kg de cocaína no estacionamento de um supermercado no bairro da Engomadeira, em Salvador. A prisão aconteceu após a PF ter sido informada da chegada de um grande carregamento de drogas.

Segundo a PF, um dos presos é o traficante Anderson Eduardo Cruz dos Santos, 35 anos, conhecido como ‘Buraco’, considerado pela PF como um dos principais fornecedores de drogas na capital.

Após investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, uma equipe foi enviada ao local para interceptar os criminosos. Um dos suspeitos de realizar a negociação chegou em um Santana ao estacionamento do supermercado.

Ao avistar o veículo utilizado por Anderson, modelo Celta, os agentes da PF iniciaram a abordagem. Anderson ainda tentou escapar dos policiais federais, mas foi alcançado e imobilizado. Quando os agentes revistaram os carros, encontraram a droga guardada em bexigas plásticas, escondida no fundo falso atrás do banco traseiro.

Na operação, os policiais federais localizam seis celulares e apreenderam 5 kg de cocaína que estavam guardado na casa de um comparsa, dono do Celta utilizado pelo traficante. (Correio da Bahia)

Juiz federal Sérgio Moro conduz todas as ações da Operação Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações da Operação Lava Jato, afirmou nesta quarta-feira, 25, que não houve investigação da Polícia Federal contra os ex-deputados Luiz Argolo (SD-BA) e André Vargas (sem partido-PR). Na terça-feira, 24, oito advogados dos executivos da empreiteira OAS que são acusados de envolvimento com o cartel instalado na Petrobrás, pediram à Justiça Federal no Paraná que determinasse novo depoimento do delegado Marcio Adriano Anselmo, da Polícia Federal, integrante da equipe que investiga o esquema de corrupção e propinas na estatal. A defesa alegou “possibilidade de edição completa dos arquivos” de escutas telefônicas e seus conteúdos.

Os advogados sustentavam que os investigadores sabiam que entre os monitorados da Lava Jato que mantinham contato com o doleiro Alberto Youssef – personagem central das fraudes e dos desvios – estavam pelo menos dois ex-parlamentares, Luiz Argôlo e André Vargas. Por isso, a defesa pede que a PF entregue os documentos originais das interceptações de comunicações pelo BlackBerry.

“A tese sugerida por parte das Defesas é a de que Polícia Federal teria investigado indevidamente André Luís Vargas Ilário e João Luiz Correia Argôlo dos Santos, então Deputados Federais, no decorrer do ano de 2013, em suposta usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal”, diz Moro. “Em nenhum momento, pelo que consta nos autos, houve qualquer ato investigatório direto contra LA (Luiz Argôlo) ou contra André Vargas, mesmo não tendo então a Polícia Federal a confirmação de suas reais identidades.”

Seis dirigentes da OAS – entre eles Léo Pinheiro, número 1 da empreiteira – são réus da Lava Jato e estão presos desde 14 de novembro, quando foi deflagrada a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato que mirou o braço empresarial do cartel de empreiteiras instalado na Petrobrás. O pedido da defesa dos executivos da OAS foi subscrito pelos advogados Roberto Lopes Telhada, Edward Rocha de Carvalho, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Juliano Breda, José Carlos Cal Garcia Filho, Daniel Müller Martins, Bruna Araújo Amatuzzi Breus e Leandro Pachani.

“Tão logo identificado que tais mensagens poderiam ter conteúdo criminoso e confirmado que envolveriam os referidos deputados, os elementos pertinentes foram encaminhados por este Juízo ao Egrégio Supremo Tribunal Federal”, afirma Moro. “Mais recentemente, como ambos não mais exercem mandato, o Supremo Tribunal Federal vem devolvendo os processos a eles relativos, já tendo este Juízo recebido dois inquéritos relativamente a Luiz Argolo e um procedimento em relação a André Vargas.”

Em dezembro de 2014, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a cassação do mandato do ex-petista André Vargas (sem partido-PR). Seis dias depois, um pedido de vista coletivo livrou Luiz Argôlo (SD-BA) da cassação. Ele concorreu às eleições de 2014, mas não conseguiu se eleger novamente.

“Ainda assim, para que não reste dúvida da lisura do procedimento investigatório e embora pareça a este Juízo que parte das Defesas requer tal prova por motivos meramente especulativos e muito longe de qualquer propósito relacionado à busca da verdade quanto aos fatos que são objeto da imputação, resolvo deferir o requerido por parte das Defesas para requisitar às operadoras de telefonia para que informem ao Juízo acerca dos acessos efetuados pela Polícia Federal dos dados cadastrais de terminais telefônicos no âmbito dos processos”, diz Moro. (A Tarde)

Subiu para 5% o índice de calotes de dívidas de pessoas físicas

Subiu para 5% o índice de calotes de dívidas de pessoas físicas ( Itaci Batista/Estadão Conteúdo)

Os juros do cheque especial para pessoas físicas bateram novo recorde em janeiro: subiram para 208,7% no ano, recorde em quase 18 anos. A maior taxa até agora era a de abril de 1996, quando bateu 212,2% ao ano.

Em janeiro do ano passado a taxa ficou em 154,1%, ou seja, em 12 meses houve um aumento de 54,6 pontos porcentuais (p.p.). Os números são de crédito no segmento de recursos livres, que, ao contrário do direcionado, não têm destino específico.

É a diferença entre o custo desembolsado pelos bancos para captar dinheiro e o custo para quem o toma emprestado.

Mas não foram apenas os juros do cheque especial que subiram em janeiro. Segundo a Nota de Política Monetária do Banco Central (BC), divulgada nesta quarta-feira, em ambiente de maior aperto monetário para o controle da inflação, os bancos aumentaram também os juros de crédito pessoal (consignado e não consignado) de 45% para 45,7% entre dezembro e janeiro. O não consignado saltou de 101,9% para 107,4% no mesmo período.

Considerando a taxa média de juros de todo o segmento de recursos livres, janeiro fechou em 39,4%, superior aos 37,6% em dezembro. No crédito total, considerando também os recursos direcionados, como os créditos imobiliário e rural, os juros ficaram em 25,1% no mês passado, maior que os 23,9% apurados no mês anterior.

Em janeiro, o spread bancário no segmento de recursos livres (pessoas físicas e jurídicas) passou de 25,6% para 27,5 pontos porcentuais. Com a inclusão do segmento direcionado, o spread total ficou em 16,2 pontos porcentuais, superior aos 15,1 p.p. vistos em dezembro.

Os juros altos acabam impactando na capacidade dos consumidores de pagar sua dívidas. Segundo o BC, os calotes de dívida de pessoas físicas na modalidade de recursos livres subiram de 4,9% em dezembro para 5% em janeiro. Considerando nesta conta as pessoas jurídicas, a inadimplência de recursos livres passou de 4,4% para 4,5% no mesmo período. Acrescentando ainda os recursos direcionados, os calotes também aumentaram, de 2,8% para 2,9%.

O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil caiu 0,2% no mês passado, chegando a 3,013 trilhões de reais, ou 58,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

As concessões de crédito no segmento de recursos livres apresentaram baixa de 18,5% em janeiro na comparação mensal. O movimento é natural em um mês de tradicional desaceleração na demanda por empréstimos e financiamentos.

Além da sazonalidade para o período, os indicadores de crédito seguem influenciados pela alta dos juros básicos, iniciada pela autoridade monetária em outubro para conter o aumento da inflação e também pelo esfriamento da atividade econômica.

Em mais uma etapa do aperto monetário, em janeiro o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou em 0,5 ponto porcentual a taxa Selic, a 12,25% ao ano. A expectativa do mercado é de nova alta na quarta-feira da próxima semana, quando o comitê volta a se reunir. (Veja/Com agência Reuters)

 

(Foto reprodução/Google)

Com a posse do deputado estadual Bruno Reis (PMDB) na secretaria municipal de Promoção Social prevista para a próxima segunda-feira, o prefeito ACM Neto (DEM) não só joga com o objetivo de afastá-lo cada vez mais do deputado federal João Carlos Bacelar, líder do PTN com o qual o prefeito rompeu em janeiro, como com uma estudada projeção política e social de um quadro que eventualmente pode vir a sucedê-lo no grupo.

Não é de hoje que se comenta que Bruno, hoje no PMDB, pode se tornar o candidato ideal a vice de Neto em 2016, ano em que o prefeito disputará a reeleição. Além de ser seu amigo pessoal, regula quase a mesma idade e é um dos principais homens de sua confiança na política. Na campanha de 2012, Bruno deu tanto sangue pela eleição de Neto que chegou a se mudar para uma casa no Subúrbio a fim de fazer política dia e noite.

Quando o deputado estadual decidiu migrar do PTN, partido de Bacelar, para o PMDB, há cerca de dois anos, numa atitude naturalmente combinada com o prefeito, correu a especulação de que ele planejava se cacifar para ser escolhido vice de Neto como um nome peemedebista. Então, os caciques peemedebistas Geddel e Lúcio Vieira Lima observaram o movimento calados, como a insinuar que a combinação não passara por eles.

Mas a montagem da chapa de 2016 ainda está muito longe para que suscite algum conflito com os dois agora. A amigos, Neto não esconde de ninguém que tem hoje no seu grupo, atuando na administração municipal, alguns nomes que pode escolher para companheiros de chapa em 2016. Faltava apenas o de Bruno, que ganha agora a chance de mostrar como se desincumbe das tarefas de uma secretaria problemática que só recentemente foi colocada nos eixos pelo secretário Henrique Trindade, um técnico.

Neto sabe, entretanto, que só conseguirá tirar o nome do bolso do colete, sem negociar a vice com nenhum partido aliado, se tiver muito bem de popularidade.

O Carnaval que passou foi um ótimo teste para o prefeito. Ele deixou a cidade para uma viagem de descanso com a família na Flórida, nos EUA, extasiado de contentamento. “Se Neto estiver bem como está hoje, ele faz o vice que quiser. Só não terá esta força se ficar fraco”, diz um amigo do prefeito ao Política Livre.

É também este sopro de popularidade que amplia imensamente a cobiça sobre o posto de vice na chapa de Neto no ano que vem. Se o clima favorável ao democrata se mantiver assim, ele não vai titubear em renunciar para disputar o governo do Estado em 2018, deixando ao vice dois anos de mandato como prefeito e ainda a possibilidade de concorrer à reeleição. “Se tudo se mantiver como está, a vice de Neto é um presentão para qualquer um”, diz a mesma fonte. (Tribuna da Bahia)

(Foto: EBC)

A Câmara decidiu nesta quarta-feira (25) aumentar os gastos com os deputados em R$ 146,5 milhões. Neste ano, o reajuste será dado a partir de abril, representando um aumento de R$ 110 milhões. Dentre os benefícios anunciados está a possibilidade de as mulheres e maridos dos parlamentares viajarem às custas da Casa.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o reajuste leva em consideração apenas a inflação e não representa mais gastos para a Casa. Para equilibrar a conta, será necessário fazer uma série de cortes no mesmo valor do aumento.

O gasto com verba de gabinete, destinada ao pagamento dos funcionários dos gabinetes, foi reajustado em 18%, correspondente ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado desde julho de 2012.

O valor passa de R$ 78 mil para R$ 92 mil. Serão gastos mais R$ 97 milhões neste ano e R$ 129 milhões a mais a partir de 2016. O cotão, verba mensal para gastos como aluguel, alimentação, transporte, entre outros, foi reajustado em 8%.

O maior, de Roraima, passa de R$ 41,6 mil para R$ 44,9 mil. O menor, do DF, vai de R$ 28 mil para R$ 30 mil. O reajuste custará mais R$ 12,5 milhões este ano e R$ 16,6 milhões a mais no ano que vem. O auxílio-moradia dos deputados foi reajustado em 10,5%, passando de R$ 3,8 mil para R$ 4,2 mil, aumento de R$ 663,8 mil este ano e R$ 885 mil em 2016.

O presidente da Casa anunciou também que os cônjuges dos parlamentares terão direito a passagens aéreas para se deslocar do Estado de origem a Brasília e vice-versa. O valor da cota não será aumentado, segundo Cunha. Para pagar a conta do aumento dos benefícios será necessário cortar investimentos, custeio, compras de equipamentos e materiais permanentes e contratos. Ainda não há detalhes a respeito dos cortes.

“Não vai custar um centavo. Todo acréscimo terá um corte correspondente em outras despesas que já foram quantificadas e serão cortadas. Se tivesse qualquer aumento de despesa, nós não faríamos”, disse Eduardo Cunha. Cunha negou que os ajustes sejam uma medida “corporativista” nem quis encarar os itens cortados como “supérfluos”.

“A tendência que você tem é que a atividade política nos tome um tempo muito forte. A gestão administrativa sempre acaba sendo atividade secundária dos presidentes”, afirmou. (Correio da Bahia)

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