RODRIGO JANOT NUMA ENCRUZILHADA

Janot sem muitas opções

Janot sem muitas opções

O pedido da oposição para que Rodrigo Janot investigue Dilma pelo crime de extorsão colocou o procurador-geral num beco com poucas saídas.

O principal argumento de Janot na outra vez em que a oposição pediu uma investigação contra Dilma foi de que não se tratavam de fatos relacionados ao mandato vigente. Isso impediria Janot de investigá-la, com base no artigo 86 da Constituição.

Desta vez, a história contada por Pessoa tem a ver com a maneira pela qual Dilma obteve dinheiro para a campanha que a elegeu.

Mesmo procuradores próximos a Janot dizem que é difícil encontrar argumentos jurídicos para que ele pelo menos não abra uma investigação.

Mas, no terreno da subjetividade, ele pode dizer que não vê elementos suficientes para abrir um inquérito. Mas a campanha pela sua recondução à Procuradoria-Geral da República, que Janot toca a pleno vapor, complica o quadro.

Ao pedir uma investigação contra Dilma, poderá desagradar setores do PT e de aliados. Se decidir não pedir ao STF a abertura de um inquérito contra a presidente, Janot dará argumentos fortes para que Renan Calheiros e a oposição o critiquem pela seletividade em uma eventual sabatina no Senado.

Investigação não é condenação, mas politicamente a oposição usará um eventual inquérito para ressuscitar a tese do impeachment.

São grandes as chances de, desta vez, Janot ajudá-los na empreitada. (Veja)

Por Lauro Jardim

Dilma é ofendida por brasileiro na Califórnia (EUA)

Dilma é ofendida por brasileiro na Califórnia (EUA)

Uma falha de segurança permitiu que o brasileiro Igor Gilly se infiltrasse nesta quinta-feira na comitiva da presidente Dilma Rousseff, nos corredores da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA). Dilma estava ao lado de Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, quando foi abordada de forma grosseira por Gilly. O brasileiro ofendeu a petista com gritos de “assassina”, “ladra” e “terrorista”. Ele disparou palavrões e chegou ao extremo de dizer que a presidente merecia morrer. “Terrorista que rouba a população tem mais que ser morto”, gritou.

Gilly publicou o vídeo em sua página no Facebook, que contém fotos dele com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e outras nas quais exibe cartazes em a favor da intervenção militar no Brasil. Durante a manifestação agressiva, ele foi interpelado pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT), que provocou: “Está com muito dinheiro do papai no bolso?”. O brasileiro foi retirado do local pela segurança. Outra brasileira também publicou um vídeo no qual bate panela contra Dilma na porta do Hotel Fairmont, em São Francisco. 

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Presidente da Petrobras Aldemir Bendine fala durante coletiva de imprensa na sede da estatal, no Rio de Janeiro - 29/06/2015

“Não nos sujeitamos nem a um [mercado], nem a outros [governo]“, afirmou Bendine sobre independência da estatal (Yasuyoshi Chiba/AFP)

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, não descartou um aumento da gasolina neste ano. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele disse que “não dá para garantir” que não haverá uma alta de preços em 2015. Apesar disso, ele disse não enxergar a necessidade disso no curto prazo. O reajuste mais recente da Petrobras aconteceu em novembro, de 3% para a gasolina e 5% para o diesel nas refinarias. Neste ano, houve aumento em razão da volta de cobrança da Cide (contribuição para regular o preço dos combustíveis).

A entrevista foi a primeira dada após o anúncio de uma redução de 37% no plano de investimentos da empresa para o período 2015-2019. Sobre a estratégia da petroleira em diminuir custos, Bendine reforçou que reduzirá o efetivo de comunicação estimado em mais de mil funcionários, e que promoverá a terceirização de atividades “menos nobres”. Sobre a venda de ativos do pré-sal, o presidente é taxativo: “Não [venderemos]. É nosso melhor ativo”, defende.

Em meio a críticas sobre a intervenção do governo na estatal, o executivo ressaltou que a empresa tem independência na política de preços. “Não nos sujeitamos nem a um [mercado], nem a outros [governo]“, disse.

Sobre mudanças no atual sistema de partilha, Bendine reconheceu que dar à Petrobras o direito de escolher quais leilões do pré-sal quer operar “poderia ser uma alternativa que preservaria o interesse do Estado”. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, é contra quaisquer mudanças. Atualmente a petroleira é obrigada a ser operadora exclusiva e entrar com 30% de participação mínima nos leilões. (Veja/Da redação)

José Dirceu e Milton Pascowitch

José Dirceu e Milton Pascowitch

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu apresentou nesta quinta-feira ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, pedido de habeas corpus preventivo para não ser preso no curso das investigações da Operação Lava Jato. O recurso foi impetrado por volta das 10h30 pelo advogado Roberto Podval, que integra a banca da defesa. No pedido encaminhado à Justiça, a defesa do ex-ministro afirma que o escândalo do petrolão, com prisões sucessivas e até agora quinze fases distintas de investigação, gerou um “surto de medo coletivo”.

Condenado no julgamento do mensalão pelo crime de corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato por suspeitas de utilizar sua empresa de consultoria para lavar dinheiro de propina. A situação do petista ficou mais delicada, segundo a avaliação de procuradores da Lava Jato, após o acordo de delação premiada assinado pelo lobista Milton Pascowitch. Além de dar informações sobre o envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista devem abrir novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. “Por ter seu nome envolvido no curso da Operação Lava Jato e, recentemente, divulgado pelo delator Milton Pascowitch, o paciente tem inúmeros motivos para acreditar que se encontra na iminência de ser preso”, afirma a defesa. “Não param de surgir reportagens especulando o teor da delação premiada prestada por Milton Pascowitch mencionando o paciente, o que tornam fundados os receios de que seja José Dirceu o próximo alvo da Operação Lava Jato, com uma possível e provável prisão, já que a cada delação surge uma prisão”, completa.

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O ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada é preso pela PF em nova fase da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro

Zelada é preso: movimentações financeiras até para a China(Mauro Pimentel/Folhapress)

O Ministério Público Federal detectou movimentações financeiras do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada no exterior mesmo depois do início da Operação Lava Jato – o que indica que ele estava tentando esconder da Justiça o dinheiro movimentado no esquema do petrolão, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato. Além dos 11 milhões de euros (cerca de 38 milhões de reais) que mantinha em Mônaco, Zelada tentou enviar pelo menos 1 milhão de dólares (3 milhões de reais) para a China.

O ex-diretor foi preso nesta quinta-feira (2) em sua casa, no Rio de Janeiro, durante a 15ª fase da Lava Jato, nomeada Conexão Mônaco. Segundo o procurador, essa fase encerra a análise das principais diretorias da Petrobras: já foram presos pela PF os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Nestor Cerveró (Internacional) e Renato Duque (Serviços). Costa acabou por selar acordo de delação premiada com a Justiça e hoje cumpre prisão domiciliar. “Ainda há muito, porém, a investigar”, salientou Santos Lima.

O procurador afirmou que ainda há crimes sendo cometidos na Petrobras, mas já não no nível das diretorias. “Recebemos diariamente notícias de fatos posteriores ao início da Lava Jato, sobre novas espécies de crime na Petrobras. Novos operadores surgem diariamente”, afirmou.

Santos Lima explicou que o fato de Zelada ter continuado a lavar dinheiro foi um dos principais motivos de sua prisão. “Houve remessa de dinheiro para bancos na China, o que indica continuidade criminosa”, afirmou o procurador. “Não há duvidas de que esse dinheiro é originário de corrupção”, prosseguiu.

O procurador ainda afirmou que a corrupção na Petrobras era institucionalizada e que a propina era cobrada pela simples celebração do negócio, como uma “corretagem”. De acordo com ele, o dinheiro era dividido hierarquicamente entre os funcionários das áreas que integravam o esquema, o que os corruptos chamavam de “divisão para a casa”. Santos Lima afirmou que há indícios de que Zelada recebeu dinheiro em contratos de aluguel de sondas. Zelada ocupou o cargo de diretor da petroleira de 2008 a 2012, como sucessor de Nestor Cerveró, que está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e já foi condenado em um dos processos da Lava Jato a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. (Veja/Da redação)

 

Marcelo Odebrecht preso pela Lava Jato (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Marcelo Odebrecht poderia esconder provas, defende o MPF 

O Ministério Público Federal afirmou à Justiça Federal, nesta quinta-feira (2), que a construtora Odebrecht pagou pouco mais de R$ 4,8 milhões em propinas aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Renato Duque.

Segundo os procuradores, os valores foram depositados em contas de empresas sediadas em paraísos fiscais. As chamadas offshores foram indicadas pelo doleiro Alberto Youssef.

As declarações da Procuradoria constam em uma petição encaminhada ao juiz Sérgio Moro, pedindo que as prisões preventivas do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e do ex-diretor da empresa Braskem, Alexandrino de Alencar, sejam mantidas. Ambos foram presos na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no mês de junho.

No documento, os procuradores usam trechos do depoimento de Rafael Angulo Lopes, apontado como laranja de Youssef. Ele disse ao MPF que cabia a Youssef a indicação das contas bancárias em que os valores deveriam ser depositados. Os pagamentos eram efetuados por quatro empresas Intercorp Logistic LTD, Trident Inter Trading LTD e Kleifeld Services LTD. Segundo a Procuradoria, essas empresas pertenciam ao grupo Odebrecht e as contas bancárias delas eram usadas pela subsidiária Braskem, que atua no ramos de petroquímicos, para pagar as propinas.

O conclusão dos procuradores é baseada em extratos de movimentações bancárias que mostram essas três empresas realizando depósitos para Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Renato Duque, em contas controladas por eles. Os três são réus em processos da Lava Jato.

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Derrotados em plenário após manobra articulada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputados do PT e de outros seis partidos decidiram protocolar no início da próxima semana um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF).

Eles querem que seja anulada a votação da proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes contra vida.

Segundo o vice-líder do partido na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), a ação está sendo elaborada, e os petistas estão em conversas com outras legendas para obter adesões.

“Vamos entrar com o mandado de segurança contra o presidente da Câmara pela violação frontal da Constituição Federal. Vamos questionar o procedimento que ele tem adotado de fazer quantas votações forem necessárias para aprovar as propostas que lhe interessam”, disse Molon ao G1.

Na madrugada desta quinta-feira (2), a Câmara aprovou uma emenda apresentada algumas horas antes que prevê a responsabilização criminal de jovens com 16 anos ou mais que cometerem homicídio doloso (quando há a intenção de matar), lesão corporal seguida de morte e crimes hediondos, como estupro.

A aprovação ocorreu um dia depois de o plenário derrotar uma proposta parecida, que também reduzia a maioridade penal para crimes graves. A diferença é que o texto aprovado exclui da redução da maioridade os delitos de roubo qualificado e tráfico de drogas.

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Deputados federais que votaram contra a primeira proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e, depois, se posicionaram a favor argumentaram que o primeiro texto sobre o assunto era muito abrangente.

O G1 procurou os 28 deputados federais que mudaram o voto em relação à proposta anterior e conseguiu ouvir 18.

Para assegurar a aprovação da nova versão, uma manobra regimental excluiu da idade penal de 16 anos os crimes de tráfico de drogas, lesão corporal grave e roubo qualificado. Aversão anterior, que incluía esses três crimes, além de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte, tinha sido rejeitada um dia antes.

Um dos parlamentares que mudaram o voto chegou a informar, por meio de sua assessoria, que errou ao votar. Dois deputados que votaram a favor da primeira versão e se abstiveram na segunda versão afirmaram que mudaram para protestar contra a decisão do presidente da Casa de colocar em votação dois textos semelhantes.

Para virar lei, o texto ainda precisa ser apreciado mais uma vez na Câmara e, depois, ser votado em outros dois turnos no Senado.

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ACM Neto e Rui Costa

As comemorações pela Independência da Bahia acontece durante esta quinta-feira, 2, em Salvador. Moradores e líderes políticos marcam presença na festa.

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(Foto reprodução/Google)

Sete funcionários foram mantidos reféns por mais de cinco horas nesta quinta-feira (2), dentro da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), durante uma tentativa de assalto. Segundo informações da Central de Polícia, os seis funcionários, um deles inspetor de segurança, ficaram em poder dos suspeitos das 11h até as 16h30.

O crime aconteceu na rua Pinto de Aguiar, no bairro de Pituaçu. De acordo com a Central de Polícia, quatro suspeitos invadaram o local, prenderam os funcionários e usaram um maçarico para tentar arrombar um caixa eletrônico.

Os bandidos não conseguiram arrombar o caixa, mesmo com o maçarico e explosivos que levaram com essa intenção. Depois de mais de cinco horas tentando roubar o dinheiro, o grupo fugiu em um veículo, modelo Pajero, de cor preta, seguindo sentido Orla.

Viaturas da 39ª Companhia Independente da Polícia Militar (Boca do Rio) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram até o local por conta de parte dos explosivos que foram abandonados no campus. Eles retiraram o material e ninguém ficou ferido.

A assessoria da Ucsal informou em nota que está prestando todas as informações necessárias e apoio à polícia na investigação. Disse também que tem adotado medidas para melhorar a segurança em seus campi, como construção de novas portarias e solicitação de mais rondas da polícia no entorno das unidades. (Correio da Bahia)

(Foto reprodução/Google)

Por Reynaldo Rocha

Em dezembro de 2014, portanto há seis meses, a presidente Dilma Roussef tinha 40% de aprovação popular. Recém-eleita, era consagrada por um índice confortável. E 27% diziam que ela era péssima ou ruim.

Um número preocupante, para quem acabava de ganhar um segundo mandato presidencial. Mas, como sempre, subestimado. Eram 27% de coxinhas ou ricos. Passados seis meses, Dilma tem 9% de aprovação. Para 68%, é ruim ou péssima.

O que aconteceu? São 68% de coxinhas? É culpa da oposição? Qual? A que se mantém inerte embora acusada de querer um terceiro turno? De onde vêm esses  números? Raros são os lulopetistas que admitem a realidade.

Não se pode confiar em Lula, até os petistas sabem. As críticas do líder supremo da seita se amparam em princípios nem são honestas. Ele nunca esteve preocupado com o governo ou com o país. As críticas derivam do medo de ser encarcerado pelo que fez com a Petrobras e no governo. E no fim do sonho de retornar ao poder.

QUEM ESTÁ NO COMANDO DO BRASIL?

A presidente Dilma Rousseff andou no Driverless Car (carro sem motorista), desenvolvido pelo Google

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Em visita ao Google, na Califórnia, a presidente Dilma Rousseff teve a oportunidade ontem de conhecer um dos mais impressionantes avanços tecnológicos dos últimos anos: o carro autônomo, que anda sem motorista (na foto). A inovação tem um impacto semelhante ao causado pelas primeiras “carruagens sem cavalo”, que surgiram no final do século XIX. Parece mágica. Mas todos sabemos que não é. Há programas de computador sofisticados, capazes de interpretar os dados que recebem de câmaras e sensores para governar o automóvel.

Já escrevi aqui que a visita mais importante para Dilma nesta viagem aos EUA seria ao Google, pois ela teria oportunidade de ver e aprender como funcionam as coisas no maior centro de inovação do planeta, o Vale do Silício. Agora tenho dúvidas. É difícil acreditar que um passeio de 20 minutos num carro sem motorista seja capaz de mudar as ideias cristalizadas que ela tem

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Campanha segue até o dia 13 de julho, e promete descontos de até 70% em segmentos que vão de moda a veículos na Bahia (Foto: Arquivo Correio)

Para aquecer o comércio baiano, que registrou uma queda 3,5% no volume de vendas em 12 meses até abril de 2015, segundo dados do IBGE, começa nesta sexta-feira (3) a quarta edição da Liquida Bahia. O evento segue até o dia 13 de julho.

Promovida pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), a campanha promete descontos de até 70% em segmentos que vão de moda a veículos e contará com 10 mil pontos de vendas em 70 municípios baianos. A expectativa é que a ação movimente R$ 500 milhões em vendas, sendo 50% na capital baiana.

Segundo o presidente da FCDL, Antoine Youssef Tawil, a iniciativa visa amenizar as perdas do varejo, que teve um mês de junho aquém do previsto. “Precisamos desovar os estoques, principalmente da coleção Outono-Inverno”.

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O apelo foi feito durante discurso no Senado

O apelo foi feito durante discurso no Senado

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) conclamou o Congresso Nacional nesta quarta-feira (1/7), durante pronunciamento, para que o Aeroporto Internacional de Salvador volte a se chamar Dois de Julho. O apelo foi feito durante discurso no Senado sobre a Data Magna da Bahia, que representa a consolidação da Independência do Brasil.

“Acredito que o ex-deputado federal Luiz Eduardo Magalhães teve uma grande participação na vida pública, mas nem ele e nem ninguém podem substituir os baianos que protagonizaram aquela luta que garantiu a independência do nosso país da Coroa Portuguesa”, disse em plenário.

A senadora também ressaltou a importância de heróis baianos do passado como Maria Quitéria, Maria Felipa, Ana Neri e Soledade, bem como de personagens como a ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, Consuelo Pondé de Sena, que morreu no primeiro semestre deste ano.

Lídice da Mata também requisitou do presidente do Senado, Renan Calheiros, a produção de um documentário sobre o Dois de Julho para que os brasileiros tenham acesso a esse importante capítulo da história do país que ainda é pouco conhecido em outros estados. (Tribuna da Bahia)

Jorge Luiz Zelada

Jorge Luiz Zelada(Geraldo Magela/Agência Senado/VEJA)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a 15ª fase da Operação Lava Jato e prendeu o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada. O novo foco das investigações é o recebimento de propina nesta diretoria da estatal. Zelada sucedeu Nestor Cerveró no cargo e suas transações eram investigadas mais detalhadamente desde o início do ano, quando o Ministério Público Federal achou contas secretas dele em Mônaco com saldo de cerca de 11 milhões de euros.

Zelada ocupou o cargo de diretor da petroleira de 2008 a 2012, como sucessor de Nestor Cerveró, que está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e já foi condenado em um dos processos da Lava Jato a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Na 15ª fase da Lava Jato, intitulada Conexão Mônaco, os policiais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói e o mandado de prisão preventiva contra Zelada. (Veja)

Sessão extraordinária destinada a continuar as votações da PEC da maioridade penal na Câmara dos Deputados - 01/07/2015

Sessão extraordinária destinada a continuar as votações da PEC da maioridade penal na Câmara dos Deputados – 01/07/2015(Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Em uma decisão histórica, embora reversível, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira uma proposta que permite a punição criminal de adolescentes a partir dos 16 anos em casos de crimes graves. O resultado da votação é uma vitória pessoal do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que, sob protestos do PT e de outros partidos contrários à medida – reverteu a derrota de uma proposta semelhante ocorrida menos de 24 horas antes. Houve 323 votos favoráveis, 155 contrários e duas abstenções.

O texto aprovado é um pouco mais brando do que o rejeitado na madrugada desta quarta, o que foi suficiente para que alguns parlamentares passassem a apoiar a redução e a emenda apreciada ultrapassasse o mínimo necessário de 308 votos. A proposta mantém a redução da maioridade nos casos de crimes graves contra a vida, como homicídio, estupro, sequestro, lesão corporal seguida de morte e exploração sexual infantil. A mudança em relação ao texto anterior significa que os adolescentes de 16 e 17 anos que praticarem tráfico de drogas, roubo qualificado, tortura, lesão corporal grave e terrorismo não serão mais incluídos no sistema criminal: para eles, valerá a regra atualmente em vigor.

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Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT-SP, no congresso, julho de 2000

Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, quer voltar a receber aposentadoria, que foi cassada junto com seus bens após a condenação(Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)

O ex-desembargador Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, condenado a mais de 26 anos de prisão, quer reaver seus bens e a aposentadoria confiscados pela Justiça após sua condenação. Ele é ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo e cumpriu prisão pelo desvio de cerca de 170 milhões de reais da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, na década de 1990.

O Ministério Público Federal se manifestou contra o pedido do ex-juiz, mas o caso ainda será apreciado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Lalau foi beneficiado pelo indulto presidencial de dezembro de 2012, espécie de perdão concedido a presos com idade superior a 70 anos que tivessem cumprido um quarto da pena. Ele só deixou a prisão no ano passado. Por causa disso, a defesa do ex-juiz pediu que o indulto fosse estendido às penas acessórias – perda de aposentadoria e privação de bens. Segundo o argumento do advogado de Lalau, ele obteve o benefício pleno, o que colocaria fim a todo o processo e também às penas acessórias.

De acordo com a procuradora regional da República Inês Virgínia Prado Soares, o pedido do ex-juiz não tem respaldo legal. “O indulto concedido compreende somente o cumprimento da pena imposta. Serão mantidos os demais efeitos condenatórios”, afirma. Inês ainda considera incabível que a defesa tenha feito esses requerimentos, uma vez que tais penas só poderiam ser anuladas por uma decisão do foro. (Veja/Da redação)

 

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa - 01/07/2015

Sessão do Senado Federal: idade da aposentadoria obrigatória no funcionalismo público passa de 70 para 75 anos, nos municípios, Estados e União(Moreira Mariz/Ag. Senado)

Por 59 votos a 5, o Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que estende os efeitos da PEC da Bengala para todos os servidores públicos da União, Estados e municípios. Com isso, a idade da aposentadoria obrigatória no funcionalismo público passa de 70 para 75 anos, assim como aconteceu com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

O autor da proposta, senador José Serra (PSDB-SP), argumenta que a medida vai trazer uma economia às três esferas públicas da ordem de R$ 1 bilhão. O tucano protocolou o projeto no Senado em maio, um dia depois de a Câmara ter aprovado a PEC da Bengala, que estabelecia a medida exclusivamente para a cúpula do Judiciário, que abrange o STF e tribunais superiores. A PEC da Bengala é uma dura derrota para o governo, já que tirou da presidente Dilma Rousseff a prerrogativa de indicar 20 ministros durante o período do seu segundo mandato, cinco deles para o Supremo. (Veja/com Estadão Conteúdo)

 

 

Autores independentes e novos expoentes já podem se inscrever para apresentar suas obras e trabalhos no evento que acontece em agosto próximo 

Já tem data confirmada a II da Feira do Livro do Vale do São Francisco, a ser realizada no Centro de Convenções Nilo Coelho, em Petrolina, de 06 a 08 de agosto, numa parceria da Prefeitura de Petrolina através do Secretaria de Educação, e da Cia de Eventos. “O sucesso da primeira feira, no ano passado, projeta para este ano uma feira muito melhor. E o público que for à culminância a encontrará diversificada, pensando-a como uma estratégia para a ampliação do conhecimento e do saber. Estamos trazendo, inclusive, parcerias com outros municípios e incrementando a própria feira para fazê-la mais variada, rica e ainda animada”, diz o secretário de educação de Petrolina, Heitor Leite.

E, para isso, os organizadores estão organizando uma programação ampla que consolide ainda mais a iniciativa não só em um ambiente de acesso ao livro como também de expansão do conhecimento, aproximação do saber e oportunidades para professores e para novos expoentes das letras da região. Esta grade está sendo montada pela organização com a curadoria do jornalista Schneider Carpeggiani e o aporte do jovem escritor Bruno Liberal, que responde pela Plataforma de Lançamento para autores e criadores independentes. “A Feira do Livro apoia e motiva os professores a conhecer novos conteúdos e tecnologias sociais. E, com isso, este ano teremos uma oficina de livros artesanais com papelão, passando a integrar Petrolina com a Liga Internacional de Editoras Cartoneras”, destaca Rogério Robalinho, diretor da Cia. de Eventos, organizadora do evento.

A programação, ainda em fechamento, será recheada de discussões, reconhecimento e aproximação dos visitantes de todas as cidades da região do Vale, nos estados de Pernambuco e Bahia, ao que há de melhor na literatura nacional hoje, e ainda os mais recentes lançamentos de autores conceituados atualmente. Inclusive, além de Petrolina, Lagoa Grande e Juazeiro abraçam a iniciativa e estendem não apenas o apoio institucional como ainda o apoio ao tecido cultural indicando escritores para compor a grade e participar da Feira. Em tempo, o evento abriu canal para informações e inscrições aos interessados em participar da plataforma de lançamentos no site (http://www.feiradolivropetrolina.com.br/), em que é possível realizar o cadastro gratuitamente. Ao todo, deverão ser selecionados cerca de 15 trabalhos de autores de toda região.

(Foto reprodução/Google)

Instituições do movimento negro da Bahia e a nível nacional comemoram a rejeição da  PEC 171\93, votada no Plenário da Câmara dos Deputados, na madrugada de ontem( 30), e  que tinha como objetivo aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos

A Secretaria de Direitos Humanos, pertencente à Presidência da República, afirma que não existem dados que comprovem a tese de que a  redução da idade penal originaria uma possível diminuição da violência. Muito pelo contrário, o documento oficial aponta que  o aumento das chances de reincidência nos sistema penitenciário gira em torno de 70% , enquanto que no sistema socioeducativo estão abaixo de 20%. ” Essa lógica da “punição” já demonstrou na prática que não consegue diminuir os índices de criminalidade.  Os índices da população carcerária aumentam de forma proporcional aos índices de violência”, destaca Kleber Rosa, Escrivão da Polícia Civil da Bahia, Sociólogo e professor da Rede Estadual de Ensino.

De acordo  ainda com  informações fornecidas pela  Secretaria de Direitos Humanos,  o Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado com 500 mil presos.  A sociedade brasileira só perde em quantidade de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhões) e Rússia (740 mil).  “A defesa da redução da maioridade penal por alguns setores da sociedade corresponde à uma lógica equivocada sobre a Segurança Pública. Essa concepção faz uma análise meramente punitiva. É preciso repensarmos o sistema carcerário e o sistema de Segurança Pública”, enfatiza o Escrivão da Polícia Civil.

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NÃO É BEM ASSIM

Dilma Rousseff

Dilma: outra falha no discurso em solo americano

Além da infeliz comparação entre delatores da Lava-Jato e presos políticos da ditadura (leia aqui), a passagem de Dilma Rousseff pelos EUA teve uma contradição no discurso da presidente.

Ao responder sobre a citação dos ministros Aloizio Mercadante e Edinho Silva, da cozinha do Planalto, na delação premiada de Ricardo Pessoa, Dilma disse nunca ter nomeado ou demitido ministros com base em revelações feitas pela imprensa e que “só se condena quando se provar”. Não é bem assim.

Entre julho e dezembro de 2011, quando oito ministros perderam suas pastas, seis deles deixaram a Esplanada depois de reportagens.

O caso mais emblemático foi o de Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro dos Transportes. Em 2 de julho de 2011, um sábado, VEJA publicou detalhes de um esquema de cobrança de propinas no DNIT e na Valec. No dia 6 de julho, uma quinta-feira, sem ser julgado ou condenado pela Justiça, Nascimento pediu para deixar o Ministério. “Pediu” oficialmente, claro, pois foi instado a demitir-se.

Por Lauro Jardim

 

Alexandrino de Alencar, executivo da Odebrecht, preso na 14ª fase da operação Lava Jato, faz exame de corpo delito no IML de Curitiba (PR) - 20/06/2015

Alexandrino de Alencar, executivo da Odebrecht, preso na 14ª fase da operação Lava Jato, faz exame de corpo delito no IML de Curitiba (PR) – 20/06/2015(Vagner Rosário/VEJA)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou nesta quarta-feira pedido de liberdade formulado pelo executivo Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht. Em decisão individual, o juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para assumir os processos da Lava Jato durante as férias do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, disse que a prisão de Alexandrino não serve para forçar que o empresário confesse crimes, como tentaram argumentar os advogados de defesa, e sim para coibir uma possível atuação do executivo no grupo criminoso desvendado no escândalo do petrolão.

Parte das defesas dos presos na 14ª fase da Operação Lava Jato esperava que a assunção de Brunoni no lugar de Gebran Neto trouxesse êxito aos pedidos de liberdade. Gebran é retratado pelos defensores que atuam nos processos do petrolão como um juiz duro.

Alexandrino Alencar foi encarregado pela empreiteira de acompanhar o ex-presidente Lula em viagens internacionais. Segundo delatores da Lava Jato, ele negociou com o doleiro Alberto Youssef e com o ex-deputado federal José Janene (PP-PR) o pagamento de até 5 milhões de dólares em propina, entre 2006 e 2012, em troca de benefícios para a Braskem. Braço petroquímico da Odebrecht, a empresa nega irregularidades. (Veja)

Otávio Marques de Azevedo e Marcelo Odebrecht no IML para realização de exame de corpo de delito, em Curitiba, Paraná, no sábado (20) (Foto: Geraldo Bubniak / Parceiro / Agência O Globo)

Otávio Marques de Azevedo e Marcelo Odebrecht no IML para realização de exame de corpo de delito, em Curitiba, Paraná, no sábado (20) (Foto: Geraldo Bubniak / Parceiro / Agência O Globo)

O julgamento do habeas corpus de Marcelo Odebrecht, preso na operação Lava Jato no dia 19 de junho, poderá seguir um roteiro diferente da maioria dos empreiteiros presos na operação até aqui. Nesta quinta-feira (02) começa o recesso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), próxima corte a analisar o pedido de liberdade do empresário. Com o recesso, o desembargador convocado Newton Trisotto sairá de cena. Ele até agora tem sido veemente contra os pedidos de liberdade dos suspeitos. Trisotto chegou a dizer que “a corrupção no Brasil é uma das maiores vergonhas da humanidade” durante um dos julgamentos da Lava Jato. Agora, com a folga de Trisotto, o presidente do STJ, Francisco Falcão, e a vice-presidente Laurita Vaz, vão se alternar nos pedidos urgentes levados ao tribunal, incluindo a Lava Jato. Laurita, em janeiro, negou o pedido de empreiteiros da Camargo Correa. (Época)

O senador falou sobre a divulgação de delações da Operação Lava Jato

O senador falou sobre a divulgação de delações da Operação Lava Jato

O senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a atacar o que ele classificou de conluio entre a Revista Veja e um grupo do Ministério Público sob o comando do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para divulgação seletiva de delações da Operação Lava Jato, que apura supostas irregularidades em contratos entre a Petrobras e empreiteiras e seus reflexos no financiamento de campanhas eleitorais.

Collor disse que a Revista Veja, mais uma vez, publicou reportagem mentirosa, na qual Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, afirma ter repassado R$ 20 milhões ao grupo do ex-presidente da República. A informação de Ricardo Pessoa foi obtida por meio de divulgação de conteúdo da delação premiada.

Para o senador, o que chama a atenção é a repetição dessa estratégia, em que o grupo do Ministério Público, por meio da Revista Veja, e apenas por intermédio dela, divulga o que interessa das delações, adicionando ao conteúdo o que for necessário para dar a aparência de uma acusação inteligível, disse ele.

Collor disse querer saber por qual motivo somente a Veja tem acesso ao que ele classificou como vazamentos produzidos por Janot, concluindo que a seletividade do procurador-geral da República ocorre não somente em relação aos acusados, mas se estende aos meios de comunicação.

- A minha trincheira, de um lado, está no campo político, e a minha resposta se dá nas urnas. De outro, a trincheira se volta para o campo jurídico, e minha resposta se dá nos tribunais. Meu propósito é e sempre será cumprir a minha missão política, o meu dever público, mas também desnudar as infectas entranhas dos responsáveis ou das reprováveis práticas de obtenção das delações compartilhadas – disse. (Tribuna da Bahia)

Mulher toma sol em uma praia durante dia quente e ensolarado em Arcachon, perto de Bordeaux, na França (Foto: Regis Duvignau/Reuters)

Mulher toma sol em uma praia durante dia quente e ensolarado em Arcachon, perto de Bordeaux, na França 

As ondas de calor que atingem parte da Europa nesta semana são normais, mas incomuns.

Mas devido aos efeitos do aquecimento global – que têm como consequência a mudança climática – a frequência, intensidade e alcance destes fenômenos extremos aumentarão a curto prazo.

Perante esta realidade, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram nesta quarta-feira (1), de forma conjunta, novas orientações para poder fazer frente aos riscos para a saúde por essas situações.

“As ondas de calor são um fenômeno natural perigoso que cada vez requer mais atenção”, manifestaram o diretor do Escritório de Prognóstico do Clima e de Adaptação à Mudança Climática da OMM, Maxx Dilley, e a diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira.

“Não têm o caráter espetacular e nem a violência repentina de outros perigos, como os ciclones tropicais e as enchentes repentinas, mas suas repercussões podem ser severas”, agregam.

Durante os últimos 50 anos, as ondas de calor ficaram cada vez mais frequentes. A duração, a frequência e a intensidade das mesmas provavelmente aumentarão na maioria das zonas terrestres ao longo deste século, segundo o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC).

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia a retomada das relações diplomáticas com Cuba nesta quarta-feira (1) (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia a retomada das relações diplomáticas com Cuba nesta quarta-feira (1) (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (1º) que seu país retomou relações diplomáticas com Cuba e que os dois países irão abrir embaixadas nos respectivos territórios.

Segundo Obama, ainda no verão americano o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, irá a Cuba para hastear a bandeira dos EUA novamente em Havana.

“Mais de 54 anos atrás, no coração da Guerra Fria, os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Cuba. Hoje posso anunciar que retomamos as relações diplomáticas e vamos reabrir nossa embaixada nos dois países”, disse Obama no jardim da Casa Branca.

O presidente americano ressaltou que está diante de um passo histórico, e afirmou que o progresso ocorrido nas relações entre os dois países mostra que “não devemos ficar presos no passado”.

“Um ano atrás poderia parecer impossível que os Estados Unidos um dia voltariam a hastear nossa bandeira… sobre uma embaixada em Havana”, disse Obama.

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(Foto reprodução/Google)

Por Matheus Leitão

O juiz Sérgio Moro repetiu em despacho o raciocínio de que o mesmo “modos operandi, cartel, ajuste de licitações e propinas” na Petrobras “foi reproduzido em outros âmbitos da Administração Pública”.

Segundo o magistrado que conduz as ações penais da Lava Jato, existe a suspeita de “pagamentos de propinas no segundo semestre de 2014, quando já [era] notória a investigação”. O juiz deu as declarações com base na delação de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Correa.

Moro disse ser “perturbadora” a afirmação de delatores “de que, em agosto de 2014, ou seja, quando as investigações da Lava Jato já haviam se tornado públicas, as empreiteiras, entre elas a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, reuniram-se para discutir, entre outros assuntos, o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras”.

O juiz afirma que declarações sobre a possibilidade de fraudes junto “à Hidrelétrica de Belo Monte e Angra 3 ainda precisam ser melhor apuradas, mas elas têm plausibilidade considerando os fatos já provados nos contratos da Petrobrás”.

Procurada pelo blog, a Odebrecht afirmou que “nunca participou de oferecimento ou pagamento de propina em contratos com qualquer cliente público ou privado, o que obviamente inclui as obras de Angra 3 e Belo Monte, portanto não reconhece como verdadeiras as afirmações do criminoso colaborador que, visando obter a sua liberdade, em razão de prisão preventiva, não tem qualquer compromisso com a verdade”.

Segundo a construtora, “o próprio Juiz, no despacho que homologou a delação premiada de Dalton Avancini, alertou que o conteúdo dos depoimentos prestados é ‘de questionável valor para a Justiça Criminal’”.

A Andrade Gutierrez informou que vem sendo “consultada com frequência sobre informações contidas em documentos a que não teve acesso e esclarece que não se manifestará sobre tais conteúdos”. No entanto, a companhia “reitera que nunca participou de formação de cartel ou fraude em licitações, assim como nunca fez qualquer tipo de pagamento indevido a quem quer que seja, nem participou de esquemas ilícitos de favorecimento a políticos”.

A construtora explicou que, “como vem fazendo desde o início da Operação Lava Jato, não tem ou teve envolvimento com os fatos hoje investigados e vem mais uma vez repudiar as acusações feitas à empresa”.
Já a Camargo Corrêa explicou que “está colaborando com as investigações ainda em curso e desenvolve esforços para sanar irregularidades e aprimorar sua governança corporativa”. (G1)

João Vaccari Neto e Renato Duque

DUPLA DA PROPINA – João Vaccari Neto e Renato Duque: arrecadação de propina para políticos do PT(Folhapress/Estadão Conteúdo)

O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato, confirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto atuava como interlocutor do partido na arrecadação de propina de contratos da Petrobras. Mais: disse que Vaccari mandava bilhetes exigindo o pagamento de dinheiro sujo.

Segundo Barusco, a arrecadação de vantagens indevidas na estatal era “endêmica” e “institucionalizada” e abasteceu o PT pelo menos desde 2004.

Conforme o delator, os cofres do PT passaram a receber propina da Petrobras há pouco mais de onze anos, mesmo período em que Barusco e o então diretor de Serviços da estatal Renato Duque também deram início ao rateio de vantagens indevidas recolhidas de empreiteiras.

Na diretoria chefiada por Duque, a propina era normalmente de 1% dos valores dos contratos, sendo 0,5% para funcionários da estatal e 0,5% para o PT. “O Duque falava: ‘Isso aqui é metade do partido, metade da casa’. E eu cuidava da parte da casa”, relatou ele. Na gestão do João Vaccari como tesoureiro do partido, era ele quem tomava conta dessa parte da propina”, completou. Questionado sobre repasses ao PT, foi direto: “Nas tabelas que eu fazia de divisão sempre tinha”.

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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (1º) ser “insustentável” o reajuste de até 78% aprovado a servidores do Judiciário nesta terça (30) pelo plenário do Senado. Dilma deu a declaração após visitar o Complexo do Google, em São Francisco, na Califórnia (EUA), mas não disse se vetará a mudança.

O projeto de lei prevê que o aumento – entre 53% a 78,56% – será concedido de acordo com a função exercida por cada servidor. Pelo projeto, o reajuste será escalonado, de julho de 2015 até dezembro de 2017, e o pagamento será feito em seis parcelas.

Com a aprovação no Senado, o reajuste agora depende da sanção da presidente Dilma. Caso ela opte por vetar, o Congresso deverá analisar o veto.

“Nós achamos lamentável [o reajuste], até porque é insustentável para um país como o nosso – em qualquer circunstância – dar níveis de aumento tão elevados”, declarou a presidente.

Mais cedo, também em São Francisco, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que o aumento é “incompatível” com o atual cenário econômico do país e deverá ser vetado pela presidente.

O governo era contrário ao projeto em razão do impacto nas contas públicas. Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento custará R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos. Um requerimento para adiamento da votação chegou a ser apresentado no plenário, mas foi rejeitado. Somente a bancada do PT votou a favor do requerimento.

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(Foto reprodução/Google)

A Petrobras informou ao mercado nesta quarta-feira (1) que estuda a abertura de capital da Petrobras Distribuidora S.A. (BR) – ou seja, a possibilidade de negociar ações da BR Distribuidora, que atua na distribuição de combustíveis, na bolsa de valores.

A diretoria executiva da empresa se reuniu na terça-feira (30) e decidiu iniciar os estudos sobre possibilidades estratégicas para a subsidiária. Além da abertura de capital, outra possibilidade que será explorada é a de “atração de um sócio estratégico”.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais, informou que, até a noite desta quarta, não havia sido registrada nenhuma ação para a abertura de capital da BR Distribuidora.

“A presente comunicação não deve ser considerada como anúncio de oferta e a realização da mesma dependerá de condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional”, ressaltou a Petrobras no comunicado.

“Esta iniciativa faz parte do Plano de Desinvestimento da Petrobras e, caso a abertura de capital venha a ocorrer, se dará através de oferta pública secundária de ações da referida companhia”, diz ainda o texto.

A abertura de capital é uma maneira de captar recursos no mercado privado. Esses recursos podem ser utilizados para investimentos da empresa.

A Petrobras vai investir menos nos próximos anos. O Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 prevê US$ 130,3 bilhões em investimentos – uma redução de 37% na comparação com o plano anterior, de 2014 a 2018.

O novo Plano de Negócio foi aprovado na sexta-feira (26) pelo Conselho de Administração da estatal. A companhia informou que o plano tem como “objetivos fundamentais a desalavancagem da companhia e a geração de valor para os acionistas”. Recentemente, a estatal divulgou que teve o primeiro prejuízo desde 1991. As perdas com esquema de corrupção, que é investigado pela Operação Lava Jato, chegaram a R$ 6,194 bilhões no ano passado.

Para melhorar a situação das contas, além de reduzir investimentos, a empresa também pretende vender bens e outros ativos – é o chamado desinvestimento. O montante de venda previsto para este e o próximo ano soma US$ 15,1 bilhões.

A BR Distribuidora, criada em 1971, tem atualmente uma rede de 7,5 mil postos de serviços em todos os estados e abastece também 10 mil grandes clientes entre indústrias, termelétricas, companhias de aviação e frotas de veículos, segundo informações do site da empresa. (G1)

A droga foi localizada dentro de um veículo que estava na garagem - Foto: Divulgação | Polícia Federal

A droga foi localizada dentro de um veículo que estava na garagem

Três homens suspeitos de tráfico de drogas foram presos em flagrante pela Polícia  Federal (PF) no bairro de Ondina, em Salvador, na noite do último domingo, 28. Eles estavam hospedados em um hotel e foram flagrados com 36 Kg de cocaína. A informação sobre a prisão só foi divulgada pela polícia nesta quarta-feira, 1º.

Segundo a PF, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/BA) realizaram a abordagem no momento em que o trio retornava de um restaurante, por volta das 23h30. Os suspeitos já estavam sendo investigados há cerca de um mês.

A droga estava escondida em um carro, um Corolla com placa de São Paulo, estacionado na garagem do hotel. A cocaína se encontrava em um fundo falso do banco traseiro e no painel frontal do veículo.

Ainda de acordo com a polícia, a quadrilha é oriunda dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas trazia a droga da cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Todos foram conduzidos para a Cadeia Pública de Salvador, onde ficarão à disposição da Justiça. ( A Tarde)

Vereador mantem relação com adolescente de 14 anos - Foto: Divulgação

Vereador mantem relação com adolescente de 14 anos

O vereador Valdomiro Galdino dos Santos (PT), de 59 anos, que atua na cidade de Matuípe (distante a 245 km de Salvador), foi indiciado pela Polícia Civil da cidade de Valença (a 122 km da capital) após ser denunciado por estupro de vulnerável por manter um relacionamento com uma adolescente de 14 anos, com quem já tem um filho. A informação foi confirmada pela 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de Valença.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público e o vereador corre o risco de ter o mandato cassado. De acordo com o blog Boca do Povo, o presidente da Câmara de Vereadores de Matuípe, Júnior Cardoso, informou que a Casa já abriu uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para analisar se houve crime de quebra de decoro parlamentar.

A comissão da Câmara tem 90 dias para finalizar o processo e votar. Caso exista a confirmação de crime parlamentar, o pedido de cassação será feito. A CEI é composta por três vereadores: Paulo Argolo Barreto, presidente da Comissão, Edvaldo Santos, relator, e Adneia de Jesus Pereira, vogal – pessoa com direito a voto em uma assembleia.

A Câmara informou que o vereador Valdomiro já foi convocado para prestar esclarecimentos, mas ainda não compareceu à comissão. A adolescente, os pais dela, o Conselho Tutelar de Valença, a Delegacia Territorial de Valença e o Ministério Público também devem ser ouvidos pela CEI. (A Tarde)

Suspeita de matar grávida e roubar bebê confessa crime em Ponte Nova (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A suspeita de matar uma grávida e roubar o bebê confessou que o cortou com uma lâmina a barriga e o útero da vítima para fazer o parto. Segundo ela, Patrícia Xavier da Silva, 21 anos, estava desacordada no momento. O crime aconteceu na cidade de Ponte Nova, em Minas Gerais. O corpo da grávida foi achado na zona rural da cidade ontem.

Gilmária Silva Patrocínio foi detida hoje próximo ao local onde o corpo de Patrícia foi achado. Inicialmente ela negou a versão, mas acabou caindo em contradições e confessando. Ela afirmou que simulou que estava grávida para manter o casamento com o marido e que premeditou o crime.

Depois de retirar o bebê da barriga de Patrícia, Gilmária levou o recém-nascido para casa e acionou os bombeiros alegando ter tido um parto em casa e que precisava de socorro. Ela e a criança foram encaminhados a um hospital da região.

Testemunhas viram a suspeita com a vítima próximo ao local do crime, uma construção abandonada. No hospital, também houve desconfiança quanto à versão de Gilmária do parto em casa. Um andarilho que dormia no imóvel e que chegou a ser confundido com marido de Gilmária também está preso, mas nega envolvimento no crime.

Um exame de DNA no bebê, que passa bem, já foi pedido. A mãe da vítima disse que espera ter a guarda do neto. “A única coisa que sobrou para nós é o bebê. Porque ela a gente jamais vai poder ter”, disse à TV Globo. (Correio da Bahia)

O ex-deputado André Vargas na CPI da Petrobras

O ex-deputado André Vargas na CPI da Petrobras(Vagner Rosario/VEJA)

Publicitários, produtores e cineastas do mercado publicitário prestaram depoimento nesta quarta-feira ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, e reforçaram a tese do Ministério Público de que o ex-deputado petista André Vargas recebia dinheiro de bônus de volume de agências publicitárias por meio das empresas fantasmas LSI e Limiar. As duas empresas eram ligadas a Vargas, mas os investigadores afirmam que as firmas serviam de fachada para lavagem de dinheiro. A Operação Lava Jato detectou um esquema de repasse de dinheiro realizado pela agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada pelo Ministério da Saúde, pela Caixa Econômica Federal e pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Segundo a Polícia Federal, a agência repassava 10% dos ganhos a título de bônus de volume a empresas de Vargas e seu irmão, Leon, sem haver qualquer prestação de serviço que justificasse os pagamentos.

Na prática, em vez de pagar o bônus à agência principal, prática comum no mercado da publicidade, as produtoras subcontratadas pela Borghi/Lowe para gravar filmes publicitários e spots de rádio para órgãos públicos – e que de fato prestavam serviços – pagaram para as duas empresas de Vargas e seu irmão.

A publicitária Silvia Neves Sivieri, diretora comercial da produtora Sagaz, por exemplo, confirmou ter feito pagamentos de bônus de volume para a Limiar e a LSI sem saber que as empresas não eram vinculadas à Borghi/Lowe. “O bônus de volume deveria voltar para a Borghi/Lowe, mas eu tinha uma relação de tanta confiança que nunca me ative que isso não era uma nota legal ou que não era uma nota lícita. Eu achei que essa nota era uma nota deles”, disse a testemunha. De acordo com ela, o publicitário Ricardo Hoffmann, apontado pelos investigadores como parceiro de André Vargas no esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro, orientou que os pagamentos dos bônus de volume fossem feitos para a Limiar e para a LSI.

O cineasta Hugo Prata Filho, dono da Zulu Filmes, também afirmou no depoimento à Justiça ter pago os bônus de volume de contratos publicitários, por orientação de Ricardo Hoffmann, às empresas de André Vargas, sem, contudo, saber que a Limiar e a LSI não eram vinculadas à Borghi/Lowe. “Em uma reunião que fizemos com os advogados, o senhor Ricardo Hoffmann falou que fazia isso porque o senhor André Vargas pedia isso para ele. Ele não negou [o pedido] e repassou para a gente. Ele foi bastante vago e não disse [porque André Vargas havia pedido os repasses]“, relatou. “Quando recebi a notificação, para a minha surpresa, a gente descobriu que não era uma empresa do grupo Lowe. A gente pagava para essa empresa LSI o bônus de volume”, completou o dono de uma produtora de som E-noise Rodrigo Pereira Prado, também contratada pela Borghi.

Nesta quarta-feira, em um dos processos a que o ex-deputado André Vargas responde na Operação Lava Jato, seis testemunhas foram ouvidas pelo juiz Moro, incluindo dois funcionários das empresas do político. Além dos publicitários, que confirmaram repasses para as empresas fantasmas, Rodrigo Kasuo Yoshitani e Alessandra Gonçalves Sasaki disseram terem sido contratados pela empresa LSI, a convite do irmão de André Vargas,para serviços administrativos, mas nunca viram nenhum cliente ou qualquer outro funcionário da empresa. (Veja)

Polícia Federal

Polícia Federal deflagra operação Vícios, que investiga esquema de fraude em contratos da Casa da Moeda(Vagner Rosário/VEJA.com)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a Operação Vícios, que tem como alvo fraude em contrato referente à implantação do sistema de controle de produção de bebidas, que compete à Casa da Moeda. A contratação resultou em faturamento no valor de 6 bilhões de reais e envolveu pagamentos de propina que chegam a 100 milhões de reais para servidores da Receita Federal e da Casa da Moeda – ambos subordinados ao Ministério da Fazenda.

Os mandados são cumpridos nas dependências da Receita, Casa da Moeda e na sede da empresa Sicpa Brasil Indústria de Tintas e Sistemas, além de residências e escritórios de investigados. São 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A Justiça também determinou o sequestro dos bens dos principais investigados e quebra de sigilos fiscal e bancário. Participam da operação cerca de setenta policiais federais e doze servidores da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda. A investigação conta também com o apoio da Auditoria Interna da Casa da Moeda e do Ministério Público Federal.

Em 2012, o então presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci foi demitido do cargo após a imprensa revelar suspeitas de recebimento de propina de fornecedores do órgão por meio de firmas abertas no exterior em nome dele e da filha. Denucci havia sido indicado para o cargo pelo PTB e foi mantido no posto pelo então ministro da Fazenda Guido Mantega, mesmo após perder o apoio da sigla. Após o escândalo, a diretoria do órgão foi substituída por técnicos.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos do Rio de Janeiro vem investigando fraudes no contrato de prestação de serviços. A suspeita era de que empregados da Casa da Moeda estavam tentando direcionar licitação para a recontratação da empresa Sicpa, para a operação do Sistema de Controle da Produção de Bebidas (Sicobe) – que prevê a instalação, nas linhas de produção de bebidas frias (cervejas, refrigerantes, sucos, águas minerais e outras), de equipamentos contadores de produção, bem como de sistema para o controle, registro, gravação e transmissão dos quantitativos medidos à Receita Federal, para fins de tributação.

De acordo com a nota da Fazenda, a implantação do Sicobe começou em 2008 por meio de contrato firmado por inexigibilidade de licitação, mas as investigações levantaram indícios de que essa contratação foi fraudulentamente direcionada à empresa Sicpa. “Foram ainda colhidas evidências de que o novo processo licitatório para o Sicobe, realizado entre 2014 e 2015, também foi fraudado para beneficiar a mesma empresa”. Ainda será investigado se o sistema de controle da produção de cigarros, anterior ao Sicobe, também foi objeto de contratação fraudulenta na Casa da Moeda.

“Até o momento, existem indícios de que cerca de 100 milhões de reais tenham sido pagos em propina para servidores da Receita Federal e empregados da Casa da Moeda, razão pela qual já foram instauradas sindicâncias patrimoniais, no âmbito da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, para avaliar seu possível enriquecimento ilícito”, informa a Fazenda. (Veja/Com Estadão Conteúdo)

 

Alguns parlamentares aderiram ao protesto contra redução da maioridade - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Alguns parlamentares aderiram ao protesto contra redução da maioridade

A redução da maioridade foi rejeitada pela Câmara de Deputados em votação que terminou na madrugada desta quarta-feira, 1º, mas a maioria dos parlamentares baianos foi favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171. O projeto reduziria a maioridade penal de 18 para 16 anos para alguns crimes.

Dos 38 deputados eleitos por baianos, 21 aprovaram o texto substitutivo da PEC, 16 foram contra e um (Irmão Lázaro) se absteve de votar. A maioria dos parlamentares seguiu o voto do partido. A exceção ficou para Fernando Torres e Paulo Magalhães, que foram contra a redução, enquanto seus colegas do PSD votaram a favor.

O PTB também não teve um voto padrão. Portanto, Antônio Brito foi contra a PEC e Benito Gama, a favor. O mesmo aconteceu no PTC de Uldurico Júnior (votou contra), PTN de Bacelar (contra) e Solidariedade de Arthur Oliveira Maia (a favor).

Leia na íntegra/Confira votação do deputados baianos

A presidente Dilma Rousseff durante reunião com empresários brasileiros e investidores norte-americanos no hotel St.Regis, em Nova York

Dilma Rousseff: reprovação de 68%(Kena Betancur/AFP)

A crise política por que passa o governo Dilma Rousseff derrubou a aprovação da presidente para um dígito, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira. De acordo com o levantamento, 68% dos brasileiros consideram o governo Dilma ruim ou péssimo – pior marca já atingida por um presidente desde a redemocratização do país. Até agora, o recorde negativo pertencia a José Sarney, em julho de 1989. Apenas 9% dos brasileiros consideram o governo bom ou ótimo – número pouco melhor do que o registrado por Sarney naquele ano: 7%.

O levantamento foi realizado entre 18 e 21 do mês passado, antes, portanto, da revelação, por VEJA, do conteúdo do depoimento prestado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa em acordo de delação premiada. Apontado como chefe do chamado clube do bilhão, o dono da UTC afirmou aos investigadores que foi coagido pelo hoje ministro Edinho Silva a doar dinheiro para a campanha de Dilma à reeleição. Edinho foi tesoureiro da campanha da petista ao Planalto no ano passado.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais e o grau de confiança é de 95%. (Veja/Com Estadão Conteúdo)

 

Sessão extraordinária para discussão e votação da PEC da maioridade penal no plenário da Câmara dos Deputados - 30/06/2015

Sessão extraordinária para discussão e votação da PEC da maioridade penal no plenário da Câmara dos Deputados – 30/06/2015(Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Faltaram cinco votos para que a proposta que reduz a maioridade penal fosse aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. O resultado seria diferente se a bancada do PSDB tivesse votado unida em torno da orientação do partido. A sigla foi parte fundamental do acordo que deu forma ao texto apreciado em plenário. Mas cinco parlamentares da sigla marcaram voto “não”: Max Filho (ES), Mara Gabrilli (SP), João Paulo Papa (SP), Eduardo Barbosa (MG) e Betinho Gomes (PE). (Veja/Gabriel Castro, de Brasília)

José Dirceu e Milton Pascowitch

José Dirceu e Milton Pascowitch

O empresário Milton Pascowitch contou, em depoimento prestado à força-tarefa da Operação Lava Jato, que intermediou pagamento de propina ao PT e ao ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu para garantir contratos da empreiteira Engevix com a Petrobras. Segundo reportagem desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, o mais novo delator do escândalo do petrolão relatou que Dirceu se tornou uma espécie de “padrinho” dos interesses da empreiteira na estatal. Ligado ao ex-homem-forte do governo Lula, o lobista Pascowitch fechou acordo de delação premiada com a Justiça, homologado na segunda-feira pelo juiz federal Sérgio Moro.

Dono da consultoria Jump Engenharia, Pascowitch foi contrato pela Engevix para aproximá-la do PT e facilitar negócios na Petrobras. Ele é um dos elos entre a empreiteira e a Diretoria de Serviços da petroleira, que era ocupada por Renato Duque, indicado pelo PT ao cargo. O lobista foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.

Leia na íntegra/Tire dúvidas

O PT SEM RUMO NA CPI DA PETROBRAS

Wadih Damous

O deputado Wadih Damous: ‘ojeriza’ a delatores(VEJA.com/Agência Brasil)

Depois de o ex-presidente Lula orientar a reação dos parlamentares petistas diante da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, os deputados do partido precisaram de pouco tempo para demonstrar como a estratégia adotada é rasa. Na sessão da CPI da Petrobras nesta terça-feira, Wadih Damous (PT-RJ), escalado pelo próprio Lula para fazer parte da CPI no lugar de Afonso Florence (PT-BA), bradou contra os “dedo-duros”: “Tenho ojeriza ao dedo-duro, ao alcaguete. O delator nunca o faz espontaneamente. O delator mostra uma falha de caráter originária.”, disse ele. Já o colega Jorge Solla (PT-BA) achou outro culpado: os veículos de imprensa que divulgam o conteúdos dos depoimentos. “Não é possível que não tenha uma penalidade para o veículo de comunicação que faz a divulgação de um documento que está proibido de ser divulgado”, disse o petista – que, por ignorância ou má-fé, se esquece de que a obrigação de sigilo vale apenas para agentes públicos e não para os veículos de comunicação. (Veja/Gabriel Castro, de Brasília)

 

Vista para o Central Park

Vista para o Central Park

Quarto

Quarto

Sala de jantar

Sala de jantar

Sala de estar

Sala de estar

Custou 11 000 dólares por noite a suíte que Dilma ficou em Nova York, no Hotel St Regis, na esquina da Quinta Avenida com a Rua 55.

Dilma ocupou por duas noites a suíte Tiffany, decorada pelo diretor de design da grife cobiçada por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo. Com 158 metros quadradros, tem uma sala de jantar para dez pessoas e uma sala de estar.

Incluindo a noite anterior à chegada de Dilma, quando tradicionalmente o quarto é vistoriado pela segurança da Presidência, o total da conta não ficou abaixo de 102 000 reais, na cotação do dólar de 3,10 reais de ontem.

Mas certamente, em tempos de ajuste fiscal, a presidente deve ter pedido um desconto para dar o bom exemplo. (Veja)

Por Lauro Jardim

 

“Tão bom morrer de amor! e continuar vivendo.”

 Mário Quintana

A Vila onde o Chaves vive aprontando suas peraltices vai ficar mais divertida, desta vez muitas confusões e surpresas vão deixar o casamento de Dona Florinda na memória de todos.

Venha se divertir com Chaves, Kiko, Chiquinha, D. Florinda, Prof. Girafales, S. Madruga, D.Clotilde e grande elenco.

Um belíssimo espetáculo para toda a família!

Serviço:

Local: Centro Cultural Ceciliano de Carvalho

Data: 19 de julho (domingo)

Horário: 19h

Ingressos antecipados: Salão Marivalda

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Sessão extraordinária para discussão e votação da PEC da maioridade penal no plenário da Câmara dos Deputados - 30/06/2015

Sessão extraordinária para discussão e votação da PEC da maioridade penal no plenário da Câmara dos Deputados – 30/06/2015(Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados derrotou nesta terça-feira a proposta que reduziria a maioridade penal em casos de crimes graves. A medida, que previa a punição de adolescentes a partir dos 16 anos, precisava de 308 fotos favoráveis. Obteve 303, ante 184 contrários e três abstenções. Agora, embora haja outras propostas do tipo em tramitação, o mais provável é que o tema não avance nessa legislatura.

O PT e o governo se articularam até a última hora para mudar o voto de parlamentares indecisos, e o esforço funcionou. A bancada do PROS, por exemplo, votou contra a medida após um telefonema do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. PSB, PPS, PCdoB, PDT, PV e PSOL orientaram suas bancadas a votar a contra a redução.

O texto rejeitado é o relatório feito pelo deputado Laerte Bessa (PSC-DF) sobre uma PEC do ex-deputado Benedito Domingos (PP-DF). A proposta de Domingos reduzia a maioridade penal para 16 anos em todos os casos. Inicialmente, Bessa apoiou a regra. Depois, para aumentar as chances de aprovação e reduzir os riscos de um questionamento judicial da proposta, ele optou por manter a regra atual mas excluir dela os adolescentes de 16 e 17 anos que cometem crimes graves como homicídio, estupro, sequestro, tortura, tráfico de drogas e roubo qualificado.

Pela proposta, os menores de idade que se enquadrarem na nova regra ficariam presos em unidades ou alas separadas. Eles não se misturariam nem com os presos comuns, nem com os outros adolescentes infratores.

A sessão foi longa. De um lado, os contrários à mudança argumentavam que a redução da maioridade encarcerará adolescentes que seriam recuperáveis e nada faria para combater o crime. Do outro, os defensores da proposta afirmavam que a mudança era uma questão de justiça e se tornara urgente porque reestabeleceria na lei uma proporção aceitável entre o crime cometido e a punição aplicada.”Qual é a justificativa que pode ter para se suprimir a vida de alguém? Não existe justificativa. Tenha o autor do crime a idade, a classe social e a formação que tiver”, disse o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que defendeu voto favorável à medida.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) afirmou que, como não há espaço adequado para que esses jovens sejam mantidos separados dos demais presos, eles conviverão com criminosos comuns: “Eles serão exército de mão de obra de reserva do crime organizado. Estarão na pós-graduação do crime”, afirmou.

Já Moroni Torgan (DEM-CE), atacou o discurso dos opositores da mudança:”É a educação que nós queremos. Mas onde a educação não deu jeito não podemos deixar a impunidade prosperar. É a vida do nosso povo que está em jogo”.

Minutos antes da votação, o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), previa que a proposta seria derrubada no Senado se passasse na Câmara. “Essa PEC não tem risco de passar. Se passar aqui não passa no Senado”, opinou.

Muitos manifestantes contrários à proposta da redução não puderam entrar nas galerias da Câmara, que tem número limitado de cadeiras. Por isso, eles protestaram nos corredores do Congresso e chegaram a hostilzar deputados. Heráclito Fortes (PSB-PI) chegou a cair no chão enquanto tentava ultrapassar uma barreira de manifestantes. Do lado de fora do Congresso, militantes também entraram em confronto com a polícia. (Veja)

Votação sobre a maioridade penal é marcada por vários protestos (Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados)

Durante a votação relacionada à PEC da redução da maioridade penal, os líderes de partidos como o PSDB, DEM, PMDB e PSD afirmaram que vão orientar suas bancadas para votar a favor da proposta. Do outro lado, os líderes do PT, Psol, PDT e PPS confirmaram pela tarde que orientarão contrários à medida.

Na sessão desta terça-feira (30), os deputados devem votar o substitutivo apresentado pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF) à PEC 171/93 na comissão especial da maioridade penal. O texto define que a responsabilização penal de jovens entre 16 e 17 anos não será integral. A sugestão do colegiado é que ela fique restrita a crimes hediondos (homicídio qualificado, latrocínio, sequestro, estupro), tráfico de drogas, casos de terrorismo, lesão corporal grave e roubo qualificado.

Após várias reuniões partidárias, as bancadas do PSDB, do chamado blocão (que reúne o PMDB, PP, PTB, PSC, PHS, PEN), do DEM e do PSD fecharam questão a favor do texto do deputado Laerte Bessa. Juntas, estas bancadas reúnem 260 parlamentares. Do outro lado, as bancadas que já se manifestaram contra a redução da maioridade penal: PT, Psol, PDT e PPS juntam 97 parlamentares.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é a favor da redução da maioridade penal adiou ao máximo o início da votação para garantir o quorum máximo. Deputados a favor da proposta alegam que quanto maior o número de parlamentares em plenário, maiores as chances da PEC ser aprovada. Para passar em primeiro turno, a PEC da maioridade penal precisa de, pelo menos, 308 votos.

Os líderes partidários fizeram um acordo de procedimentos para que a votação da proposta de redução da maioridade penal no Plenário da Câmara ocorra sem obstrução, com dez parlamentares falando a favor da proposta e dez discursando contra.

O líder da Minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), disse que “a sessão deve ser longa, mas, a princípio, sem processo de obstrução”. Tanto ele quanto o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), afirmaram que a maioria dos integrantes de seus partidos votará a favor do relatório de Bessa.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE) disse que a Câmara precisa aprovar uma “proposta viável”. “Precisamos de uma proposta viável. Não podemos agir com a emoção, mas temos que dar uma resposta à sociedade. A PEC é um retrocesso”, ressaltou.

Em resposta aos argumentos do governo de que a redução da maioridade penal teria um forte impacto no sistema prisional, que já está sobrecarregado, Mendonça Filho afirmou que “a discussão é em relação à impunidade ou não”. “A questão do sistema prisional o governo terá que resolver depois. Espero que o governo acabe com o contingenciamento de recursos para que o sistema prisional tenha condições humanas”, acrescentou o líder do DEM. (Congresso em Foco/Com informações da Agência Câmara)

 

Fachada do Palácio do Supremo Tribunal Federal em Brasília (DF)

Fachada do Palácio do Supremo Tribunal Federal em Brasília (DF)(Cristiano Mariz/VEJA)

Em pleno período de ajuste fiscal do governo, o plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira o projeto de lei que estabelece reajustes de até 78,56% para os servidores do Judiciário. Em média, o aumento salarial concedido é de 59,49%. A aprovação foi unânime. Apesar disso, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), anunciou publicamente que o projeto será vetado pela presidente Dilma Rousseff por causa do impacto sobre as contas públicas, calculado em mais de 25 bilhões de reais.

Pelo texto aprovado, o reajuste vai variar de 53% até o máximo de 78,56%, a depender da classe e da categoria do servidor. O pagamento deve ocorrer em seis parcelas, entre julho deste ano e dezembro de 2017. A aplicação do cronograma depende de previsão nas próximas leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A proposta foi negociada com o Executivo e o Judiciário pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), o que permitiu a tramitação rápida, favorecida pelo parecer favorável do relator, senador José Maranhão (PMDB-PB). Os servidores do Judiciário estão sem reajuste desde 2006 e pressionam em busca do aumento.

O governo tentou adiar a votação. O senador Delcídio Amaral apresentou um requerimento com esse objetivo, de modo que o Planalto tivesse mais tempo para negociar com os servidores. O requerimento foi acompanhado por ofícios do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowiski, e do ministro interino do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, solicitando o adiamento da votação. No entanto, todos os partidos votaram contra a proposta e o projeto foi colocado em votação. (Veja/Com Agência Brasil)

O ministro Dias Toffoli, do STF

O ministro Dias Toffoli, do STF(Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli foi escolhido nesta terça-feira como relator do inquérito que reúne conclusões da Polícia Federal sobre as fontes de financiamento do escândalo do mensalão. O processo havia sido destinado ao novo ministro Luiz Edson Fachin, mas o magistrado se declarou impedido e foi substituído. Toffoli atuou como advogado do PT e assessor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos petistas condenados no escândalo do mensalão.

Desdobramento do mensalão, o processo foi autuado no Supremo em 2006 e reúne investigações que não foram utilizadas na denúncia do mensalão apresentada pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. O caso tramita em segredo de justiça e inclui informações sobre a suposta atuação do empresário Marcos Valério junto ao grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, suspeitas de irregularidades em convênios do INSS para o desvio de recursos e a possibilidade de servidores públicos terem recebido dinheiro do esquema. O inquérito tem 79 volumes e cem apensos e estava paralisado desde a aposentadoria do ex-ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão.

Em 2012, Marcos Valério foi condenado a mais de 37 anos de prisão. A maior parte dos políticos penalizados no caso já cumpre prisão domiciliar, entre eles Dirceu. (Veja)

Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental do estaleiro Enseada do Paraguaçu (Maragojipe - BA, 13/07/2012)

Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental do estaleiro Enseada do Paraguaçu (Maragojipe – BA, 13/07/2012)(Roberto Stuckert Filho/PR)

Em sua primeira manifestação sobre a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, a presidente Dilma Rousseff fez questão de dizer que “não respeita delator” e que “nunca” – nunca, ela repetiu – havia recebido Pessoa em audiências no primeiro mandato. É natural que a presidente busque se distanciar do chefe do ‘clube do bilhão’, grupo de construtoras que operou os desvios bilionários na Petrobras. Mas ela não pode dizer que jamais havia estado com Pessoa. Em 13 de julho de 2012, Dilma participou de uma daquelas cerimônias festivas de lançamento de obras públicas: era a vez do estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe, na Bahia. Lá estavam Dilma e três dos empreiteiros presos na Operação Lava Jato: Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS, e ele, Ricardo Pessoa, da UTC. A cerimônia teve direito à quebra de um barril de saquê e a um brinde com a bebida japonesa. (Veja/Da redação)

Copa América: Argentina x Paraguai - 30/06/2015

Lionel Messi comemora o gol de Javier Pastore na vitória da Argentina sobre o Paraguai pela semifinal da Copa América em Concepción, no Chile(Yuri Cortez/AFP)

A Argentina teve grande facilidade diante do algoz do Brasil e garantiu nesta terça-feira a classificação para a decisão da Copa América. Em partida realizada no estádio Collao, em Concepción, a equipe comandada em campo por Lionel Messi humilhou o Paraguai por 6 a 1, garantindo sua vaga para a final contra o anfitrião Chile. Os gols argenitnos foram marcados por Di María (2), Pastore, Rojo, Aguero e Higuain. Apesar de não ter balançado a rede, Messi também brilhou, pois participou de quatro gols, inclusive fazendo grande jogada em uma das vezes em que Di María marcou.

Já o Paraguai, que perdeu González e Roque Santa Cruz por lesão ainda no primeiro tempo, descontou com o atacante Lucas Barrios, pouco antes do intervalo, quando ainda havia esperança da equipe de Ramón Diaz conseguir a vaga. A classificação para a decisão deixa a Argentina, que tem 14 troféus do torneio, com chance de alcançar o maior vencedor da história da Copa América, o Uruguai, que tem 15 conquistas.

A decisão entre Chile e Argentina será realizada no sábado, às 17 horas (de Brasília), no estádio Nacional, em Santiago. Já a disputa pelo terceiro lugar, entre Peru e Paraguai, está agendado para sexta-feira, às 20h30 (de Brasília), em Concepción.

A partida desta terça-feira ainda teve participação brasileira, pois foi apitada por Sandro Meira Ricci, que depois de ter sido muito contestado no jogo entre Chile e Uruguai, teve trabalho sem polêmicas na semifinal. (Veja)

 

(Foto reprodução/Google)

Em meio ao ajuste fiscal promovido pelo governo, o Senado aprovou na noite desta terça-feira em plenário a medida provisória que reajusta a tabela do Imposto de Renda de forma escalonada. A correção varia entre 4,5%, para faixas salariais maiores, e 6,5%, para as menores. O mesmo reajuste foi aprovado pela Câmara há duas semanas.

O texto inclui uma emenda que contraria a área econômica do governo Dilma Rousseff ao conceder uma bilionária isenção de PIS e Cofins para o óleo diesel.

A tendência é que a presidente Dilma Rousseff vete a emenda. A contragosto da equipe econômica, que teme uma perda de arrecadação mensal de 1,15 bilhão de reais ou 13,8 bilhões de reais por ano, a isenção do PIS/Cofins foi incluída pela Câmara dos Deputados há duas semanas sob argumento de atender a uma demanda dos caminhoneiros e favorecer o agronegócio.

Outra emenda aprovada pelo Senado concede a professores e seus dependentes a possibilidade de deduzir pagamento de despesas com aquisição de livros. A medida provisória que reajusta o IR perderia a validade no dia 8 de julho e, dessa forma, não haveria prazo para que os senadores rejeitassem emendas e o texto fosse devolvido para a apreciação da Câmara.

O líder do PMDB no Senado e relator da MP original da corregação da tabela, Eunício Oliveira (CE), criticou a inclusão dos “jabutis” – matérias estranhas ao que foi enviado pelo Poder Executivo. Segundo ele, a medida provisória foi fruto de um acerto do Congresso com a equipe econômica. “Havia o compromisso para não incorporar nenhuma emenda”, afirmou. (Veja/Com Estadão Conteúdo)

 

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