LAVA JATO: MOMENTO DA PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU

José Dirceu, preso na 17ª fase da Lava Jato, é levado pela PF (Foto: Reprodução/TV Globo)

José Dirceu, preso na 17ª fase da Lava Jato, é levado pela PF

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (3), o ex-ministro José Dirceu e o irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, durante a 17ª fase da Operação Lava Jato.

Desde as 6h, a PF cumpre 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.

Segundo a PF, Dirceu foi detido em casa, em Brasília, onde cumpria prisão domiciliar por condenação no mensalão. O mandado contra ele é de prisão preventiva – por tempo indeterminado. Já Luiz Eduardo de Oliveira e Silva foi detido em Ribeirão Preto (SP) e cumprirá prisão temporária, que tem duração de 5 dias.

Roberto Podval, advogado que representa José Dirceu, afirmou que primeiro vai entender as razões que levaram à prisão do ex-ministro da Casa Civil para depois se posicionar.

Segundo a assessoria da superintendência da PF em Brasília, para onde Dirceu foi levado, o planejamento inicial é que o ex-ministro seja transferido para Curitiba, onde estão todos os presos da Lava Jato, ainda nesta segunda. Mas pode haver atraso, porque a transferência deve ser informada à Vara de Execuções Penais do DF e também autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução das penas do mensalão.

O gabinete do ministro do STF ainda não foi informado sobre a prisão de Dirceu pelo juiz Sergio Moro, que julga ações sobre a Lava Jato na primeira instância. Isso deve ocorrer ainda nesta manhã.

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LAVA JATO: JOSÉ DIRCEU DE VOLTA PARA A CADEIA

DISFARCE – José Dirceu faturou 39 milhões de reais supostamente prestando serviços de consultoria. Os documentos de Pessoa mostram que o dinheiro usado para pagar o ex-ministro saiu da conta-propina do PT, abastecida com dinheiro desviado da Petrobras

DE VOLTA PARA A CADEIA – Dirceu é um dos alvos da 17ª fase da Lava Jato(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Nove meses após deixar o presídio da Papuda para cumprir prisão domiciliar, o ex-ministro-chefe da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu volta para a cadeia nesta segunda-feira. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal na 17ª fase da Operação Lava Jato e será transferido para a carceragem do órgão em Curitiba – cidade em que outro petista ilustre, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, está preso desde abril. O nome desta fase da Lava Jato – Pixuleco – faz referência justamente ao termo que Vaccari usava para se referir ao dinheiro de propina com que a empreiteira UTC abastecia o caixa do PT.

Cerca de 200 agentes cumprem quarenta mandados em Brasília e nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro: 26 de busca e apreensão, três de prisão preventiva, cinco de temporária e seis de condução coercitiva. A Justiça decretou, ainda, o sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros dos alvos da investigação. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a Pixuleco mira “pagadores e recebedores de vantagens indevidas oriundas de contratos com o Poder Público”. (Veja)

UM AGOSTO IMPREVISÍVEL

(Foto reprodução/Google)

Por Gerson Camarott

O mês de agosto é aguardado com apreensão em Brasília. No Palácio do Planalto, as próximas semanas devem servir como termômetro para avaliar a real dimensão da crise política.

O governo enfrentará vários testes no Congresso Nacional. Enfraquecida politicamente, a presidente Dilma Rousseff pediu apoio dos governadores para barrar matérias que elevam o gasto público, a chamada “pauta-bomba”.

Mas até mesmo os articuladores políticos do governo estão pessimistas. Para tentar recuperar parte da base aliada, o Palácio do Planalto avisou aos parlamentares que vai liberar até o fim do ano R$,4,9 bilhões em emendas.

Mesmo assim, o governo teme que os desdobramentos da Operação Lava Jato possam ampliar a instabilidade política no Congresso Nacional.

Em março deste ano, a governabilidade da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional foi abalada de forma definitiva com a divulgação da famosa lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os nomes de dezenas de políticos que passaram a ser investigados, com autorização do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. Entre eles, estão os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A constatação no Planalto é que, em agosto, com a divulgação de outra lista – a de denunciados –, a situação política pode ficar imprevisível. (G1)

 Trabuco: com apetite para briga

Trabuco: com apetite para briga

O Bradesco confirmou o favoritismo: no início da madrugada desta segunda-feira, anunciará a compra da operação brasileira do HSBC, o sétimo maior banco do país. O Banco Central foi avisado hoje à noite do desfecho da transação.

Se o êxito do Bradesco não é exatamente uma surpresa, o valor pago é: 5,2 bilhões de dólares – ou 17,6 bilhões de reais. Nas últimas semanas, as estimativas para o negócio variavam para algo entre dez e doze bilhões de reais.

Com a compra o banco presidido por Luiz Trabuco não recupera a posição de banco privado número 1 do Brasil, que está nas mãos do Itaú desde a incorporação do Unibanco em 2008, mas se aproximou  bastante do líder.

Por Lauro Jardim

 

 

Morre ao 95 anos, Orlando Orfei, um dos maiores nomes do circo

Morre ao 95 anos, Orlando Orfei, um dos maiores nomes do circo (VEJA.com/Divulgação)

Mesmo uma criança, em dias de circos sem animais e submetidos ao moderno e muitas vezes pretensioso charme da trupe universal do Cirque du Soleil, induzida a citar o nome de circo famoso diria: Orlando Orfei. No Brasil ao menos, ele sempre foi sinônimo de circo tradicional. Mundialmente reputado, Orfei morreu na noite de sábado (1), aos 95 anos, de pneumonia. O artista estava internado no HSCOR de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desde o dia 16 de julho.

Nascido em 1920, na Itália, Orlando Orfei estava no Brasil desde o fim da década de 1960. O artista começou a se apresentar como palhaço ainda na infância, aos 6 anos. Foi numa visita ao Brasil, durante o Festival Mundial do Circo, no Maracanãzinho, no Rio, que ele se apaixonou pelo país.

Aqui, ele montou o Circo Nazionale D’Itália, que estreou em São Paulo em 1969. Três anos depois, fundou o Tivoli Park, na Lagoa, na Zona Sul do Rio. O Tivoli Park, que encerrou suas atividades cerca de duas décadas depois, foi um dos mais famosos parques de diversão do país.

Orlando deixa seis filhos, treze netos e seis bisnetos. O corpo do artista será velado nesta segunda-feira (3), a partir das 14h, no Cemitério Jardim da Saudade de Mesquita. O enterro será na terça-feira (4), no mesmo cemitério.

Soa espantoso, nos dias de hoje, dada a humanização dos animais – da qual a comoção com a crue morte do leão Cecil é o ponto mais evidente – imaginar que Orfei adorava posar em fotografias ao lado de bichos selvagens domesticados,tigres e leões, que ele tratava como filhos e que fazia a alegria do respeitável público. (Veja/Da redação)

OS TENTÁCULOS DA LAVA JATO PELO MUNDO

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, durante entrevista coletiva sobre oferecimento de novas denúncias referentes à 14ª fase da Operação Lava Jato, em Curitiba - 24/07/2015

TEIA – O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, durante entrevista coletiva sobre as denúncias da Operação Lava Jato(Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)

Em um país com um triste repertório de escândalos de corrupção, a comparação entre casos de assalto aos cofres públicos pode ser muito útil em aspectos que vão além do criminal e político. O caso do petrolão, por exemplo, serve para uma excelente aula de globalização, fim das fronteiras econômicas e a complexidade das transações financeiras na era da internet. Muito diferente dos velhos tempos em que a maior parte do dinheiro era movimentada em malas, jatinhos privados e até caixas de uísque. Mesmo quando o fruto da corrupção era mandado para o exterior, os mecanismos usados eram mais diretos. Agora, frequentemente, o dinheiro passa por várias escalas antes do destino final. Em nenhum outro escândalo de corrupção tantos valores viajaram tanto e por tantos países. O site de VEJA fez um resumo do que se sabe até aqui sobre o tema.

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(Foto reprodução/Google)

O psiquiatra e escritor Içami Tiba morreu neste domingo (2) aos 74 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo desde o início do ano para tratar um câncer. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nascido em 15 de março de 1941, filho de imigrantes japoneses, Tiba se formou em medicina pela Universidade de São Paulo em 1968, onde foi professor por mais de 22 anos, sendo 15 deles como professor de Psicodrama de Adolescentes no Instituto “Sedes Sapientiae” e foi o primeiro presidente da Federação Brasileira de Psicodrama.

Considerado referência no debate sobre educação e psicoterapia de adolescentes e família, escreveu 29 livros que venderam 4 milhões de cópias. Seu maior sucesso foi Quem ama, educa!.

O educador deixa a esposa Maria Natércia, os filhos Natércia, André e Luciana e os netos Kaká e Dudu. O sepultamento ocorrerá nesta segunda-feira (3) às 16h no Cemitério do Morumbi em São Paulo. (Veja/Com Agência Estado)

 

Vista geral das obras na usina de Angra 3 no Rio de Janeiro

Vista geral das obras na usina de Angra 3 no Rio de Janeiro

A 16ª fase da Operação Lava Jato, que coloca sob suspeita contratos firmados pelo clube do bilhão com a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, tem o potencial não só de expor um novo duto de desvios bilionários, como também de aumentar ainda mais a conta de luz dos brasileiros. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA apostam que o impacto da Operação em todo o setor elétrico será inevitável. Ocorre que, como as empreiteiras envolvidas na Lava Jato não são apenas responsáveis pela construção da maior parte dos projetos, mas também sócias dos empreendimentos, a paralisação das obras em decorrência das investigações pode afetar a conclusão de usinas vitais para o abastecimento do país. Com isso, a dependência das térmicas, que custam caro ao Tesouro, tende a aumentar – e como o governo já não dispõe de fartos recursos para cobrir esse rombo, o consumidor deve aguardar um peso a mais no bolso.

Tal estimativa poderia ser mero exercício de futurologia, não fossem os resultados da Lava Jato, até agora, no âmbito da Petrobras. Descobriu-se, no curso das investigações, um emaranhado de empresas drenando recursos da estatal. A mira do Ministério Público chegou ao setor elétrico justamente por que recebeu denúncias de delatores envolvidos no petrolão. O executivo Dalton Avancini, da Camargo Corrêa, afirmou, em depoimentos prestados após acordo de delação premiada, que o cartel de empreiteiras formado na Petrobras continuava a se reunir para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras e da Eletronuclear, mesmo depois do estouro das investigações sobre o petrolão. Com isso, foram presos o presidente afastado da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva e Flavio David Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia. De acordo com Avancini, Pinheiro da Silva recebeu propina das empreiteiras.

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Arlethe Patez foi libertada após 12 dias

A polícia prendeu dois suspeitos de envolvimento no sequestro da cabeleireira Arlethe Patez, que estava sendo mantida em um cativeiro na zona rural de Teolândia, a cerca de 280 km de Salvador, desde o dia 22 de julho.

A proprietária do salão de beleza Rive Gouche, no Costa Azul, foi libertada na manhã deste domingo (2) por policiais do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).

Segundo informações do diretor do Draco, Jorge Figueiredo, e do delegado Cleandro Pimenta, a vítima não sofreu abuso ou maus tratos, mas era mantida acorrentada em um casebre em condições precárias, sem banheiro ou energia elétrica.

Prisões
A polícia estava investigando o caso há mais de oito dias e conseguiu chegar ao local após a prisão de Manoel Candido da Paes, 46 anos, responsável por dirigir o carro no sequestro. Manoel, que foi pastor durante 12 anos, foi preso em Salvador e revelou a localização do cativeiro.

Inael Moura de Jesus, 29, mais conhecido como Baby, era o responsável por vigiar Arlethe e estava no cativeiro quando os policiais do Draco fizeram o resgate da cabeleireira.

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Resultado de imagem para Carlos Brickmann

Por Carlos Brickmann

Já estamos em agosto ─ o mês mais famoso das crises brasileiras, o mês em que Getúlio Vargas se matou, Jânio renunciou e Juscelino Kubitschek morreu.

Já neste início de semana se ouve o batucar dos tambores de guerra. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou que pretende em poucos dias recuperar um grande atraso: votar as contas da Presidência da República, de Collor a Lula. Fica assim aberto o caminho para a análise das contas de Dilma. É bem possível que o Tribunal de Contas recomende sua rejeição. E, caso a Câmara aceite a recomendação, o passo seguinte é o pedido de impeachment de Dilma.

Aliás, já há doze pedidos de impeachment aguardando votação, e Cunha promete colocá-los em pauta. O impeachment precisa ter embasamento jurídico, mas aplicá-lo é sempre uma decisão política. Os pedidos de impeachment, mais a decisão do TCU a respeito das contas, serão por isso examinados depois do dia 16 – data prevista para as manifestações Fora, Dilma. Também será levado em conta um ruído mais próximo: o bater de panelas nesta quinta, 6, dia em que Dilma, Lula e o comando do PT estarão na TV, em cadeia nacional. Cadeia? Vá lá, em rede nacional. E com muitos em risco de cair na rede da Justiça.

Há ainda CPIs espinhosas, como a do BNDES e a dos Fundos de Pensão, prontinhas para começar. Há novas delações premiadas, na área de energia. Há a possibilidade de que Eduardo Cunha seja acusado pelo Ministério Público, e reaja criando mais dificuldades para o governo. E agosto é mês longo, de 31 dias.

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(Foto reprodução/Google)

A presidente Dilma Rousseff iniciará uma contraofensiva para recuperar sua popularidade num mês carregado de adversidades. Até o fim de agosto, o Congresso volta a trabalhar com uma pauta recheada de projetos que impactam as finanças federais, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa as “pedaladas fiscais” e uma série de manifestações pelo impeachment estão programadas para tomar as ruas do País.

O Planalto traçou para Dilma um roteiro de viagens e cerimônias para relembrar à população os programas bem-sucedidos de seu primeiro mandato, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida e do Mais Médicos , além de usar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro como uma das vitrines de sua segunda gestão. Nos próximos dias, Dilma faz um evento no Palácio do Planalto para comemorar os dois anos do Mais Médicos.

Apesar de toda a polêmica envolvendo a vinda dos médicos cubanos para preencher vagas não requisitadas por brasileiros, o programa agradou à população, especialmente em locais em que o atendimento médico não chegava.

Na quarta-feira, 5, viaja ao Rio de Janeiro para um novo evento alusivo às Olimpíadas, marcando a contagem regressiva de um ano para a realização do evento.

Dilma deve começar também nos próximos dias um tour pelo Nordeste, tendo como ponto de partida uma visita ao Maranhão, governado por Flávio Dino (PC do B), um dos principais governadores na linha de defesa do mandato da presidente. Em seguida será a vez de Bahia e Ceará. Região em que a presidente obteve a maior parte de seus votos na reeleição, o Nordeste não resistiu à crise econômica e a consequente queda de popularidade da presidente. Hoje, a reprovação de Dilma na região ultrapassa os 70%. (Tribuna da Bahia)

POLÍTICOS QUEREM FAZER DE BEATRIZ A BANDIDA

(Foto reprodução/Google)

Com Luiz Fernando Lima

Política da forma como é praticada no Brasil é o jogo da desfaçatez. O princípio adotado pela maioria: nunca se defender, sempre atacar. Aí está o caso da advogada Beatriz Catta Preta, bem ilustrativo. Ela não é acusada de nada. Apenas era advogada de alguns delatores, entre eles, Júlio Camargo, o que disse ter pago uma propina de US$ 5 milhões a Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Mas vai sentar no banco da CPI da Petrobras como se fosse ré.

Beatriz é como um policial que só entra na linha de fogo por dever de ofício e de repente vira o alvo da ira do bandido, o verdadeiro criador do caso. Ela estava trabalhando apenas. Dizendo-se ameaçada, abandonou não só o caso, mas também a advocacia.

E agora se cria o tiroteio: quem a ameaçou? Ora bolas, Eduardo Cunha, que está na gênese do episódio, já atacou Rodrigo Janot, procurador da República, Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato, e Dilma, que está no olho do furacão, agora diz que vai interpelá-la.

Em síntese, os políticos estão no ataque. O filme é velho. A mocinha virou bandida. (A Tarde/Levi Vasconcelos)

Levi Vasconcelos

 

Ela foi sequestrada no dia 22 de julho - Foto: Reprodução

Ela foi sequestrada no dia 22 de julho

A empresária Arlethe Patez, que foi sequestrada no dia 22 de julho, foi libertada do cativeiro na madrugada deste domingo, 2. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi localizada no interior da Bahia. A cidade não foi informada.

Agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) descobriram a localização do cativeiro, que foi invadido e a vítima resgatada. Na ação, dois homens foram presos. Policiais continuam na rua, tentando deter outros envolvidos.

Arlethe já está em casa e não ficou ferida no sequestro. Segundo a polícia, os criminosos pediram resgate para libertá-la. O valor não foi informado.

Ela foi abordada quando caminhava na rua Professor Cassilandro Barbuda e foi obrigada a entrar em um veículo. Uma amiga, que estava com ela, conseguiu fugir. Arlethe é proprietária de um salão no bairro do Costa Azul. (A Tarde)

CÂMARA RETOMA SOB VELHOS E NOVOS FANTASMAS

Agosto começa sob alta tensão na Câmara: votações polêmicas e Cunha sob pressão

Na volta do recesso parlamentar, na próxima terça-feira (4), os deputados vão se deparar com novos e velhos fantasmas, com uma pauta repleta de itens polêmicos. Além da elevação da temperatura política com os desdobramentos da Operação Lava Jato, os parlamentares terão de lidar com assuntos que dividiram a Casa no primeiro semestre, como a reforma política e a redução da maioridade penal, e outras votações não menos polêmicas, como o projeto que corrige o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pela poupança e a análise da prestações de contas de três ex-presidentes. O governo teme pelo futuro do ajuste fiscal caso a proposta que aumenta a correção do FGTS seja aprovada, devido ao impacto da mudança sobre as contas públicas.

As sessões ordinárias do plenário têm a pauta trancada por dois projetos de lei do Executivo sobre combate ao terrorismo e seu financiamento. Nas sessões extraordinárias, os parlamentares tentarão concluir a votação, em segundo turno, da reforma política e da redução da maioridade penal para determinados crimes.

A semana também representará um teste de força para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvejado às vésperas do recesso pela denúncia do lobista Júlio Camargo, um dos delatores da Lava Jato, de que pediu propina de US$ 5 milhões em troca de contrato na Petrobras. O deputado Ivan Valente (Psol-SP), vai propor a convocação e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Cunha na CPI da Petrobras.

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É a primeira peça que Lúcia Veríssimo escreve e ela contracena com Cláudio Lins filho. (Foto: Divulgação)

(Cereja Produçõs)

Publicado no G1

Neste sábado (1º) e domingo (2), a partir das 20h, os atores Lúcia Veríssimo e Fábio Rhoden vão encenar o espetáculo teatral “Usufruto’, no Teatro Dona Amélia, no Serviço Social do Comércio (Sesc) de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A peça que tem roteiro da própria atriz, já percorreu o país desde a estreia, em 2010.

O espetáculo narra a disputa pela compra de um imóvel, entre uma mulher de 50 anos e um jovem arquiteto. Os dois embarcam em um jogo e decidem que o perdedor deve desistir do apartamento. O texto de Lúcia é um tributo a Roland Barthes, um renomado filósofo frânces.

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DILMA E UM AGOSTO INFERNAL

A conta é dela, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta

(Alan Marques/Folhapress)

Ainda não está claro se o governo Dilma Rousseff chegou ao fundo do poço ou se a situação vai piorar. Mas boas pistas surgirão no mês que teve início neste sábado. Mesmo que não acredite em superstições e ignore que agosto é profícuo em tragédias na política brasileira, a presidente da República tem com o que se preocupar. O segundo mandato chega ao oitavo mês cercado por crises de todos os lados: economia, política, Justiça e sociedade.

Quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que estava aderindo à oposição, o Congresso acabara de entrar em recesso. Só a partir da próxima semana é que será possível medir com precisão as consequências da nova postura do peemedebista. O que já se sabe deve colocar o governo em alerta: Cunha deu aval à criação das CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão. Mais do que isto: deu ao PSDB e ao DEM cargos-chave nas Comissões Parlamentares de Inquérito.

O presidente da Câmara também vai analisar todos os 13 pedidos de impeachment pendentes na Casa, levando adiante os que tiverem sustentação jurídica. Desde a queda de Fernando Collor, em 1992, nenhum governo precisou se preocupar com uma ameaça do tipo.

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Apoio a Dilma no Congresso atingiu o pior patamar desde que assumiu a presidência

Falta de apoio inédita desde que Dilma assumiu o Planalto 

Sob o comando de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, o Congresso que volta a funcionar nos próximos dias foi o que menos apoio deu a Dilma Rousseff desde 2011.

De acordo com uma pesquisa inédita da consultoria Arko Advice, no primeiro semestre o governo foi derrotado em cinco projetos (20%) do seu interesse que foram votados no Senado – no mesmo período dos anos anteriores, o governo não perdeu nada.

Na Câmara, a dor de cabeça também aumentou. Dilma foi derrotada em 23% das matérias que a interessavam – a maior taxa desde que assumiu a Presidência.

Aliás, o ritmo frenético imposto por Eduardo Cunha na Câmara é prova eloquente do trabalho que o articulador político e vice Michel Temer vem tendo: somados, os projetos de interesse do Executivo votados pela Câmara no primeiro semestre dos três anos iniciais de Dilma é exatamente igual ao que Cunha botou para voltar este ano: 123. (Veja)

Por Lauro Jardim

 

 Temer

Ação do PSDB contra Dilma e Temer em segredo de justiça

O TSE decretou sigilo na ação movida pelo PSDB contra a chapa de Dilma Rousseff e de Michel Temer.

A ação é o modelo mais incentivado entre os tucanos para a saída de Dilma. É a única em que pode haver a convocação de novas eleições – desde que toda a chapa seja cassada. (Veja)

Por Lauro Jardim

 

Dilma Rousseff, Nicolas Maduro e Cristina Kirchner se reúnem em Caracas, na Venezuela, para a cúpula do Mercosul - 29/07/2014

Dilma, Maduro e Cristina: Brasil, Venezuela e Argentina estão entre os que não crescem(Jorge Silva/Reuters)

Na contramão da maioria das economias do mundo, o Brasil amargará recessão este ano. De acordo com um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU), a economia brasileira deve recuar 1,2% em 2015, uma previsão até mesmo otimista em relação à do próprio governo, que prevê queda de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto o governo por muito tempo atribuiu a culpa da crise à conjuntura internacional, o levantamento mostra que, ao lado do Brasil, apenas outros quatro países estão na pior: Argentina (-0,7%), Ucrânia (-4,9%), Venezuela (-3,7%) e Rússia (-4%). A estimativa da consultoria engloba 56 países de todos os continentes.

A ideia de que a desaceleração econômica mundial é mais nociva aos emergentes também se mostra errônea quando confrontada com os números. Brasil e Rússia definham porque seus governantes usaram a ideologia como principal ferramenta de gestão. Já outros membros dos Brics, como China, Índia e África do Sul, devem avançar 6,9%, 7,9%, e 2,1%, respectivamente. Até mesmo a Grécia, em situação fiscal caótica, crescerá mais de 1% este ano. Países asiáticos, como Filipinas e Vietnã, também lideram a lista dos que mais crescem: 6,6% e 6,2% este ano, respectivamente. (Veja)

BRASIL ENFRENTA TEMPESTADE PERFEITA NA ECONOMIA

A conta é dela, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta

A conta é dela, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta(Alan Marques/Folhapress)

As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos públicos e aliviou o pé no freio do controle da inflação. Em pouco tempo, arruinou a confiança construída em duas décadas de ajustes e reformas – sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme Juventude Transviada que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.

Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e propôs uma série de medidas para reforçar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finanças públicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econômico. O clima político hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais frágil a situação da presidente Dilma Rous­seff e maior o envolvimento de políticos da base aliada nas revelações da Lava-Jato, menor a disposição do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira já estava fechado. Agora, o país está sob a ameaça de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.

O Brasil não é tão vulnerável como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro já percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar dívidas, o desemprego de pessoas conhecidas. O pior, entretanto, está por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo não forem aprovadas. Na semana passada, a agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu para negativa a avaliação do país. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no próximo ano. Se assim for, o país perderá, na avaliação da S&P, o status de grau de investimento. E o que isso significa? A economia deixará de ter acesso ao crédito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pensão estrangeiros restringem a aplicação em países sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais próximo de países como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Grécia, a Argentina e a Venezuela.

Não é apenas o governo que é afetado. As empresas brasileiras também serão vistas como investimentos especulativos. Ao pôr a nota do país em perspectiva negativa, a agência fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cenário econômico adverso, estão entregando bons resultados e não têm dependência direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de crédito do país é o teto de classificação das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o país no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restrição na transferência de pagamentos. (Veja)

 

PARA ONDE VAI MARINA

Candidata à Presidência da República pelo PSB Marina Silva durante comício em Ceilândia, na periferia de Brasília (DF) - 14/09/2014

A ex-candidata Marina Silva planeja oficializar seu partido neste mês. O futuro político, porém, é incerto(Ueslei Marcelino/Reuters)

No dia 29 de agosto de 2014, há praticamente um ano, a ex-senadora Marina Silva e seus apoiadores dormiram com uma notícia que mal sabiam como lidar: uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha apontava que a substituta de Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo, seria a presidente da República se a corrida eleitoral terminasse naquele dia. A ascensão, contudo, foi tão meteórica quanto a derrocada. O furacão Marina perdeu força continuamente nas semanas seguintes metralhado por uma campanha suja que pregava o medo no eleitorado, colocada em prática pela máquina de propaganda petista. Resultado: Marina repetiu desempenho de 2010 e, apagada, ficou fora do segundo turno.

Mas se é verdade que a ex-senadora foi vítima dos falcões que viram o projeto de poder petista ameaçado, também é fato que o cenário pós-eleitoral deu a ela condições para se reerguer: Dilma não demorou para adotar as medidas que acusou Marina de tentar patrocinar, perdeu o controle de suas bases no Congresso e, no oitavo mês à frente do cargo, ainda não consegue encontrar uma solução para a crise econômica sem fim que assola o país. Marina, porém, sumiu e tem mantido distância dos movimentos pelo impeachment de Dilma que ganharam as ruas. Tampouco participa da vida partidária da sigla que se hospedou para disputar as eleições, o PSB.

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(Foto: Reprodução/Facebook)

O jovem Felipe Rauta Cabral, 25 anos, morto na madrugada deste sábado (1º) em um assalto no Imbuí, recebeu em junho uma bolsa para estudar na Holanda. Felipe era formado em Administração e faria MBA no país holandês, para onde viajaria no mês de outubro.

Felipe foi aprovado pelo programa de bolsas de estudo Orange Tulip Scholarship para estudar na Nyenrode Business Universiteit, na cidade de Breukelen, na temporada 2015/2016. Administrador, ele trabalhava em uma empresa de transporte e logística.

Felipe foi abordado por volta das 2h da madrugada na rua Albert Fiúza, perto do condomínio Summertime. Ele estava acompanhado de uma jovem amiga, que iria deixar em casa – inicialmente, foi divulgado que os dois seriam namorados.

Dois homens renderam Felipe e a jovem Aymée Francine e acabaram baleando o rapaz no tórax. A garota, que é estudante de jornalismo e trabalha no site Bahia Notícias, foi levada pelos bandidos e abandonada meia hora depois na Estação Pirajá. Os ladrões fugiram com o carro de Felipe, um Hyundai/HB-20 branco. Aymée não ficou ferida.

Felipe não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O caso é investigado pela 9ª Delegacia (Boca do Rio). (Correio da Bahia)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anuncia rompimento com o governo, durante entrevista - 17/07/2015

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anuncia rompimento com o governo, durante entrevista – 17/07/2015(Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou neste sábado por meio de sua conta no Twitter que vai acionar a Procuradoria Parlamentar da Câmara para interpelar judicialmente, e “independentemente da CPI”, a advogada Beatriz Catta Preta. Na quinta-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, Catta Preta, responsável por nove acordos de delação premiada na operação Lava Jato, acusou “integrantes da CPI” da Petrobras de ameaçá-la. A advogada afirmou que, diante de “tudo isso que está acontecendo” e “para preservar a segurança” de sua família, decidiu abandonar a advocacia.

“A acusação atinge a CPI como um todo e a Câmara como um todo, devendo ela esclarecer ou ser responsabilizada por isso”, escreveu o deputado. “Determinarei a Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com a interpelação judicial semana que vem, independente da CPI. A mesa diretora da Câmara tem a obrigação de interpelá-la judicialmente para que diga quais ameaças sofreu e de quem sofreu as ameaças”, completou Cunha em sua conta na rede social.

Esta é a primeira vez que Cunha se manifesta sobre as declarações da advogada. Nesta sexta-feira, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), criticou as acusações de Catta Preta, que foi convocada a falar à comissão e depois desobrigada pelo Supremo Tribunal Federal. “A CPI não ameaça ninguém. A CPI investiga. O que é mais estranho é uma advogada criminalista que tem prestado serviços no país há muito tempo alegar de uma hora para outra que está sendo ameaçada sem trazer nenhuma pessoa que a ameaçou, sem trazer nenhum fato concreto”, disse o deputado.

Entre os ex-clientes da advogada, está o lobista Julio Camargo, da Toyo Setal, que, em sua delação, citou o presidente da Câmara como destinatário de 5 milhões de dólares do propinoduto que sangrou a Petrobras. Na entrevista ao Jornal Nacional, Catta Preta não citou nomes de políticos, mas afirmou que a pressão aumentou depois que o delator envolveu Cunha no esquema.

Na rede social, Eduardo Cunha também rebateu as afirmações do governo de que ele esteja preparando a aprovação de um conjunto de medidas que aumentam os gastos da União, Estados e Municípios, a chamada “pauta-bomba”, na volta do recesso parlamentar. “A tentativa de colocar nas minhas costas uma chamada pauta bomba para prejudicar as contas públicas não tem o menor sentido. Tenho absoluta consciência do momento de crise econômica e sempre me pautei por posições contrárias ao aumento dos gastos públicos”, escreveu o deputado no Twitter.

Cunha também ressaltou que a “paralisia da economia” não é culpa do Congresso e criticou o governo federal, frisando que não houve corte de gastos, mas apenas redução dos investimentos. Segundo ele, o governo poderia ter reduzido o número de ministérios e cargos de confiança. “Mesmo que para a economia isso não fosse tao significativo, o exemplo seria um importante sinal para a sociedade”, disse o presidente da Câmara.(Veja/ Da redação)

Ex-diretores da Bancoop com Lula: Ricardo Berzoini, Luiz Malheiro (morto em 2004) e João Vaccari Neto, personagens envolvidos no caso Bancoop. Foto de maio de 2000

Ex-diretores da Bancoop com Lula: Ricardo Berzoini, Luiz Malheiro (morto em 2004) e João Vaccari Neto, personagens envolvidos no caso Bancoop. Foto de maio de 2000(Dedoc/VEJA)

A Justiça abriu nesta quinta-feira leilão da sede da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), que foi presidida pelo ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato. A 3ª Vara Cível penhorou o imóvel para indenizar e devolver o dinheiro de dois antigos cooperados que não receberam a casa pela qual pagaram em um condomínio residencial na Penha, Zona Leste da capital paulista. Posteriormente, o empreendimento foi transferido para a OAS.

A Bancoop enfrenta uma série de ações civis e, desde 2010, um processo criminal contra seis ex-diretores, entre eles Vaccari, denunciados por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Centenas de cooperados deixaram de receber apartamentos e, segundo o Ministério Público, houve desvio de dinheiro para os cofres de campanha do PT. Novos indícios de crimes financeiros fizeram o Bradesco decidir encerrar as contas bancárias da cooperativa neste ano. O Ministério Público pretender abrir uma nova frente de investigações em agosto.

A primeira fase do leilão termina na segunda-feira, mas caso não haja interessados uma segunda etapa será aberta de maneira subsequente até o dia 25 de agosto. O lance mínimo foi fixado em 1,227 milhão de reais – e cairá para 736 200 reais a partir de segunda.

O imóvel é o quarto andar do Edifício Britânia, na Rua Líbero Badaró, sede própria da Bancoop desde 1998. Há três salas, um salão de frente com 299,43 metros quadrados de área útil, quatro banheiros de 13,55 metros quadrados, um corredor de 12,70 metros quadrados e mais dois terraços com 9,63 metros quadrados. Em 2012, o valor havia de mercado havia sido avaliado em 987 000 reais.

Em 2008, a Justiça condenou a Bancoop a devolver os 74 913,64 reais pagos pelos cooperados que ficaram sem casa própria, José Teixeira da Fonseca e Maria Concebida Fonseca, mais 8.300 reais por danos imateriais, além de correção monetária e juros de 12% ao ano. A obra nem sequer foi iniciada pela cooperativa, conforme a sentença. No ano passado, a dívida com eles já estava em 311 666,14 reais. A Bancoop recorreu sem sucesso, mas, como não houve quitação, a Justiça decidiu leiloar a sede.

Desde 2009, constam na matrícula da sede da Bancoop 22 penhoras judiciais para pagamento de dívidas (nove ainda ativas) e uma hipoteca como garantia de empréstimo de 1 milhão de reais, feito em 2011, com o Sindicatos dos Bancários de São Paulo. A prefeitura de São Paulo também aparece como credora. (Veja)

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Renato Duque presta depoimento à CPI da Petrobras na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Renato Duque chegou à diretoria da Petrobras por indicação do PT (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O advogado Marlus Arns, responsável pelas defesas dos ex-executivos da Camargo Corrêa, Eduardo Leite e Dalton Avancini, afirmou nesta sexta-feira (31), que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque pretende fazer um acordo de delação premiada. Arns disse que foi contratado para negociar com o Ministério Público Federal os termos que podem beneficiar Duque.

Duque responde a vários processos derivados da Operação Lava Jato. O mais recente foi aceito pela Justiça Federal nesta sexta-feira (31). Junto com o empresários Júlio Camargo e João Antônio Bernardi, o ex-diretor da Petrobras vai responder por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo um dos delatores da Lava Jato, Pedro Barusco, Duque chefiava um dos grupos que fraudava licitações da estatal. Parte do dinheiro ficava com os envolvidos no esquema e outra parte era destinada a partidos da base aliada do governo. No caso da área dele, as propinas, segundo os delatores já ouvidos, iam diretamente para o PT, sem divisão entre outras legendas. o partido tem negado as irregularidades.

Arns informou que ainda não houve nenhuma reunião entre o cliente e o MPF para tratar dos termos do acordo. Os outros dois advogados que representam Duque, Alexandre Lopes e Renato de Moraes disseram não saber da intenção do cliente em falar. Tampouco, haviam sido informados sobre a contratação de Arns. “Fui surpreendido. Por conta disso, eu estou saindo da causa”, disse Lopes ao  G1. Moraes também informou que não pretende seguir na defesa do ex-diretor.

O novo advogado de Renato Duque participou dos acordos de delação de Eduardo Leite e Dalton Avancini, ligados à construtora Camargo Corrêa. Nesta sexta, a empresa firmou um acordo de leniência com o MPF, no qual se comprometeu a fornecer provas, em troca de não ser impedida de fechar novos negócios com o poder público.

Preso na Operação Lava Jato, Duque já responde a ações na Justiça por acusações de fraude a licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal, na condição de diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2012, ele permitiu que empresas fornecedoras formassem cartel para combinar preços e dividir obras e recebeu propinas.

Funcionário de carreira da Petrobras, ele chegou à Diretoria de Serviços por indicação de membros do Partido dos Trabalhadores. Conforme os delatores, essa indicação era mantida com a troca de favores. No caso da Petrobras, as investigações da Lava Jato mostraram que esses favores eram propinas para partidos e políticos que mantêm a base aliada do governo no Congresso.

Na terça, a Comissão Pública da Presidência da República decidiu aplicar censura ética a Renato Duque. Com a censura, ele pode ser impedido de assumir cargos públicos. Como Duque não é mais funcionário da Petrobras, a censura ética era a única sanção possível de ser aplicada pela comissão. Na prática, a censura funciona como uma “mancha no currículo” do ex-diretor da estatal.

Desde que as suspeitas contra Duque começaram a aparecer, a defesa do ex-diretor da Petrobras sempre negou as acusações. À Comissão de Ética Pública, a defesa de Duque questionou a “precariedade” das provas obtidas contra ele por meio de delação premiada de investigados da Lava Jato.

Em novembro do ano passado, ele foi preso pela primeira vez sob alegação de que poderia fugir para o exterior. O Supremo Tribunal Federal (STF) revogou essa prisão em dezembro sob a justificativa de que não havia provas desse plano.

Em março, após a revelação de que teria enviado cerca de R$ 70 milhões para contas secretas em Mônaco, foi novamente preso, a partir de indícios de que ele tentava evitar o bloqueio dos recursos. Neste mês, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, negou pedido de liberdade formulado pela defesa de Duque. (G1)

 

(Foto reprodução/Google)

Em agosto, os consumidores vão pagar novamente um adicional de R$ 5,50 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) de energia consumidos.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta (31.07) que a bandeira tarifária vermelha estará em vigor no período.

O sistema de bandeiras tarifárias permite a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia.

Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a gerada por usinas hidrelétricas.

Com as cores verde, amarela e vermelha, as bandeiras servem para indicar as condições de geração de energia no país. Se for um mês com poucas chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estarão mais baixos, por isso, será necessário usar mais energia gerada por termelétricas.

A bandeira verde significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos, portanto, a tarifa de energia não terá acréscimo. Se a conta de luz vier com a bandeira amarela, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com maior acionamento de termelétricas, e haverá adicional de R$ 5,50 a cada 100 kWh.

Segundo a Aneel, com o sistema de bandeiras tarifárias, o consumidor poderá identificar qual a bandeira do mês e reagir a essa sinalização com o uso inteligente da energia elétrica, sem desperdício. (Tribuna da Bahia)

(Foto reprodução/Google)

Frustrados com o veto da presidenta Dilma Rousseff ao reajuste igual para todas as aposentadorias do INSS, os inativos prometem pressionar parlamentares para tentar derrubar a decisão da presidenta no Congresso. Ontem, foi publicada no Diário Oficial da União a lei que estende a política de valorização ao salário mínimo até 2019. A presidenta sancionou a medida, mas excluiu a parte do texto que ampliava a fórmula de reajuste acima da inflação para os aposentados que recebem mais que um salário mínimo (R$ 788).

Desta forma, os aposentados que recebem o piso vão ter a remuneração reajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do PIB de dois anos anteriores. Já os que ganham acima do mínimo — cerca de 9,7 milhões — vão ter a correção somente pelo INPC.

A presidenta justificou a decisão alegando que a Constituição proíbe a indexação de benefícios ao salário mínimo. “Ao realizar vinculação entre os reajustes da política de valorização do salário mínimo e dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS, as medidas violariam o disposto no Art. 7o, inciso IV, da Constituição”, alegou a presidenta no veto.

Segundo o advogado Roberto Carvalho, presidente do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), a Constituição veda a indexação de correções ao mínimo para garantir a valorização real do piso nacional.

“De fato, o Artigo 7º da Constituição Federal veda que o mínimo seja usado como indexador para qualquer índice de correção monetária. O objetivo é melhorar o piso nacional como forma de distribuir renda”, explica.
Ele lembra, entretanto, que a principal razão do veto foi fiscal, e não jurídica. “Ela usou argumento jurídico como maneira de sair de uma forma mais elegante deste problema”, afirma.

Congresso Nacional volta do recesso na próxima segunda-feria, mas o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados da CUT, Epitácio Epaminondas, o Luizão, reconhece que será difícil reverter a decisão de Dilma. “O idoso continua sendo a pessoa que não é ouvida, uma categoria invisível”, reclama.

Estudo aponta achatamento de faixas 
Segundo um estudo feito pela Confederação Brasileira de Aposentados (Cobap), a diferença entre os reajustes concedidos aos aposentados que ganham o mínimo e os que recebem acima deste valor é de 84% desde 1994.

Segundo a entidade, essa defasagem promove o achatamento das faixas salariais e empurra, a cada ano, milhares de aposentados para a faixa que recebe o mínimo. De acordo com o estudo, 350 mil aposentados passaram a receber o mínimo em 2014.

Roberto Carvalho, do Ieprev lembra que não é correto afirmar que as aposentadorias acima do mínimo estão estagnadas. “Elas estão sendo corrigidas pelo INPC, mas não há aumento real. O governo acha isso bom, alega que a diferença entre os pobres e ricos está diminuindo”, afirma.

Hoje em dia, 9,7 milhões de segurados têm benefícios superiores ao mínimo de R$ 788. Por outro lado, são 22,5 milhões de aposentados e pensionistas recebendo apenas o piso nacional por mês. (Tribuna da Bahia)

Destaque do Esquadrão, Alexandro celebra gol - Foto: Frankie Marcone l Futura Press l Estadão Conteúdo

Destaque do Esquadrão, Alexandro celebra gol

O Bahia soube aproveitar a fragilidade adversária, na noite desta sexta-feira, 31, no Fraqueirão, para voltar a vencer fora de casa na Série B do Brasileirão.

Depois de mais de dois meses – quatro derrotas e dois empates -, o time comandado por Sérgio Soares passou pelo ABC em um jogo de pouca qualidade técnica: 3 a 0. O resultado colocou o Esquadrão provisoriamente em segundo, com 28 pontos.

Com Alexandro no lugar de Maxi Biancucchi – Sérgio Soares  fez a mudança para “ter um homem a mais dentro da área” -, o Esquadrão abriu o placar aos 28 minutos do primeiro tempo. Eduardo cobrou falta com qualidade e Alexandro acertou o cabeceio.

A bola na rede deixou os abecedistas perdidos. Aos 41, Souza aproveitou os erros rivais, limpou o lance e chutou rasteiro de fora da área para aumentar a vantagem: 2 a 0.

Na segunda etapa, Rômulo entrou no lugar de Eduardo e também fez o seu. Aos 13, após cruzamento de Tony, o meia canhoto completou para a rede após desvio de Alexandro.

A torcida do ABC pediu Chiclete em campo, mas o trio de gols do Esquadrão já havia garantido o triunfo. (A Tarde)

O LADO ESCURO

Por J. R. GUZZO

De um ponto de vista puramente prático, como mostra a experiência, a maioria das pessoas que participam da vida pública acha preferível ser julgada pela história do que por uma vara da Justiça penal. Todos estão sempre prontos a garantir que sua grande preocupação é deixar uma biografia limpa para quando não estiverem mais em circulação física neste Vale de Lágrimas — algo que exige trabalho duro, sacrifícios e outros aborrecimentos durante o aqui e o agora. Mas em geral, quando têm de tratar com realidades, preferem deixar para depois, no conforto de um futuro em que não há promotores, juízes nem penas de prisão, o acerto de contas com os atos praticados hoje. É chato, claro, legar para o registro histórico uma reputação manchada por suspeitas ou por fatos. Mas muito pior é acabar residindo uma boa temporada no presídio da Papuda, por exemplo, ou em algum outro endereço do nosso “sistema prisional”, como dizem os técnicos em administração carcerária. Tirando isso, o resto se arranja. O futuro fica para o futuro.

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VIÚVAS, PESCADORES E DESEMPREGADOS

(Foto reprodução/Google)

Publicado no Estadão

Por FERNANDO GABEIRA

O chamado ajuste fiscal foi um ajuste no cinto das viúvas, dos desempregados e dos pescadores. O governo reduziu brutalmente seu alcance, sob o argumento de que a realidade é pior do que imaginava. Ou o governo não tinha uma ideia precisa da realidade ou contou mais uma mentirinha para embalar o país. A tática de Dilma é esta. Ela não muda jamais. Apenas conta uma nova mentirinha para ganhar tempo. Foi assim nas eleições, foi assim com o ajuste fiscal.

Sempre que as coisas complicam, Dilma chama o marqueteiro João Santana para buscar uma saída. A próxima tese a ser desenvolvida no programa do PT, certamente ao som das caçarolas, é a de que o Brasil foi pior no passado. Essa brecha é excelente como orientação aos ministros. No caso do crescimento da dengue, poderiam fazer um programa mostrando que a gripe espanhola foi muito pior, ou a peste bubônica, por exemplo.

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(Foto reprodução/Google)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, liberou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, um dos presos da Operação Lava Jato, de dizer a verdade durante acareação marcada para a próxima terça-feira (4) em sessão da CPI da Petrobras.

Vaccari foi convocado para explicar divergências nos depoimentos dele, do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e do executivo da Toyo, Augusto Mendonça, um dos delatores da Operação Lava Jato. Duque, apontado como indicação do PT para a diretoria da estatal, é acusado de desviar dinheiro de contratos, receber propina e repassar valores ao partido.

Após pedido da defesa de Vaccari, Lewandowski autorizou que ele seja acompanhado de advogado, que não seja obrigado a assinar termo de compromisso de dizer a verdade e que seja assegurado o direito de não se autoincriminar.

Em abril, Vaccari foi ouvido por mais de 7 horas na CPI e reiterou diversas vezes que todas as doações recebidas pelo PT foram dentro da lei.

O petista desqualificou com veemência o teor dos depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que o acusaram de participar de um esquema de pagamento de propina na Petrobras. A todo momento, Vaccari repetia que o que as informações ditas a seu respeito “não são verdadeiras”.

Após o depoimento, o presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que acareações entre acusados eram “inevitáveis”. Motta também disse não estar satisfeito com o depoimento. “Acredito que essas acareações são inevitáveis, até para que a CPI possa atingir o resultado esperado e vamos trabalhar sempre defendendo as investigações”, disse Motta. (G1)

Renato Duque presta depoimento à CPI da Petrobras na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Renato Duque chegou à diretoria da Petrobras por indicação do PT 

O advogado Marlus Arns, responsável pelas defesas dos ex-executivos da Camargo Corrêa, Eduardo Leite e Dalton Avancini, afirmou nesta sexta-feira (31), que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque pretende fazer um acordo de delação premiada. Arns disse que foi contratado para negociar com o Ministério Público Federal os termos que podem beneficiar Duque.

Duque responde a vários processos derivados da Operação Lava Jato. O mais recente foi aceito pela Justiça Federal nesta sexta-feira (31). Junto com o empresários Júlio Camargo e João Antônio Bernardi, o ex-diretor da Petrobras vai responder por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Leia na íntegra

Condutores passarão a ser multados a partir de julho. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Cinquentinhas devem sair da loja já emplacadas. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Foi publicada nessa sexta-feira (31) no Diário Oficial da União a lei que regulamenta em todo o Estado, o uso das motocicletas de 50 cilindradas, conhecidas como Cinquentinhas. De acordo com a nova lei, esse tipo de ciclomotor deverá sair da loja já emplacado, assim como os carros e motocicletas. Em Petrolina, no Sertão pernambucano, um projeto parecido foi aprovado em junho pelos vereadores do município.

O projeto de lei 042/15, propõe o cadastro, registro e licenciamento anual das ‘cinquentinhas’ e causou polêmica na época. Com seis votos contra e seis a favor, o projeto foi desempatado pelo presidênte da Câmara Osório Siqueira. Mesmo com a aprovação o documento foi enviado para a análise do departamento jurídico da casa. “Levamos para o juridico porque algumas resoluções, alguns artigos não eram de competência do legislativo”, explicou Osório.

Sobre a lei estadual, o vereador explicou que ainda não teve conhecimento total do projeto, mas que vê como positivo para a população. “Sempre consideramos que algo tão importante, como essa regulamentação, fosse responsabilidade do estado. O projeto do municipio vai continuar, estamos aguardando apenas os pareceres das comissões”, informou o presidente da Casa Plínio Amorim.

De acordo com a nova lei, além do emplacamento, os condutores de ‘‘cinquentinhas’’ deverão ter  Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A e o Cerificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). O procedimento é o mesmo adotado entre os outros veículos: o dono do ciclomotor deverá levar à loja os documentos pessoais, que serão enviados junto com a nota fiscal para o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE). O órgão fará o cadastro e emitirá o registro e o CRLV.

O diretor-presidente da Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Público (EPTTC), Paulo Valgueiro diz que esse tipo de fiscalização já deveria estar presente no Código de Trânsito Brasileiro desde a sua criação, em 1998. “A lei vem para corrigir um erro grave no nosso código de trânsito. São mudanças benéficas que vão ajudar na fiscalização e na melhor fluidez do trafego aqui na cidade”, declarou.

Ainda de acordo com Paulo Valgueiro, a Epttc deve acompanhar as novidades junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “Como a lei foi publicada recentemente, a fiscalização não será algo imediato, teremos um prazo de adaptação para saber como proceder e nos informarmos melhor sobre as mudanças”, explicou.

Como a lei não é retroativa, os donos das cinquentinhas que foram compradas até o dia 30 de junho deverão apresentar apenas a CNH e a nota fiscal da moto, se forem parados em uma blitz. Isto é válido até que uma nova resolução, que determine os novos prazos para sua regulamentação, seja publicada. (G1)

Identificados os autores de uma iniciativa dessa natureza, é necessário puni-los”, diz ministro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (31) que acionou a Polícia Federal (PF) para colaborar nas investigações do atentado ao Instituto Lula (veja abaixo o vídeo com o ataque), em São Paulo, na noite de ontem (30).

Cardozo disse que foi informado sobre o caso e comunicou logo o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para “ver se cabe à Policia Federal fazer alguma coisa”. Ele quer que a instituição dialogue com autoridades paulistas para, dentro das sua competência, analisar o que aconteceu e tomar as decisões necessárias.

Cardozo confirmou que podem ser necessárias medidas protetivas para o instituto, diante da hipótese de atentado político no local, onde atua o ex-presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo também foi acionada para investigar o caso. “Evidentemente, é uma situação que merece investigação. Claro, identificados os autores de uma iniciativa dessa natureza, é necessário puni-los”, completou o ministro.

Segundo nota divulgada pelo Instituto Lula, foi lançada uma bomba, de dentro de um carro, contra o prédio da instituição, na noite de ontem, mas ninguém ficou ferido. (Congresso em Foco)

Movimento Brasil Livre se alia a Cunha contra a governabilidade (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Integrantes do Movimento Brasil Livre estão acampados em frente à residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os manifestantes pedem que o deputado coloque em pauta os pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O grupo protocolou um pedido de impeachment no dia 27 de maio. “Agora estamos aqui para exigir que ele coloque para votar esse pedido logo após o final do recesso [parlamentar]”, disse Fernando Silva, coordenador nacional do movimento. O recesso termina neste fim de semana.

Na manhã de hoje (31), quando Cunha deixou sua casa em direção ao aeroporto, os manifestantes gritaram: “Ô, Cunha, não me enrola, bota o impeachment para ela ir embora”.

Até o momento, foram protocolados 13 pedidos de impedimento na Câmara. Na semana passada, Eduardo Cunha pediu que os autores reformulassem os documentos de acordo com os requisitos do regimento da Câmara para que pudessem ser apreciados pela Mesa Diretora. Questionado sobre a devolução dos pedidos para correção dos erros, Cunha argumentou que fez o que entendeu que deveria ser feito. O deputado  já disse que, embora tenha anunciado o rompimento com o governo federal, analisará os pedidos com base em fundamentos legais.

Os cerca de 30 manifestantes estão se revezando em seis barracas e pretendem ficar acampados até a próxima terça-feira (4). “Conseguimos falar com ele [Eduardo Cunha] na própria quarta -feira (29), quando ele deu justificativas de que está analisando todos os pedidos juridicamente. Mas queremos uma resposta mais enfática, uma resposta que satisfaça de fato a vontade das ruas”, disse Fernando Silva.

Ministros e líderes do governo têm dito que não existem razões para um possível impeachment da presidenta. Em entrevistas anteriores, Dilma Rousseff disse que não teme o impeachment por entender que não há “base real” para um eventual processo. A presidenta afirmou, ainda, considerar que o assunto tem caráter de luta política contra seu governo.(Congresso em Foco)

RENAN SE SAFA?

Renan: fora da mira?

Renan: fora da mira?

Na cúpula do PMDB começa a se formar uma convicção de que Eduardo Cunha e Renan Calheiros terão destinos diferentes em agosto. Cunha seria denunciado por Rodrigo Janot; Renan se safaria. Isto é, repita-se, apenas uma convicção que começa a se formar. (Veja)

Por Lauro Jardim

ROMÁRIO: ESSA CONTA NÃO FECHA

Senador Romário Faria (PSB-RJ)

Romário na Suíça: a visita ao BSI foi gol, mas o juiz pode ter apitado mão (Reprodução/Instagram)

“Falso.” O carimbo vermelho sobre um extrato bancário. Essa imagem circulou freneticamente pelas redes sociais na semana passada impulsionada pelo senador carioca Romário de Souza Faria, o imortal craque que tantas alegrias deu aos brasileiros nos gramados e que tenta a mesma sorte na política. O extrato de uma conta-corrente no banco BSI, da Suíça, com saldo equivalente a 7,5 milhões de reais, havia sido publicado por VEJA na semana anterior. O carimbo vermelho foi colocado pelo senador depois da viagem a Genebra.

“Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões”, postou o ex-craque.

O senador Romário deve ter se tornado, na última semana, a primeira pessoa a voar para a Suíça motivada pelo extrato de uma conta que ele garante não possuir e depois anunciar, triunfante, que não tem mesmo. Ele viajou acompanhado da ex-mulher Isabella Bittencourt, que já morou na Suíça, onde ainda tem família. Na quarta-feira, acompanhado de Isabella e de dois advogados, foi ao BSI. Tomou lá suas providências e saiu anunciando não ser dono daqueles milhões. O BSI, comprado no ano passado pelo brasileiro BTG Pactual, de André Esteves, se comprometeu com os advogados de Romário a se posicionar sobre o caso.

Procurado por VEJA antes da publicação da reportagem, Romário foi bem menos enfático. Disse ele: “Para ser sincero, não sei se fechei (contas na Europa). Mas nunca mais movimentei. Não tenho conhecimento dessa (na Suíça). Até agradeço você me dizer”. Nas redes sociais, a princípio, Romário ainda não estava de todo certo: “É possível que tenha sobrado algum rendimento. Honesto e suado”. A viagem-relâmpago à Suíça e a visita à agência do BSI de Genebra subiram o tom do discurso. Romário saiu de lá aliviado. VEJA publicou a reportagem sobre o senador Romário, um servidor público, cumprindo o papel mais nobre da imprensa. O extrato que ilustra a reportagem está nas mãos do Ministério Público Federal. Ao contrário de Romário, VEJA não tem nenhuma razão para duvidar da autenticidade do extrato que publicou. Essa conta, portanto, não fecha facilmente. (Veja)

Renato Duque em Curitiba - 17/03/2015

Renato Duque em Curitiba – 17/03/2015(Rodolfo Burher/Reuters)

O juiz Sergio Moro aceitou nesta sexta-feira uma nova denúncia do Ministério Público contra o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o transformou em réu em mais um processo do petrolão. Desta vez, as acusações são de lavagem de dinheiro e corrupção passiva em um esquema que beneficiou a empresa italiana de equipamentos de perfuração Saipem em contratos de dutos de campos do pré-sal. Renato Duque já era réu em ações da Lava Jato depois de ter sido apontado por delatores como uma das principais autoridades que recebiam propina de contratos fraudados na estatal.

Entre janeiro e agosto de 2011, diz a acusação, o ex-executivo da Odebrecht João Antonio Bernardi teria oferecido propina a Duque para favorecer a Saipem na contratação da obra de instalação de um gasoduto submarino de interligação dos campos de Lula e Cernambi. No processo, os procuradores da Lava Jato pedem que sejam pagos 8 milhões de reais a título de indenização e confisco de bens resultantes da parceria criminosa entre Duque e Bernardi.

No esquema que beneficiou a empresa, a Saipem apresentou, em agosto de 2011, propostas inviáveis para a obra, mas ainda assim saiu vencedora do certame depois de influência direta de Renato Duque. Mensagens de e-mail em poder dos investigadores da Lava Jato apontam para a relação próxima entre João Bernardi e Renato Duque. Além de o executivo ter visitado o então dirigente da Petrobras “dezenas de vezes” ao longo de 2011, uma conversa telefônica entre os dois mostra que Duque era tratado como “mestre” pelo executivo.

Em 2012, para ocultar fraudes antecedentes e dar ares de legalidade aos benefícios repassados a Duque, João Bernardi comprou em nome próprio ou em nome da empresa Hayley do Brasil, também envolvida na trama de irregularidades, obras de arte em favor do ex-diretor da Petrobras. “As operações financeiras descritas na denúncia, em especial os depósitos no exterior da conta Hayley com a posterior internalização fraudulenta no Brasil dos mesmos recursos, o vínculo entre João Bernardi e as empresas Hayley no Brasil e Hayley S/A, (…) a aquisição das obras de arte em favor de Renato Duque, o envolvimento direto de Renato Duque no contrato com a Saipem, tudo isso encontra prova documental nos autos, o que confere sustentação à denúncia”, disse o juiz Sergio Moro em sua decisão.

No novo processo, além de Renato Duque, passam também à condição de réus o executivo Antonio Bernardi e o lobista Julio Camargo, o mesmo que, em depoimento ao juiz Sergio Moro, afirmou que o atual presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu propina de 5 milhões de dólares em um contrato de navios-sonda a ser fechado com a Petrobras. (Veja)

 

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva(Wilson Dias/Agência Brasil)

O juiz federal Sergio Moro prorrogou nesta sexta-feira a prisão temporária de Othon Luiz Pinheiro da Silva, almirante da reserva e presidente licenciado da Eletronuclear, e de Flávio David Barra, executivo da empreiteira Andrade Gutierrez, ambos detidos na 16ª fase da Operação Lava Jato.

O Ministério Público diz que tem provas do pagamento de propina à Othon Luiz e pedia a decretação da prisão preventiva (sem prazo para terminar) dos dois suspeitos, à revelia da Polícia Federal. O juiz entendeu, porém, que no momento é suficiente estender o prazo da temporária, até o décimo dia.

Segundo o MP, o almirante que ficou dez anos à frente da Eletronuclear recebeu 4,5 milhões de reais em propina do consórcio Angramon, responsável por obras na Usina de Angra 3, e das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix por meio de sua consultoria Aratec, constituída por ele com a mulher e suas filhas. O dinheiro chegava nas contas da Aratec, segundo os procuradores, depois de passar por outras empresas de fachada. O juiz considerou que ficou identificado “um robusto padrão de recebimento e repasse de valores da Andrade Gutierrez e da Engevix para a Aratec, de propriedade de Othon Luiz, utilizando empresas intermediárias”. A empresa também recebeu repasses diretos de outras empreiteiras do clube do bilhão, investigadas na Lava Jato.

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Dólar

Dólar terminou em alta de 1,59%, a 3,4247 reais na venda, maior nível desde 20 de março de 2003(iStockphoto/Getty Images)

O dólar subiu 1,59% nesta sexta-feira e fechou cotado a 3,42 reais na venda, maior cotação de fechamento desde 20 de março de 2003, quando a moeda americana encerrou valendo 3,47 reais. Na semana, a divisa subiu 2,32% e, no mês, o avanço foi de 10,16%.

“O que preocupa bastante no futuro são os números da economia brasileira. Com os dados ruins, vamos ficando cada vez mais perto de perder o grau de investimento”, disse o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo De Gracia Correa. Ele acredita que o dólar pode ir “facilmente” acima de 3,60 reais se o país for rebaixado.

Na terça-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) alertou que o Brasil pode o status de bom pagador devido a riscos econômicos e políticos, com denúncias de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato.

Nesta sessão, o resultado fiscal ajudou a azedar o humor dos investidores, após o governo informar déficit primário de 9,32 bilhões de reais em junho, pior leitura para o mês da história, número que ressalta as dificuldades do governo para equilibrar as contas públicas. “Para qualquer lado que você olhar, tem notícia ruim, seja fiscal ou política”, resumiu o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.

A Bovespa terminou a sexta-feira no azul, com ganhos nas ações de Itaú Unibanco e de BRF entre os principais suportes positivos, embora insuficientes para reverter perdas acumuladas no mês. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,54%, a 50.667 pontos. O giro financeiro na sessão totalizava aproximadamente 5,4 bilhões de reais. (Veja/Coagência Reuters)

(Foto reprodução/Google)

Com a menopausa, uma a cada duas mulheres aumenta 600 gramas do peso corporal por ano. Os quilos a mais, no entanto, não se depositam de forma homogênea no corpo, mas se concentram na cintura, que cresce até 5,5 centímetros, provocando doenças cardiovasculares e diabetes. A explicação é da médica Rossella Nappi, professora de ginecologia e obstetrícia da Policlínica San Matteo di Pavia, na Itália.

“Contra esses riscos, a dieta deve prever muitas fibras, mas também especiarias como a cúrcuma e sálvia, ou alimentos funcionais, porque eles agem também no metabolismo”, aconselha a especialista.

O aumento da sensação de fome devido às mudanças hormonais e aos altos e baixos do humor, juntamente com uma menor atividade física, fazem com que o comportamento alimentar na menopausa seja predominantemente de lanchinhos frequentes e comidas calóricas.

“Mas a gordura que vai prejudicar é a gordura ruim. Não é um problema puramente estético, como muitos dizem, mas também cardiovascular. Provoca, de fato, a resistência à insulina, que precede o diabetes, o infarto e o acidente vascular cerebral (com diminuição da função cerebral) e também os tumores”, alerta a médica.

A dieta adequada para essa fase da vida não deve prever somente o controle das calorias, mas a quantidade correta de alimentos.

“Deve se basear na absorçãode nutrientes, com o uso de massas e pães grano duro e de cerais integrais. Graças às fibras é possível conseguir um aporte calórico reduzido e modificar o modo com que se queima as gorduras e o açúcar, diminuindo também os picos de insulina no organismo”.

Uma outra categoria de alimento funcional são as especiarias, que permitem usar menos sal, um ingrediente que, em excesso na alimentação, provoca retenção de líquidos, aumento da pressão arterial e acúmulo de peso.

“A cúrcuma é um antiinflamatório que ajuda muito na menopausa, pois a gordura da barriga favorece o processo inflamatório que pode provocar tumores”, diz Nappi.

A alimentação pode, até certo ponto, substituir as terapias hormonais contra os sintomas da menopausa, um pesadelos para algumas mulheres.

“Por exemplo, a sálvia e o tofu são ricos em fitoestrógenos que agem nas ondas de calor, algo de que três a cada quatro mulheres reclamam. Além disso, os polifenóis do cacau têm uma ação benéfica sobre a microcirculação e, graças à presença de serotonina, também agem sobre o controle do humor”, conclui. (Tribuna da Bahia)

O economista Nelson Barbosa é o novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

O economista Nelson Barbosa é o novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão(Fernando Bizerra Jr./EFE)

O governo anunciou nesta quinta-feira, 30, a discriminação do novo corte orçamentário. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi o principal alvo da tesourada adicional dada pelo governo no orçamento deste ano. Foram contingenciados mais 4,66 bilhões de reais do programa, o que corresponde a 55% do contingenciamento feito nas despesas do Poder Executivo, que soma 8,47 bilhões de reais.

O corte atingiu ainda as emendas parlamentares e 327,1 milhões de reais foram congelados. O ministério mais atingido foi o da Cidades, com 1,32 bilhão de reais contingenciados. Com dois dos maiores orçamentos da Esplanada dos Ministérios, as pastas da Saúde e Educação também sofreram com o corte, perdendo 1,18 bilhão de reais e 1 bilhão de reais respectivamente. Segundo o Planejamento, os dois ministérios foram protegidos e o bloqueio ficou abaixo da média geral. “O bloqueio dos valores primou pela qualidade do gasto público, de modo que não houve um corte linear e alguns ministérios não foram contingenciados”, informou nota do Ministério do Planejamento.

O Ministério dos Transportes terá um corte adicional de 875,6 milhões de reais. Integração Nacional perdeu 723,4 milhões de reais, a Fazenda, 409 milhões de reais e a Ciência e Tecnologia, 350 milhões de reais.

Nos demais Poderes, a tesoura foi de 77 milhões no Poder Judiciário, 8 milhões no Ministério Público da União, 16 milhões no Legislativo e 2 milhões na Defensoria Pública da União, somando 125, 4 milhões de reais.

O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, disse mais cedo que o corte tentou preservar os ministérios da Saúde e Educação. “O corte é preponderante em custeio, preservando investimento no máximo possível”, acrescentou.

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De acordo com estudo, cerca de 20% dos homens com mais de 50 anos têm deficiência de testosterona e sofrem com ondas de calor, suor noturno, redução da libido, depressão, entre outros sintomas(Thinkstock/VEJA)

Cerca de 20% dos homens com mais de 50 anos têm deficiência de testosterona e sofrem com ondas de calor, suor noturno, dores nas juntas, redução da libido, depressão e aumento da gordura corporal, entre outros sintomas. É o que diz um estudo publicado recentemente na revista científica Ageing.

Participaram da pesquisa 2 000 homens com, em média, 54 anos. Antes do tratamento, todos relataram sintomas associados à ‘menopausa’ masculina, como ondas de calor e diminuição da libido. Embora 83% apresentassem níveis de testosterona considerados normais, todos receberam reposição hormonal. Segundo os resultados, todos os participantes relataram redução dos sintomas.

Os autores do estudo defendem que homens que sofrem com esses sintomas devem receber a reposição de testosterona. “Este estudo prova a efetividade da terapia e mostra principalmente a segurança do tratamento com testosterona, mesmo por longos períodos”, disse Malcom Carruthers, autor principal da pesquisa do Centro para a Saúde do Homem, em Londres, na Inglaterra, ao jornal britânico Telegraph.

Embora a testosterona ajude a aliviar sintomas como depressão e diminuição da libido, a reposição do hormônio sem necessidade pode causar danos à saúde, como aumento do risco de câncer de próstata e desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Por isso, os resultados devem ser vistos com cautela. Para provar de fato a eficácia e a segurança do tratamento hormonal em homens, especialistas da área alertam que é preciso que seja realizado um estudo maior e com o uso de placebo.

A ‘menopausa’ masculina ainda é uma condição contestada e muitos pesquisadores preferem se referir à condição como um declínio de testosterona ocasionado pelo envelhecimento. Outros acreditam que os a condição é causada por stress relacionado à crise de meia-idade. (Veja/Da redação)

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Homem sem equipamentos de proteção se arrisca em poste na Av. Tancredo Neves - Foto: Raul Spinassé l Ag. A TARDE

Homem sem equipamentos de proteção se arrisca em poste na Av. Tancredo Neves (Salvador)

A Bahia é o estado número um em mortes por choque elétrico no Brasil. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), o estado registrou 68 óbitos no ano passado.

O estudo foi o primeiro detalhado sobre o tema e analisou notícias veiculadas em todas as mídias e redes sociais do país. Na Bahia, os números oficiais apontam para um quadro ainda mais alarmante. A Secretaria da Saúde do estado (Sesab) indica que foram registrados 127 óbitos em 2014.

O engenheiro elétrico Edson Martinho, que participou da pesquisa nacional, afirma que os acidentes aconteceram, em sua maioria, dentro das residências, devido à má conservação do sistema de energia.

De acordo com ele, as instalações precisam de manutenção a cada cinco anos. Isso porque o isolamento dos cabos pode ser danificado durante a construção da casa, em obras, ou até mesmo com o passar do tempo.

“Outra questão é que os equipamentos eletrônicos estão cada vez mais potentes. As instalações elétricas precisam acompanhar esse desenvolvimento, para suportar a carga”, explica.

Essas revisões precisam ser feitas por profissionais comprovadamente capacitados, defende o engenheiro. Na inspeção, são analisados: condutor de proteção, fio terra, dispositivo DR (proteção contra choques elétricos e incêndios) e dimensão dos cabos.

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(Foto reprodução/Google)
A queda na arrecadação fez com que o resultado fiscal do governo central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência, ficasse negativo em junho em R$ 8,2 bilhões, o pior desempenho para o mês na história. No acumulado do ano, o deficit foi de R$ 1,6 bilhão, o primeiro deficit semestral desde 1997, início da série histórica computada pelo Tesouro.
A receita líquida em junho encolheu 5% em valores corrigidos pela inflação, para R$ 81,1 bilhões. Enquanto isso, as despesas cresceram 2,1%, em termos reais, para R$ 89,3 bilhões. No semestre, a receita teve queda real (corrigida pela inflação) de 3,3%, para R$ 513,3 bilhões. Enquanto isso, as despesas totais continuaram crescendo e saltaram 8,7%, em valores nominais, e 0,5% em termos reais, para R$ 514,9 bilhões. (Correio Brasiliense)

 

(Foto reprodução/Google)

Até o ano passado, o cantor cearense Wesley Safadão poderia ser um mero desconhecido para quem não acompanha forró. Mas a carreira do artista começou há 12 anos no vocal da banda Garota Safada, formada pela mãe, pelo tio e por outros integrantes da família dele. “Certo dia um cantor do grupo disse que não subiria mais ao palco e faltavam poucos minutos para começar o show. Minha mãe ficou desesperada e respondi que eu mesmo iria cantar. Só que nunca havia pego um microfone na vida. Foi um desastre”, conta bem-humorado ao Correio. Em 2007, o hobby se transformou em profissão e, desde 2013, o grupo assinou um contrato com duas empresas, uma delas administrada pelos sertanejos Jorge e Mateus.

A partir daí tudo mudou. O cabelo comprido do vocalista deu lugar ao coque; o nome Garota Safada foi substituído apenas por Wesley Safadão (apesar de a banda continuar a mesma); e as músicas começaram a ganhar o topo das rádios. O primeiro sucesso nacional de Safadão foi Gelo na balada, que já foi regravada por Camila & Haniel e Cavaleiros do Forró, seguido de Camarote, um dos hits do carnaval que foi entoado por cantores de axé music. As duas músicas têm como características letras que mostram uma pessoa que foi desprezada amorosamente, mas está dando o troco. “É como dizem: os relacionamentos começam com Jorge e Mateus, terminam com Pablo e dão a volta por cima com o Wesley Safadão”, diz sobre suas faixas.

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O ESCÂNDALO É ÚNICO

(Foto reprodução/Google)

Publicado no Estadão

Por JOSÉ NÊUMANNE

Que WikiLeaks, que Swissleaks, que cartéis mexicano e colombiano de drogas, que Fifagate, que nada! O escândalo top do mundo hoje é outro. Nada se lhe compara em grandeza aritmética, ousadia delituosa ou desrespeito a valores éticos. E é coisa nossa! Embora nada tenhamos a nos orgulhar de que o seja. Ao contrário!

Após se ter oposto ferozmente à escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para dar início à Nova República; à posse e ao governo de José Sarney, a Fernando Collor, que ajudou a derrubar; ao sucessor constitucional deste, Itamar Franco, de cuja ascensão participou; e a Fernando Henrique Cardoso, o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao governo federal com seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, e se lambuzou no pote de mel do poder sem medo de ser feliz.

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Dilma Rousseff se reúne com governadores para discutir um "pacto de governabilidade", no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)

Dilma Rousseff se reúne com governadores para discutir um “pacto de governabilidade”, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)(Pedro Ladeira/Folhapress)

A reunião de Dilma Rousseff com 26 governadores nesta quinta-feira serviu exatamente para o que a presidente desejava: passar uma imagem de normalidade democrática, com direito a uma foto oficial ao lado dos representantes dos Estados. Como era previsível, entretanto, os chefes dos governos Estaduais saíram do Palácio da Alvorada sem nada concreto do Executivo federal.

Dos cinco governadores escalados para falar à imprensa após o encontro, três eram governistas e dois eram tucanos: Marconi Perillo, de Goiás, e Geraldo Alckmin, de São Paulo. Ambos tentaram caminhar sobre a corda e não posar de apoiadores do governo nem de adversários do Planalto, de quem dependem financeiramente para implementar projetos importantes em seus Estados. “Isso não foi tema da reunião e nem esta em discussão”, limitou-se a dizer Alckmin a respeito do impeachment.

Coube a outro governador, fora da coletiva oficial, uma análise mais realista do evento. Pedro Taques (PDT), de Mato Grosso, foi indagado sobre o que havia saído do papel e respondeu de forma irônica: “Ainda não foi nem escrito, então não pode sair nada do papel”. Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, também não parecia entusiasmado: “É o inicio de conversas e de uma forma de relação mais próxima”.

O objetivo principal do governo com o encontro desta quinta-feira era construir a tese que o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, fez questão de enfatizar após o encontro: a de que os governadores defendem uma espécie de pacto de governabilidade em um momento de crise como o atual: “Temos que fazer um grande esforço (…) para encontrar caminhos, superarmos as dificuldades e, ao mesmo tempo, consolidarmos a democracia brasileira, as instituições, a governabilidade, a estabilidade política e econômica do país”, disse ele.

Por trás do discurso, no entanto, há a clara preocupação do governo de sofrer novas derrotas no Congresso, comandado por um rebelde PMDB. O ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) chegou a citar uma lista de projetos que causam temor ao Planalto por aumentar os gastos dos cofres públicos, as chamadas “pautas bomba”, e promete enviá-las com detalhes aos chefes do Executivo. “Na agenda do Congresso, precisamos buscar a cultura da responsabilidade fiscal. O país precisa de decisões responsáveis. Nós temos alguns projetos que impactam de forma muito comprometedora o equilíbrio das contas públicas”, disse Mercadante.

Os governadores também fizeram apelos à presidente e seus ministros – todos sem uma resposta satisfatório. Entre eles está o pedido pela sanção do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que permite que Estados e municípios usem parte dos depósitos judiciais e administrativos para custear determinados gastos, como precatórios judiciais e dívida pública. O retorno do Planalto, porém, foi apenas a promessa de uma reunião para discutir o tema. O Senado ameaça barrar a pauta do governo caso o projeto seja vetado. (Veja)

A advogada Beatriz Catta Preta afirmou em entrevista ao repórter César Tralli, na edição desta quinta-feira (30) do Jornal Nacional, que decidiu deixar os casos dos clientes que defendia na Operação Lava Jato porque se sentia ameaçada e intimidada por integrantes da CPI da Petrobras. Ela disse que, devido às supostas ameaças, fechou o escritório e decidiu abandonar a carreira.

Após a aprovação no último dia 9 do requerimento que a convocou para depor à comissão, a advogada desistiu de continuar defendendo três clientes que fizeram acordo de delação premiada no âmbito da investigação do esquema de corrupção na Petrobras. A CPI quer que ela explique a origem do dinheiro recebido a título de honorários.

Indagada sobre quais eram os autores das supostas tentativas de intimidação, Catta Preta respondeu: “Vem dos integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação”, declarou.

Sem citar nomes, Catta Preta, especializada em acordos de delação premiada, disse que decidiu encerrar a carreira a fim de zelar pela segurança da família.

“Depois de tudo que está acontecendo, e por zelar pela segurança da minha familia, dos meus filhos, eu decidi encerrar a minha carreira na advocacia. Eu fechei o escritório”, declarou.

A advogada disse na entrevista ao JN que recebeu ameaças de maneira “velada”. “Não recebi ameaças de morte, não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada, elas vêm cifradas”, disse.

Beatriz Catta Preta atuou em nove dos 18 acordos de delação premiada firmados por investigados da Operação Lava Jato com o Ministério Público. Esses nove delatores são os executivos Júlio Camargo e Augusto Mendonça (Toyo Setal); o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco; o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, a esposa dele, as duas filhas e dois genros. Embora tenha atuado nesses nove casos, se mantinha na defesa de três – Barusco, Julio Camargo e Augusto Mendonça.

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